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Foz do Iguaçu – 107 Anos

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Copenhague Zero Grau – Medo brasileiro na Berlim comunista

      – Não sei por que você tem tanto medo de autoridade, diz a guia dinamarquesa da viagem a Berlim. Está cansada, sem muita paciência para ouvir naquele momento. Viajamos de Copenhague a Gedser de carro; depois, de ferryboat a Rostock e, daí, a Berlim, dirigindo, sem poder pernoitar, ordens estritas da polícia comunista.

Também cansado, respondo:

– Sou brasileiro, tenho direito de ter medo.

– Não entendo, juro que não. Se estamos com todos os papéis em ordem. Se não estamos com arma nenhuma no carro. Por que ter medo?

Como posso explicar? Ela não pode entender mesmo. Foi criada num contexto totalmente diferente. É escandinava. Outro dia, um amigo meu foi ralhar com a filha e deixou a entender que lhe daria um tapa. A menina tem três anos e meio. Foi logo dizendo pro pai que ela chamaria a polícia se ele lhe encostasse a mão. Que pai não tem direito disso. Aprendeu no jardim de infância.

Estamos deixando Berlim Ocidental. As placas todas avisam, como a prevenir que, dali pra frente, a coisa é outra. O muro ali está. Aquilo de que sempre ouvi falar. O Muro separando Berlim. Para os de Berlim Ocidental é “O Muro”. Para os comunistas é a Fronteira ou a Zona Militar.

Tenho receio. Logo depois de ultrapassar a guarda de fronteira, vejo que é bobagem. Não há grandes complicações. Pensei que os comunistas comiam gente, mas não. São muito sérios os guardas, lá isso é verdade. Ganhamos um visto por 24 horas. Só não se pode dormir em Berlim Oriental, é preciso outro tipo de visto para poder pernoitar do lado de lá. De resto, vamos rodando sem ser incomodados, a não ser pelo grande movimento nas ruas centrais. Há milhares de estudantes vindos de todos os lados da Alemanha Oriental a participar das comemorações dos trinta anos de fundação do país. Os trinta anos da DDR, Deutsche Demokratische Republik.

– Está vendo? Basta ter tudo em ordem: o que é que eles podem fazer? O que é que podem exigir mais?

Olha, não dá pra explicar, a não ser numa hora em que você estiver calma. É uma longa estória. É preciso paciência pra ouvir. É a própria estória do medo, que começa quando a gente nasce, que cresce com a gente. É parte da nossa criação. Deus, o pai, a escola, o exército, a polícia, o inspetor de alunos… Criação brasileira.

Ela não pode entender meu medo. Na Dinamarca, o pai não pode bater no filho. Vai preso. De Deus, quase não se fala. Além do mais, é um Deus protestante, mais perto da Terra, menos vingativo que o Deus do Catecismo, Na escola, há liberdade de reclamar. Gurizinhos e guriazinhas de três, quatro, cinco anos votando pra escolher a ‘ fruta que vão ganhar de sobremesa no jardim-de-infância”. Fazem o serviço militar de cabelo grande ou curto, como querem, sem imposições. A polícia? Bom, essa sabe do seu papel. Gente educada, ganhando bem, sem frustrações, sem ligação com a corrupção, sem precisar descarregar sadismo na população. Se não fosse desgastada, eu usaria a palavra democracia pra definir este pais. Mas respeito, ah, isso há.

Minha amiga não pode entender meu medo da polícia comunista nem de polícia nenhuma. Este medo que carrego, incrustrado em minha pele, tatuagem fonte de muitos reflexos, já condicionados. Ela não pode. Me olha com ar inquisitivo, curiosa, me pede pra falar mais de meu país, de minha criação. Tudo que falo lhe parece, no entanto, tão distante, tão inacreditável. Nunca pensei que os escandinavos pudessem ser tão ingênuos com o que vai por aí. A inocência dos seus olhos azuis.

– Falo depois, tá? Agora vamos curtir este lado do Muro. Estou curioso pra saber como é que se vive em Berlim Oriental.

