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Acharam o Queiroz!

Revista Veja irá integrar a lista de comunistas do Bolsonaro…
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Reprodução/Veja

Nos últimos meses, boa parte do Brasil perguntou: “cadê o Queiroz?

Fabrício Queiroz, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho 01 do Jair Messias, é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 7 milhões de reais entre 2014 e 2017.

Trata-se de um laranjal que, segundo o Estadão, pode contaminar toda a família Bolsonaro.

À época, Queiroz trabalhava no gabinete de Flávio Bolsonaro na ALERJ, a Assembleia Legislativa do Rio.

Eis que, de repente, o Queiroz sumiu!

A última aparição pública do ex-assessor foi em janeiro de 2019, quando foi entrevistado pelo SBT.

Cadê o Queiroz?

O deputado federal Alexandre Frota – expulso do PSL de Bolsonaro e, portanto, integrante da lista atualizada de comunistas – insinuou, no plenário, que Queiroz poderia estar morto e enterrado!

Fabrício Queiroz, entretanto, não era procurado pela Polícia: não há qualquer ordem para sua prisão ou solicitação de depoimento.

Finalmente, hoje, encontraram o Queiroz!

Não foi a Polícia Federal, o Moro, a Abin: foi a Veja.

Em reportagem de capa da edição de 30/VIII/2019, a revista mostra que Fabrício Queiroz está vivendo no Morumbi, bairro nobre da Zona Sul de São Paulo, e frequenta o Hospital Albert Einstein – onde, especula-se, realiza tratamento oncológico.

Leia a reportagem completa no site da revista.

As movimentações suspeitas de Queiroz foram descobertas pelo COAF, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão responsável por identificar irregularidades em transações bancárias – sinais de crimes como lavagem de dinheiro ou caixa dois, por exemplo.

A utilização de dados do COAF em investigações criminais é o pivô da atual crise entre Moro e Jair Bolsonaro.

Em tempo: depois dessa, é bem possível que a Veja também passe a integrar a lista de comunistas do Bolsonaro

Em tempo2: no Twitter de Guilherme Boulos, do MTST: “acharam o Queiroz. E não foi a PF do Moro. A questão agora é quem paga sua estadia no Morumbi e suas consultas no Albert Einstein. Com a palavra, a família Bolsonaro.”

Com Conversa Afiada 

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Justiça determina bloqueio de R$ 23,9 milhões de empreiteira e seis investigados na Quadro Negro

Colégio Estadual Yvone Pimentel, no bairro Capão Raso, teve recursos desviados, segundo TCE — Foto: TCE/Divulgação

A Justiça determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 23,9 milhões de uma empreiteira e de seis investigados na Operação Quadro Negro por improbidade administrativa. A decisão liminar do juiz Eduardo Lourenço Bana, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, é desta quinta-feira (29).

Ação na qual o bloqueio foi pedido pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) refere-se ao desvio de verba e medições fraudulentas no andamento das obras de três escolas do estado. A operação investiga desvios de mais de R$ 20 milhões de obras de construção e reforma de escolas públicas.

De acordo com o MP, o valor de R$ 23 milhões se refere à soma dos danos morais e materiais causados por desvio de verbas na construção e obras em três escolas estaduais e a multa civil estimada a empreiteiros e funcionários da Secretaria Estadual de Educação na época, entre 2012 e 2015.

A denúncia afirma que houve desvio de verbas e aditivos contratuais desnecessários por meio de medições fraudulentas nas obras mo Centro Estadual de Educação Profissional de Campo Largo, no Colégio Estadual Yvone Pimentel, em Curitiba, e no Centro Estadual de Educação Profissional de Ibiporã.

De acordo com os promotores, apenas na obra de uma das escolas, a construtora Machado Valente Engenharia Ltda recebeu R$ 3,2 milhões a mais do que deveria. O representante da empreiteira, Jairo Machado Valente dos Santos, é um dos investigados.

Os outros denunciados que tiveram o bloqueio de bens determinado pela Justiça são o ex-diretor de Engenharia, Projetos e Orçamentos da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), da Secretaria de Educação do Paraná, Maurício Fanini, o ex-superintendente da Sude, Jaime Sunye Neto e os engenheiros civis na Sude Angelo Menezes, Bruno Hirt e Evandro Machado.

