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FHC NO RODA VIVA

Nesta segunda (28) foi a vez do ex-presidente Fenando Henrique Cardozo sentar-se ao centro do Roda Viva da Cultura. FHC continua o mesmo prestes a completar 90 anos. Sobre o advento da reeleição que ele criou em seu governo disse ter se arrependido e que o ideal seria cinco anos. Porque quatro anos é pouco para todas as realizações. Sobre o STF reconheceu que indicou três ministros Ellen Gracie, Gilmar Mendes e Nelson Jobim. Derramou elogios para Gilmar Mendes a quem disse ser um grande criminalista com graduação na Alemanha (sobre ficar mandando soltar criminosos do colarinho branco nenhum piu). Sobre possíveis nomes para a sucessão de Bolsonato em 2022 optou por citar três nomes, todos do PSDB, o governador de Porto Alegre (Eduardo Leite), o João Dória de São Paulo, e o Luciano Hulk do Caldeirão. Quantos aos de outros partidos, passou batido.
FHC defendeu a criação da CPMF porque em seu governo ela esteve presente no início com 020, até chegar a 0,38 quando foi extinta pelo Congresso. Emendou dizendo que o governante tem o direito de criar novos impostos. Insensível ao não ater-se ao fato de que o Brasil já tem uma das maiores cargas tributárias do planeta e serviços prestados de quinta categoria. Esse é o nó górdio da questão, que o doutor por Sorbonne nao visualiza. Passou batido neste quesito.
Mas o momento hilário da entrevista ocorreu quando FHC referiu-se ao Bolsonaro quando ele diz que é “muito amigo” do Donald Trump, emendou dizendo: “como alguém pode ser amigo de outra pessoa se nem sabe sabe falar o idioma desta desta pessoa?” Os entrevistadores foram ás gargalhadas. Bolsonaro é monoglota, fala mal e porcamente o português de Camões. Claudica no idioma pátrio. As palavras saem aos borbotões.
Sobre o icônico apartamento que teria na Avenue Foch em Paris disse ser invenção da imprensa que insiste em ir lá e tirar fotos. Nunca teve propriedade em Paris.
Foi isso.

 

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Ecovia anuncia retorno das tarifas integrais de pedágio na BR-277, após cumprir descontos previstos em acordo de leniência

Ecovia anunciou retorno das tarifas de pedágio na BR-277, após cumprir descontos previstos em acordo de leniência — Foto: Divulgação/Ecovia

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CONHEÇA O PATRIMÔNIO DECLARADO PELOS CANDIDATOS A PREFEITO POR FOZ

  •  Alemão: R$ 316 mil
    Vice Diego Carvalho: não tem bens a declarara
  • Cassio Lobato: R$ 947 mil
    Vice Ricardo Albuquerque: R$ 957
  •  Chico Brasileiro: R$ 864 mil
    Vice Delegado Francisco Sampaio: R$ 761 mil
  • Luiz Henrique: não tem bens a declarar
    Vice Marcelo Arruda: R$ 25 mil
  •  Nelton Friedrich: R$ 4 milhões
    Vice Amilton Faria: sem bens a declarar
  •  Paulo Mac Donald: R$ 5,9 milhões
    Vice Bibiana Orsi: R$ 602 mil
  • Ranieri: R$ 9,4 milhões
    Vice Dra Leila: R$ 1,5 milhão
  • Sidnei Prestes: R$ 175 mil
    VicePastor Mursa: R$ 153 mil
  •  Tatiana Fruet: R$ 220 mil
    Vice Gustavo Tramontin: R$ 1,5 milhão
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Paciente de 56 anos desaparece após ser internado em hospital de Foz do Iguaçu, diz família

Família procura por homem que foi internado no Hospital Municipal e desapareceu
Família procura por homem que foi internado no Hospital Municipal e desapareceu

Valentin Ibarrola Mendieta, de 56 anos, está desaparecido desde 22 de setembro, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, segundo a família. Ele foi visto pela última última vez no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, onde foi levado para fazer o teste da Covid-19.

Conforme a família, o paciente chegou ao hospital com a suspeita da doença e foi encaminhado pela ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Por causa do protocolo sanitário do hospital, que ocorre com todos os pacientes, nenhum familiar foi autorizado a entrar com Valentin na unidade, com o objetivo de evitar novas infecções.