Mais tarde, por não poder pernoitar, toco de volta pra  Berlim Oeste, passando, de novo, pelo icônico Checkpoint Charlie, onde muitas cenas de filmes da época da Guerra Fria foram feitas. No dia seguinte, a ideia era voltar pra ver as competições esportivas dos 30 anos da DDR.

(Berlim, Páscoa, abril de 79)

William Santiago é escritor e, atualmente, exerce a função de vice-cônsul do Brasil em Ciudad del Este.

 

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Para não esquecer

Meio milhão de mortos por Covid no Brasil, fracasso a ser inscrito na história

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Sepultadores, usando trajes de proteção, carregam caixão com vitima de Covid-19 em São Paulo – Lalo de Almeida/Folhapress

Múltiplos das cifras de óbitos que no início da pandemia despertavam alarme agora passam como rotina.

Trezentos mortos, quinhentos mortos, mil mortos, 2.000 mortos, até 4.000 mortos —todos os dias. Já se acumula meio milhão de vidas abreviadas por uma doença cuja incidência pode ser controlada.

Meio milhão de mortos constitui o resultado de um fracasso histórico —e disso jamais deveríamos nos esquecer. A civilização, afinal, também é o esforço incômodo do aprendizado, é a luta da memória da dor contra as tendências acomodatícias da anestesia.

O mal-estar de investigar o que terá dado errado no Brasil da pandemia remeterá às causas do desenvolvimento pela metade e desigual do país. A impaciência, a imprevidência, a ignorância, a indisciplina, a misantropia e o descomedimento surgirão conectados às muitas décadas de desídia com o cultivo das melhores instituições que a humanidade já inventou.

Decerto é difícil exigir de contingentes enormes o respeito a cautelas sanitárias se as redes de esgoto —tecnologia barata há muito tempo dominada— mal alcançam metade dos habitantes. Ou demandar distanciamento na realidade aglutinada dos barracos e das favelas.

Como cobrar das crianças aglomeradas, de repente privadas da escola, que imitem os filhos da elite e estudem pela internet sem condições alimentares e de infraestrutura mínimas? O que dizer à massa de trabalhadores com baixa instrução lançada à informalidade: fiquem em home office?

A qualidade da resposta governamental também reflete o desajuste crônico. Dois destrambelhados foram alçados à Presidência, um nos Estados Unidos, outro no Brasil. Lá órgãos técnicos e burocráticos federais com capacidade e autonomia atuaram a despeito das peripécias do mandatário.

Aqui, a coordenação federal pôde ser dinamitada com simples trocas de ministros da Saúde, a depender dos humores do chefe do Executivo. O Brasil lutou durante anos para estabelecer uma autoridade autônoma no controle da moeda, mas deixou de lado essa preocupação quando se trata de saúde, educação, ciência e tecnologia. Falhou e paga agora por isso.

Entidades com tradição no combate a doenças infecciosas, como Butantan e Fiocruz, ficaram à mercê dos centros de vanguarda biotecnológica e suprimento industrial.

Uma nova fábrica, como a projetada pela fundação sediada no Rio, vai demorar mais de ano para sair do papel, enquanto a escala da produção de vacinas se multiplica nos EUA, na China e na Europa.

Não se trata de falta de recursos financeiros. O Brasil tem um nível suficiente de renda para ter podido multiplicar por oito o déficit federal em 2020 na tentativa de socorrer os segmentos em apuros.

Haveria dinheiro de sobra para adotar estratégias eficazes de controle da doença, como testagem e monitoramento estrito, e para antecipar e imprimir maior velocidade à vacinação. Com a mesma verba, o programa de auxílio à renda da população vulnerável poderia ter sido bem mais efetivo e estável, em vez de ter ficado sujeito a palpites e solavancos.

Faltou o que não se improvisa nem se adquire facilmente em tempos de crise: inteligência, mecanismos e capacidade para coordenar uma resposta coletiva e tempestiva à altura do desafio gigantesco.