Nas obras do Centro de Educação Profissional de Campo Largo, as medições do setor de fiscalização da Sude atestaram que 76,97% da obra tinha sido concluída, quando na verdade, segundo o MP-PR, apenas 31,1% do contrato tinha sido de fato realizado.

Ao todo, nas três escolas, a empreiteira recebeu R$ 4.786.712,66 além do que deveria, conforme a denúncia, apresentada na terça-feira (23).

O que dizem os citados

Segundo a defesa da empresa Machado Valente Engenharia, a construtora concluiu três de cinco obras para as quais foi contratada. O advogado da empresa afirmou que “as que não terminou, por força da paralisação de recursos por parte da Secretaria, na oportunidade, tem créditos à receber, pelo que já executou”.

De acordo com a defesa da empresa, a obra no Colégio Yvone Pimentel foi concluída. Que “além de estarem negando o pagamento de tal serviço, ainda dão a cobertura como não executada porque não está igual ao projeto, e assim sucessivamente, elevando os créditos à cifras absolutamente expressivas”.

O advogado afirmou que as denúncias de conduta criminosa são improcedentes e que os processos administrativos que tramitam na Secretaria de Educação não foram concluídos.

A defesa de Maurício Fanini afirmou que ele continua colaborando com a Justiça e que em seu acordo homologado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, Fanini já reparou integralmente todos os danos ocasionados por seus atos.

A defesa de Evandro Machado afirmou que não foi notificada, não tem conhecimento do conteúdo do pedido do Ministério Público e se manifestará nos autos.

 

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AUDIÊNCIA DA NEPOTI DESTA SEXTA (30)

Aconteceu nesta sexta (30) mais uma audiência da Nepoti tendo sido interrogados os seguintes mancebos:

A – José Carlos das Neves, o popular Zé Carlos, vereador por dois mandatos um deles como presidente da Câmara Municipal. Zé Carlos é liso igual bagre ensaboado, todas as perguntas da doutora juíza tinha as respontas na ponta da língua. Perguntado se teve cargo comissionado na administração do Reni Pereira, disse que não. Mas devia estar acometido de amnesia, pois foi oferecido a Fundação Cultural, ocasião em que colocou lá o seu aspone do PMN Alexandre Freire, o “estranho no ninho”. Sobre as peguntas de ter recebido grana para azeitar as relações da Câmara com o executivo, disse ser inocente. Um anjo esse mancebo que puxou uma cana no episódio envolvendo o ex-vereador Jair Santos. Zé Carlos recorre desta condenação de 6,3 anos de reclusão no STJ. O Zé foi outro político que a Pecúlio aposentou da  política. Para o bem de todos.

B -.BENI RODRIGUES

Atual presidente da Câmara é acusado de ter recebido 13o salário de 20 mil pago pelo Budel. Negou veementemente.

C  – GESSANI DA SILVA

Ex-vereador pelo PP também negou as acusações. Disse que sua carreira política acabou depois que a PF esteve na sua casa dando um baculejo. Admitiu apenas que um quadro do PP de Curitiba assumiu o IAP na administração Reni Pereira.

NA SEGUNDA FEIRA SERÃO INTERROGADOS OS SEGUINTES RÉUS;

Carlos Alberto dos Santos (ligado ao Queiroga)

Luiz Queiroga

Diego Fernando de Souza

Hermógenes, o Mogênio, outro tirado da política pela Pecúlio. Ficou 24 anos no legislativo. Gostava muito daquilo lá. Até hoje chora quando se lembra dos bons tempos…

Depois desta etapa será interrogado o ex-prefeito Reni Pereira coisa para uns dois ou três dias de trabalhos.