Família não vê Valentin desde 22 de setembro, em Foz do Iguaçu — Foto: Arquivo pessoal

Família não vê Valentin desde 22 de setembro, em Foz do Iguaçu — Foto: Arquivo pessoal

O resultado do exame apontou negativo para o novo coronavírus, entretanto, depois da internação ninguém encontrou mais o Valentin, segundo o filho Armando Abdias.

‘”Desde que fiquei sabendo não estou dormindo direito. Nessa madrugada, nessa chuva, todo mundo saiu para procurar. Bate o desespero, porque você pensa: Onde está? Como está?”, disse o filho.

Um boletim de ocorrência (B.O) sobre o desaparecimento foi registrado pela família na Delegacia de Foz do Iguaçu.

“Ele toma remédio e a falta do remédio pode causar convulsão, essa é a minha preocupação maior porque ele está na rua”, contou o filho.

Segundo o Hospital Municipal, o paciente deu entrada no dia 21 de setembro, no período da tarde, com suspeita da Covid-19 e, pelo menos quatro vezes, tentou deixar a unidade, mas foi orientado pela equipe médica a aguardar a alta hospitalar.

No dia 22 de setembro, durante a noite, o paciente deixou o hospital por espontânea vontade.

O Hospital Municipal informou ainda que está em contato com os familiares, prestando todas as informações necessárias sobre o caso.

Agentes do Gaeco recolheram documentos no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu — Foto: Reprodução / RPC

Agentes do Gaeco recolheram documentos no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu — Foto: Reprodução / RPC

 

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TJ-PR culpa a imprensa e absolve juíza que citou raça ao condenar negro

Desembargadores afirmaram que em nenhum momento a magistrada foi racista e que a frase foi retirada de contexto

A juíza Inês Marchalek Zarpelon, acusada de racismo após citar a raça ao condenar um homem à prisãoREPRODUÇÃO

O Órgão Especial (OE) do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) arquivou o processo disciplinar contra a juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª Vara Criminal de Curitiba (PR), que mencionou a raça de um réu negro ao condená-lo a 14 anos e 2 meses de prisão por furto.

“Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça, agia de forma extremamente discreta os delitos e o seu comportamento, juntamente com os demais, causavam o desassossego e a desesperança da população, pelo que deve ser valorada negativamente”, escreveu a juíza.

O tribunal entendeu que a frase foi retirada de contexto. Segundo os desembargadores, o termo “em razão da sua raça” estaria subordinado à oração subsequente – “agia de forma extremamente discreta” –, e não à antecedente – “seguramente integrante do grupo criminoso”.

“O Código Civil diz que toda vez que formos analisar, não temos que analisar a literalidade do texto, mas sim a intenção apresentada. Na condição dele [Natan], ele teria que ser discreto para não chamar a atenção”, explicou o desembargador Luiz Osório Moraes Panza, ao perguntar se a juíza tem um histórico racista.

Durante a sessão, os desembargadores elogiaram o histórico da juíza Inês Zarpelon e, ainda, culparam a imprensa por uma suposta avaliação precipitada. “Nós temos que interpretar a sentença com boa fé. Não se trata de uma sentença de três linhas”, afirmou o desembargador Clayton Maranhão.

Negro, o advogado João Paulo Ribeiro, do escritório João Paulo Ribeiro e Associados, contestou a decisão do Órgão Especial do tribunal paranaense. Ele avalia que não existe contexto que eventualmente justificaria a citação da raça do condenado pela juíza.

“Tal dito, ela atribui o fato a uma pessoa e o vincula em razão da sua raça. Não tem contexto subsequente que acaba com isso. Qualquer professor de português vai ver que não existe contexto cabível para falar em razão da sua raça e depois dizer que não foi aquilo”, afirmou.

Com Metrópoles.

 

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MP-RJ decide denunciar Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz à Justiça

O ex-assessor Fabrício Queiroz no dia em que foi detido pela Polícia Civil de São Paulo Foto: EFE/Sebastião Moreira

A operação que levou à prisão do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz será a base da denúncia que o Ministério Público do Rio deve apresentar contra o primeiro grupo de investigados no caso da “rachadinha”. Investigadores e advogados que conhecem o caso disseram ao Estadão que os promotores devem dividir os processos de acordo com os núcleos da chamada organização criminosa que funcionaria no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), na Assembleia Legislativa do Rio.