As lições para não esquecer dessa trágica marca de 500 mil mortos recomendam instruir compulsivamente as crianças e os jovens; assegurar o consumo básico dos vulneráveis; investir em saneamento e na infraestrutura que afeta diretamente a vida da maioria dos brasileiros; adensar as instituições para que possam responder aos desafios urgentes e preservar as políticas de Estado que melhoram o futuro.

Ter eleito o pior presidente da República desde a redemocratização, que infestou a Esplanada com assessores de nível pré-ginasiano, contribuiu decisivamente para o desfecho catastrófico.

Parte desse dolorido aprendizado há de recair sobre os brasileiros que vão às urnas em outubro do ano que vem. Em regimes democráticos, as escolhas eleitorais têm consequências que recaem sobre o conjunto da população, em especial sobre a parcela mais pobre.

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O recado dos mortos

MERVAL PEREIRA – O GLOBO 

Quantos milhares de mortos mais teremos que enterrar antes que nos convençamos de que um governo que, por incúria ou projeto, deixou morrer mais de 500 mil pessoas, não pode continuar tendo o comando do país em meio a essa verdadeira guerra que estamos perdendo por falta de comando ?. Em pouco mais de um ano, o Brasil perdeu para a COVID-19 o equivalente ao número de vidas que perde para violência a cada dez anos, um dos nossos maiores problemas sociais.

Somos também o segundo país, atrás só do Peru, com maior número de mortes por milhão entre os com população acima de dez milhões de habitantes, o que tira da classificação distorções por questão de escala. Mas corremos o risco de passar o numero de mortos dos Estados Unidos, que tem uma população maior.

Um gráfico com base nos dados do Our World in Data mostra que a vacinação começou em 15 de dezembro de 2020 em países como Israel, Canadá, Rússia e China. O Brasil só começou a vacinar quando Estados Unidos e China já tinham vacinado cerca de 30 milhões de doses cada um, Reino Unido já alcançava 10 milhões  e Israel e Índia chegavam a cerca de 5 milhões de doses.

O Brasil aparece no dia 1º de fevereiro com cerca de 2 milhões de doses, logo abaixo de Rússia e Alemanha. No dia 14 de junho, o Brasil já surge nas estatísticas em quarto lugar, com perto de 79 milhões de doses, atrás apenas de Índia, Estados Unidos e China. Mas esse número representa apenas cerca de 11% da população vacinada, menos que o Reino Unidos (45%), Estados Unidos (45%), Chile (48%) e República Dominicana (20%).

A CPI da Covid-19, apesar de excessos em alguns momentos e de uma certa desorganização nos interrogatórios, está conseguindo montar um quebra-cabeças que revela um quadro aterrador. Todos os 14 nomes incluídos na lista de investigados da CPI da COVID recentemente, depois de depoimentos pífios, mentiram muito, esconderam deliberadamente ações internas do ministério da Saúde, como o “gabinete paralelo”, as decisões para forçar a imunidade de rebanho e de atrasar a compra das vacinas, a insistência no tratamento precoce com cloroquina e outros medicamentos, mesmo depois que a polêmica sobre suas validades no combate à pandemia foi encerrada por declaração oficial da Organização Mundial da Saúde.

Mas, para os bolsonaristas, todos os organismos internacionais são dominados por comunistas, e a  orientação da OMS não tem valor, pois a soberania do país deve prevalecer sobre as regras gerais. A política de governo, contra o distanciamento social, contra o uso de máscara, contra a vacinação em massa, matou mais do que o número de mortes inevitáveis pela pandemia.

Enquanto o presidente Bolsonaro, irresponsavelmente, chancela um estudo paralelo desqualificado em termos científicos que apontava para uma superestimação do número de mortes, estudos acadêmicos apontam em outra direção. Haveria, na realidade, uma subnotificação de mortes, que pode chegar a 20%. Esse é um caso exemplar de improbidade administrativa.  Essas decisões conjuntas representam um erro de avaliação, ou uma política criminosa ?