 

 

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Empresa Energepar ganhadora da licitação de lampadas de LED ao município nao possui registro no Inmetro

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O vereador Celino Fertrin, na condição de relator da CPI da Iluminação Pública faz os seguintes esclarecimentos:

Considerando a matéria divulgada pela imprensa no dia 29 de agosto de 2019 denominada “A Prefeitura de Foz quer saber se as lâmpadas de LED são certificadas pelo INMETRO” esclarece que:
– A comissão Parlamentar de Inquérito foi instalada com a finalidade de apurar e investigar indícios de superfaturamento e / ou desperdício de dinheiro público na aquisição e instalação de luminárias de LED/Execução da eficientização parcial do sistema de iluminação pública do Município de Foz do Iguaçu.
– Que embora conste no portal do INMETRO que as LUMINÁRIAS OFERTADAS PELA EMPRESA vencedora da licitação n° 17/2018, não possuem certificação e /ou registro naquele órgão conforme exigência constante no item 5.1 do anexo I – projeto básico do edital, em data de 15 de julho de 2019, a CPI encaminhou ofício n° 05/2019 ao INMETRO que teve resposta em data de 12 de agosto de 2019, através do ofício n° 291/2019 GABIn-INMETRO, que atesta que as LUMINÁRIAS OFERTADAS PELA EMPRESA ENERGEPAR vencedora do certame, em nenhum momento possuíram certificação e/ou registro junto ao órgão.
– Que em data de 27 de agosto, a fim de resguardar o erário, tendo em vista que a certificação do INMETRO em tese serviu como justificativa para o elevado preço das luminárias adquiridas pelo Município, a CPI oficiou o Sr. Prefeito Municipal de Foz do Iguaçu, com cópia ao Ministério Público do Estado do Paraná e Tribunal de Contas do Estado do Paraná, relatando que as LUMINÁRIAS OFERTADAS PELA EMPRESA vencedora não possuem e nunca possuíram certificação e/ou registro junto ao INMETRO.
– Que tais irregularidades deveriam ter sido detectadas pela administração pública municipal, na fase de habilitação das empresas concorrentes, e o FISCAL DO CONTRATO não poderia ter permitido a instalação das luminárias de LED sem a devida conferência da certificação, registro e/ou selo junto ao INMETRO.
– Que devido as investigações estarem ainda em andamento e sob sigilo, este relator está apenas informando sobre a ausência do registro e/ou certificação junto ao INMETRO, devido tal fato, ser tornado público pela administração municipal.

Foz do Iguaçu, 30 de agosto de 2019

Vereador Celino Fertrin
Relator da CPI

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Preso na fronteira estelionatário autor de golpe de R$ 250 mil

Foto do estelionatário só assim, o que me parece um erro, pois ele pode ter lesado mais pessoas. Tinha que mostrar a lata do pilantra!

Na manhã desta sexta-feira (30), em uma ação conjunta entre investigadores do Grupo de Diligências Especiais de Foz do Iguaçu, Polícia Civil de Cascavel e Delegacia de Estelionato de Curitiba, possibilitou a prisão em flagrante pelo crime de estelionato da pessoa de A.L.G.S., 39 anos de idade, no bairro Vila Portes.

O homem é suspeito de realizar uma transação financeira fraudulenta, no qual obteve a quantia de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais) em sua conta corrente.

A fraude ocorria da seguinte forma; na cidade de Leme/SP com a ajuda de um equipamento (roteador) plugado na máquina de autoatendimento o fraudador rastreava dados de contas de depósito judicial – precatória. Posteriormente, o homem se deslocou até a cidade de Fernandópolis/SP onde foi efetuado o resgate do valor, onde a quantia foi transferida para a conta corrente do suspeito, observa-se que para efetuar o procedimento é necessário a senha de dois funcionários da instituição financeira.

Ocorre que, apesar da conta corrente do suspeito ser de Cascavel/PR o homem veio até Foz do Iguaçu, onde reside, e tentou realizar através do aplicativo do banco instalado em seu aparelho de telefone celular, transferências para outras conta corrente, no entanto, após a instituição financeira perceber a transação fraudulenta, a senha foi bloqueada, o que possibilitou a prisão do suspeito.

O homem, tentou desbloquear a conta corrente na instituição financeira do centro, onde o suspeito acabou desistindo devido a demora do atendimento. Logo, optou em comparecer em outra agência bancaria localizada no bairro Vila Portes, onde foi possível realizar a prisão em flagrante.