No pedido de prisão de Fabrício Queiroz, os promotores mostraram que obtiveram na Justiça 103 quebras de sigilos bancários e fiscais de empresas e pessoas para apurar cinco crimes: organização criminosa, obstrução da Justiça, peculato, lavagem de dinheiro e inserção de informação falsa em documento público. Juntos, esses delitos têm penas que atingem, somadas e em caso de condenação, um mínimo de 13 anos e um máximo de 45 anos de prisão.

A decisão de fazer novas buscas no caso durante a ação que culminou na prisão de Queiroz na Operação Anjo pode levar ainda a novas diligências, em razão do que for descoberto na perícia nos telefones do ex-assessor e do advogado Luiz Gustavo Botto Maia, outro alvo. Um dos objetivos dos promotores é identificar o personagem que usa o codinome de Anjo, responsável por dar ordens para Queiroz e mantê-lo escondido em Atibaia, onde foi preso na quinta-feira pela Polícia Civil de São Paulo. O imóvel em que o homem apontado como o operador financeiro do esquema fraudulento chefiado pelo senador estava pertence ao advogado Frederick Wassef, que defende Flávio e é amigo do presidente Jair Bolsonaro.

Fabrício Queiroz

No caso da Operação Anjo, os promotores disseram ao juiz Flávio Itabaiana, da 27.ª Vara Criminal do Rio, que estavam investigando lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça e peculato. A ação atingiu quatro integrantes do que a promotoria designa como o primeiro núcleo da organização criminosa. Trata-se do grupo ligado ao ex-assessor parlamentar.

A divisão da organização criminosa em grupos fez parte da fase anterior da apuração da promotoria, quando, em 18 de dezembro de 2019, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e quebrados os sigilos bancários, telefônico e fiscal dos seus integrantes.

No grupo de Queiroz, o Ministério Público lista 14 pessoas. Além dele, são citadas as duas filhas do ex-assessor – Nathália Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz –, e sua mulher, Márcia Oliveira Aguiar. Márcia teve a prisão preventiva decretada na Operação Anjo, mas permanecia foragida até a conclusão desta edição. Os dois outros integrantes do grupo que foram alvo da operação são as ex-assessoras Luiza Souza Paes e Alessandra Esteves Marins.

Acusação quer seguir ‘modelo Lava Jato’
É este núcleo que deve ser o alvo da primeira denúncia criminal. Com a repartição do caso em mais processos, os promotores evitariam uma ação demorada e confusa, com dezenas de fatos e condutas a serem examinadas, o que poderia tumultuar o processo, tornando-o moroso. A ideia seria garantir agilidade às ações, seguindo o modelo da Operação Lava Jato, em Curitiba.

Advogados que atuam no caso disseram ainda que esperam que os demais cinco grupos listados pelo MP deem origem a processos diferentes. O segundo grupo investigado era liderado pelo ex-capitão da PM e miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em fevereiro em tiroteio com a polícia no interior da Bahia. Ele, sua mãe e sua ex-mulher, além das duas pizzarias das quais ele era sócio, teriam repassado R$ 405 mil, dos quais R$ 202 mil por meio de saques em dinheiro, para o operador financeiros da organização criminosa.

O terceiro grupo seria o composto por ex-assessores de Flávio que moravam em Resende, no interior do Rio, e que repassavam ao então deputado quase a integralidade de seus salários na Alerj. O grupo é designado como “família Siqueira”. O quarto grupo é o liderado pelo PM Diego Sodré de Castro Ambrósio e a empresa de vigilância Santa Clara. O quinto caso é o da loja de chocolates do senador e por fim, no último grupo, está a investigação das transações imobiliárias. Os promotores não decidiram ainda se vão ou não apresentar uma denúncia específica apenas para o crime de organização criminosa.

Advogados não se manifestam

O Estadão procurou o advogado Paulo Emílio Catta Preta, que defende a família do ex-capitão da PM Adriano Magalhães Nóbrega e o ex-assessor Fabrício Queiroz. Catta Preta informou apenas que havia pedido um habeas corpus em favor de Queiroz em razão de sua saúde – o ex-assessor tratara um câncer em 2019. No mais, o advogado não quis se manifestar. O Estadão não conseguiu localizar a defesa dos demais acusados citados pelo Ministério Público. Dono da casa onde Queiroz foi preso, o advogado Frederick Wassef – que defende o senador Flávio Bolsonaro – nega ter “escondido” o ex-PM em seu escritório em Atibaia e também diz não ser o “anjo” mencionado em conversas interceptadas pelo Ministério Público. As afirmações foram feitas ontem, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Com Estadão