É uma definição que a CPI pode ajudar a dar. Se um governo tem projeto de combate a uma pandemia que vai contra todas as recomendações dos órgãos oficiais, desde a OMS até organizações cientificas internas e externas, não é um simples erro. É um projeto político, uma atitude criminosa. As autoridades tinham todas as informações e sabiam o que poderia acontecer.

Pode-se dizer que não é um crime doloso, com a intenção de matar, mas pode ser enquadrado como dolo eventual, que é aquele em que o autor conhece o risco, e mesmo assim age temerariamente. Ou, no mínimo, crime culposo. Que houve crime, já não há dúvida.

O caminho para a abertura do processo de impeachment é amplo, as mais de 500 mil mortes exigem ações urgentes, e as ruas estão advertindo o presidente da Câmara, Arthur Lira, de que não há mais tempo a ganhar à espera de uma melhora econômica, que não recuperará nossos mortos.

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Cangaço das togas na Bahia

Um clima de insegurança jurídica na titulação de terras expõe uma organização criminosa que atua com a compra de sentenças: agentes do estado na mira da Justiça

Crédito: Divulgação

ACUSADO O juiz João Batista de Alcântara Filho teria recebido propina (Crédito: Divulgação)

Eudes Lima Para a ISTO É

JUSTIÇA A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo está encarregada das investigações: manter o Estado de Direito (Crédito:Divulgação
Uma atípica disputa por terras ocorre na região Oeste do estado da Bahia. Trata-se da posse de terras de 366 mil hectares, uma área superior ao município de São Paulo e avaliada em mais de R$ 1 bilhão. A peculiaridade do litígio ocorre porque são empresários contra empresários os interessados. A propriedade, valor máximo dentro das democracias capitalistas, está francamente ameaçada na região. Entretanto, os protagonistas do imbróglio são membros do Poder Judiciário. Segundo denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Superior Tribunal de Justiça dois juízes, sete desembargadores, advogados e servidores públicos atuaram para tomar terras e bens de seus proprietários.

O juiz substituto João Batista de Alcântara Filho está afastado das suas funções e é acusado de facilitar a expedição de sentenças de posse. Contra ele pesa o fato de estar presente, coincidentemente, na maioria das titulações das propriedades. A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, conduz as investigações da Operação Faroeste. No processo relatado por Lindôra, mais de 200 páginas detalham a participação de dezenas de representantes do Judiciário no conflito agrário. Ela expõe valores e acusa o juiz João Batista de Alcântara Filho de participar do esquema que cobrava R$ 2,8 milhões por uma sentença. Na ocasião, o juiz ficaria com a importância de R$ 200 mil e o restante seria dividido com desembargadores e servidores integrantes do conluio. No processo, a subprocuradora comprova o enriquecimento ilícito e ação criminosa em três núcleos: “judicial, causídico e econômico”.

O beneficiário das ações investigadas é um borracheiro que adquiriu o total de 366 hectares de terras: área maior que o município de São Paulo

Medo é o sentimento mais expressivo na região. E não é pra menos. Muitos entrevistados se recusam a falar ou pedem o anonimato. No dia 11, o fazendeiro Paulo Antonio Ribas Grendene, 62 anos, foi assassinado com 12 tiros na cidade de Barreiras. Ele denunciou uma tentativa de invasão às suas terras por pessoas investigadas na Operação Faroeste. O advogado Oswaldo Correia Viana defende proprietários na cidade de Coribe e afirmou: “o juiz João Batista de Alcântara Filho veio para cá com a encomenda de fazer sentenças. É um escândalo público. Todos sabem”. Viana andou um bom tempo com seguranças armados e teme pela sua segurança. “É um perigo danado”.

Outros advogados da região dizem que havia um protocolo de ação na tomada de posse de terras. A maioria qualifica as ações como “roubo” e com a prática de muita violência. Sempre às sextas-feiras no fim da tarde apareciam policiais com um forte aparato e tomavam as terras, maquinários e colheita. Para se ter uma ideia do prejuízo, uma máquina utilizada nas fazendas custa em média R$ 600 mil. Caminhões carregados com sementes valem cerca de R$ 1 milhão. As investidas ocorrem antes da época de colheita. Os funcionários são levados à estrada e ficam sem seus objetos pessoais.