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Lava Jato investiga compra de medida provisória por Steinbruch, Odebrecht e Ometto

O Ministério Público Federal decidiu investigar acusação feita por Antonio Palocci em sua delação premiada contra os empresários Benjamin Steinbruch, Marcelo Odebrecht e Rubens Ometto.

Segundo o ex-ministro, eles teriam oferecido R$ 300 milhões ao PT em troca da aprovação da Medida Provisória 460.

A MP continha uma emenda que ampliava o prazo para uso do crédito prêmio de IPI sobre exportações. – o que significaria uma economia de R$ 200 bilhões em tributos para os exportadores.

Palocci diz que, após decisão contrária do STF, Lula acabou vetando a emenda. Mas logo passaram a renegociar uma compensação, que viria com a MP 470 (Refis). Em troca da aprovação desta, diz o colaborador, os empresários doaram recursos para campanhas do PT.

Odebrecht teria repassado R$ 50 milhões, Steinbruch outros R$ 14 milhões e Ometto teria doado R$ 4,4 milhões.

Segundo Palocci, o presidente da CSN teria solicitado que a Odebrecht – com a qual possuía negócios em comum, fizesse o repasse, devido à dificuldade de sua empresa em fazer “caixa 2”. No caso da Cosan, as doações foram todas registradas oficialmente.

O ex-ministro detalhou as operações em depoimento gravado, mas o áudio ainda não foi anexado aos autos.

 

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Suspensão de tornozeleira de Mantega reforça suspeita de ‘demolição’ da Lava Jato

Defesa alegou o risco de “constrangimento” do ex-ministro da Fazenda acusado de corrupção

As decisões que representam derrotas da Lava Jato ganharam força com o processo de desmoralização da força-tarefa de policiais federais e procuradores, através da divulgação de suas supostas conversas em grupo no aplicativo de mensagens Telegram. Essas mensagens, cuja autenticidade não foi atestada por perícia, nem sequer fazem parte de qualquer processo, mas têm sido usadas para desqualificar o trabalho da Lava Jato.

No caso do ex-ministro da Fazenda, investigado por corrupção, a decisão de Gilmar Mendes atende ao pedido da defesa, que alegou o risco de “constrangimento” por ser figura pública, além de “risco de hostilização”. Para o ministro do STF, houve  “plausibilidade jurídica” no pedido dos advogados, além da possibilidade de causar “dano de difícil reparação”.

Os acusados de roubar os cofres públicos cresceram tanto que os advogados de Mantega também pediram a suspensão, até que Gilmar Mendes analise o pedido liminar principal, de toda a ação penal em trâmite na Justiça Federal do Paraná.

PITACO: Gilmar Mendes não sossega enquanto não implodir a Lava Jato. Uma lástima!

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Três policiais rodoviários estaduais são presos em operação do Gaeco

Policiais rodoviários estaduais são presos em operação do Gaeco

Policiais rodoviários estaduais são presos em operação do Gaeco

Três policiais rodoviários estaduais foram presos durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (29).

Dois policiais presos preventivamente nesta quarta atuavam em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, e outro em São Jorge do Ivaí, no noroeste do estado.

Dois deles também foram presos em flagrante por posse ilegal de munição.

Eles são suspeitos de participar de um esquema de cobrança de propina descoberto em 2018, quando outros 15 policiais foram presos. Na época, a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-PR) apontou que parte da propina foi paga com pizzas.

Segundo o promotor responsável pelas investigações, mesmo após a prisão dos do grupo em fevereiro de 2018, os três policiais deram continuidade ao esquema que tinha como alvos principalmente motoristas de caminhões que circulam pela região.

O trio deve responder pelos crimes de concussão – quando se exige ilegalmente valores no exercício da função – e associação criminosa.

Na casa dos investigados e no posto da PRE em Francisco Beltrão foram apreendidos dinheiro, documentos e munição.

Depois de soltos em julho de 2018, os policiais presos em fevereiro foram autorizados a voltar para o trabalho, porém no setor administrativo. Eles são monitorados por tornozeleiras eletrônicas.

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PF prende suspeito de participação em crime violento contra os Correios

Curitiba/PR – A Polícia Federal cumpriu hoje (29/08) um mandado de prisão preventiva contra um suspeito de participar de crime de roubo duplamente qualificado contra os correios, em 14 de dezembro de 2018 no bairro Cajuru, em Curitiba/PR.