O principal beneficiário das ações é um borracheiro José Valter Dias, 75 anos. Ele seria o laranja de Adailton Maturino dos Santos, que se apresentava como cônsul de Guiné Bissau e foi preso. Os proprietários originários, em geral, são investidores no agronegócio e se recusam a falar. Eles foram para a região há cerca de 35 anos, porque lá as terras são fartas e há boas condições climáticas. As plantações mais comuns são de soja e milho. A alta produtividade valorizou muito os latifúndios. As ações pela tomada de posse estavam em curso desde 1985, mas a celeridade e não observância dos ritos jurídicos é o que mais chamou atenção durante as investigações.

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Até agora a operação já prendeu: a desembargadora, Maria do Socorro Barreto Santiago e seu genro, o advogado Márcio Duarte Miranda; o juiz de primeira instância, Sérgio Humberto Sampaio; o falso cônsul, Adailton Maturino dos Santos e a sua esposa, a advogada Geciane Souza Maturino dos Santos; e o advogado Antônio Roque do Nascimento Neves. O ministro do STJ e relator da Operação Faroeste, Og Fernandes, tem atuado para que as prisões sejam mantidas. Ele afirmou que é a “única medida adequada para garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal e a aplicação da lei penal”.

O vice-presidente da OAB nacional, Luiz Viana Queiroz, disse que denuncia as irregularidades desde 2015 no Judiciário baiano. Ele diz que a insegurança jurídica no estado afasta investidores e elogia a atuação do CNJ e do STJ. “As instâncias nacionais podem corrigir os erros na Bahia”. Queiroz diz que “é preciso passar a limpo todo o Judiciário local e apurar a venda de sentenças judiciais”. Hoje, pistoleiros foram substituídos por agentes do estado para executar os crimes. A venda de sentenças judiciais retoma a época do cangaço amparada pelas togas.

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Programa de Michelle fez parceria com grupo que acusou fraude eleitoral

Entidade compartilhou vídeo de alvo do inquérito das fake news

Divulgação

Pátria Voluntária, programa beneficente do Palácio do Planalto liderado por Michelle Bolsonaro, fez uma parceria com o Grupo Agro Brasil, entidade que endossa a narrativa sem provas de Jair Bolsonaro de que houve uma fraude eleitoral em 2018. A entidade também teve um integrante alvo do inquérito das fake news.

Nas redes sociais, a Agro Brasil exibe um vídeo de dezembro em que o empresário Marcelo Stachin, alvo de busca e apreensão da PF no inquérito das fake news em maio de 2020, diz: “Estamos há décadas sofrendo a consequência da fraude nas eleições. Arranque o pino da granada, capitão. Porque eles vão te arrancar daí ou vão te matar, e sua família também. O senhor tem apoio nos quatro cantos do Brasil. Arranque o pino da granada, capitão, e conte conosco, porque nós estamos prontos”.

Por ordem de Alexandre de Moraes, Stachin teve seus perfis suspensos no Facebook e Twitter. Stachin participou de atos antidemocráticos em Brasília a favor de Jair Bolsonaro e pregou a intervenção militar. Chegou a concorrer a prefeito em Sinop (MT) pelo PRTB, partido de Hamilton Mourão, mas não obteve sucesso: angariou 560 votos e ficou em último. Em outras publicações, o grupo ruralista atacou ambientalistas e ONGs, associando-os a queimadas florestais. Também já atacou João Doria.

Procurado, o Pátria Voluntária declarou: “Não temos conhecimento do que ocorre nas redes sociais do citado grupo”.

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UM PUNHADO DE PÓ

Tony Last vive para a sua mansão de estilo gótico vitoriano e para um casamento que crê feliz. Sucede, porém, que o gótico vitoriano enerva a sua encantadora mulher, Lady Brenda, e, juntamente com o quotidiano do campo, representa o tédio de uma vida sem conflitos e também sem préstimo no mundo presente. Esse tédio lança Lady Brenda num relacionamento amoroso com um jovem apático, sem interesse nem posição. Assim começa esta obra-prima literária de 1934. A visão mordente e tragicômica da decadência das classes altas inglesas no período entre as duas grandes guerras revela o gênio criativo e o espírito de Evelyn Waugh, inquestionavelmente um dos maiores escritores do século XX.

 

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TRE-PR MULTA VITORASSI POR IRREGULARIDADES EM CONTAS DE CAMPANHA

Em 2018 Dilto Vitorassi saiu candidato a deputado federal pelo PT fazendo míseros 10 mil votos, precisava de uns 90 mil para se eleger. Mas a presepada do gajo nao parou aí, segundo o MPE apurou o eterno presidente do sindicatos dos rodoviários (40 anos na função) fez uma senhora bandalha nas contas de campanha. Resultado: O TRE o multou em R$ 58.000,00 como se pode ver no link abaixo:

Acordão Vitorassi (1)

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Foz registra 41 novos casos de Coronavírus em 24 horas com dois óbitos neste domingo (20)

A Vigilância Epidemiológica de Foz do Iguaçu confirma na data de hoje, 20/06/2021, 41 casos de covid-19. No total, são 39.663 casos da doença no município desde o início da pandemia. Destes, 38.201 pessoas já estão recuperadas.

Dos 41 novos casos, 22 são mulheres e 19 homens com idades entre 6 e 74 anos. Entre eles, 38 estão em isolamento domiciliar e 3 internados.

Do total de casos ativos, 307 pessoas estão em isolamento domiciliar, com sinais e sintomas leves, e 162 pessoas estão internadas.

Óbitos

Foz do Iguaçu registrou 2 óbitos em consequência da covid-19. As vítimas são 1 mulher de 40 anos e 1 homem de 77 anos. No total, são 993 mortes pela doença no município desde o início da pandemia.

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Caça-níques, um próspero negócio em Maringá

De Edivaldo Magro, na Hora do Vixi, no Paraná da Gente:

O próspero negócio de maquininhas caça-níqueis, instaladas em bares da periferia, permanece ativo e em expansão, sem ser incomodado por nenhum tipo de fiscalização – ou repressão policial. As máquinas evoluíram no design e nos gráficos, mas o modelo de negócio continua ilegal. Há quem diga que a tolerância é por conta da proximidade das eleições. Eu duvido!

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Justiça condena Barbosa Neto

Da Folha de Londrina

Barbosa Neto é condenado pela Justiça por aditivo irregular em contrato com empresa

O juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina, condenou o ex-prefeito Barbosa Neto, o ex-secretário de Gestão Pública, Marco Antônio Cito e o ex-procurador-geral do Município, Fidelis Canguçu, além de outros três réus em ação proposta pelo MP (Ministério Público) por peculato no favorecimento à empresa Proguarda Administração e Serviços em contrato firmado com a Prefeitura de Londrina cujo objeto era a prestação de serviços gerais de limpeza, higienização, conservação e copa.

A sentença proferida na última terça-feira (15) estabelece o cumprimento de pena de seis anos de reclusão em regime semi aberto, por conta dos citados serem réus primários e pagamento de multa. Entretanto, pela pena estipulada o magistrado substituiu a pena restritiva de direitos por prestação de serviços à comunidade, pelo mesmo prazo da pena privativa de liberdade imposta, durante sete horas semanais, em uma instituições de assistência conveniadas com o Fórum. Ainda cabe recurso no TJ (Tribunal de Justiça) do Paraná.

O grupo é acusado de agir em conluio para favorecer a empresa no aditivo irregular no contrato entre o Município e a Proguarda, no valor de R$ 1 milhão, assinado em março daquele ano. O pedido de reequilíbrio econômico-financeiro feito pela empresa, mas o valor concedido, segundo o MP, teria sido maior do que anunciado com autorização do secretário de gestão pública e do então procurador-geral.