Investigações levaram a Polícia Federal a identificar um dos envolvidos com o crime violento e representou por sua prisão preventiva. O mandado foi expedido pela 9ª Vara Federal de Curitiba/PR

O preso e outros dois indivíduos são suspeitos de praticarem o crime com uso de arma de fogo e entrarem em confronto com uma equipe da Polícia Militar que estava nas imediações da ação criminosa.

Durante a fuga, dois criminosos bateram o carro. Um menor de idade foi apreendido pela Polícia Militar na ocasião e encaminhado para a delegacia especializada.

O preso foi conduzido para a Superintendência de Polícia Federal em Curitiba/PR.

Se condenado poderá ter pena que passa dos 15 anos de reclusão.

 

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Condenado na Lava Jato, João Vaccari Neto tem indulto natalino concedido pela Justiça do Paraná

João Vaccari Neto é ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) — Foto: Reprodução: TV Globo

João Vaccari Neto é ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) — Foto: Reprodução: TV Globo

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado na Operação Lava Jato, teve indulto natalino concedido pela Justiça do Paraná nesta quinta-feira (29). A decisão é do juiz Ronaldo Sansone Guerra, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba.

A concessão do benefício se deu em um processo no qual ele foi condenado por corrupção passiva, em segunda instância, a 24 anos de prisão.

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Gaeco faz operação em dez estados para combater roubo de cargas, agiotagem e lavagem de dinheiro

Investigação apontou que loja em Uberlândia era usada para lavagem de dinheiro; mandados foram cumpridos em dez estados do país — Foto: Fernanda Vieira/Divulgação

Investigação apontou que loja em Uberlândia era usada para lavagem de dinheiro; mandados foram cumpridos em dez estados do país — Foto: Fernanda Vieira/Divulgação

Uma operação foi realizada nesta quinta-feira (29) em dez estados do país para combater uma quadrilha especializada em roubo e receptação de caminhões e cargas, agiotagem além de lavagem de dinheiro.

Mandados judiciais foram cumpridos em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pará, ParanáPernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Santa Catarina.

Foram expedidos 93 mandados de prisão, sendo 45 de prisão preventiva e 48 de prisão temporária, além de 110 de busca e apreensão. O balanço da ação será divulgado no fim da tarde.

A Operação “Mercúrio” é comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia com apoio da Polícia Militar (PM) e da Secretaria de Administração Prisional (Seap).

Segundo o Gaeco, a chefia da organização estava instalada nas cidades de Uberlândia e Goiânia. Eles teriam movimentado, pelo menos, R$ 40 milhões e o Ministério Público Estadual obteve o bloqueio judicial desse valor, além da apreensão de cerca de 200 veículos.

Conforme o promotor de Justiça Fabrício José da Fonseca Pinto, o valor movimentado pela quadrilha pode ser ainda maior.

“O volume pode ser muito maior diante da quantidade de veículos apreendidos hoje, por exemplo, além de dinheiro e outros objetos. Há uma infinidade de provas e produtos que devem ser avaliados para chegar ao valor real de desvio dessa organização criminosa”.

A quadrilha também falsificava notas fiscais. Por isso, participam também da ação a Receita Estadual e a Polícia Civil de Goiás.

O promotor Adriano Bozola disse que buscas são feitas nas residências dos investigados e também em estabelecimentos, para depois os documentos serem analisados. “Vamos fazer uma análise profunda do material apreendido e tomaremos as medidas cabíveis posteriormente”, disse.

Investigação

As investigações duraram cerca dez meses e tiveram como origem as Operações Catira e Fideliza, deflagradas pela Polícia Federal em 2015.

O promotor Fabrício José da Fonseca Pinto deu detalhes sobre como a quadrilha se dividia. “Eles tinham várias estruturas. Uma era operacional para roubo de carga, outro de receptadores e havia uma outra estrutura de intermediários que vendiam as cargas roubadas”, explicou.

Ele contou ainda que policiais civis foram corrompidos durante a atuação dessa quadrilha, que pode ter pagado propina para agentes públicos

Promotores falam como agia quadrilha investigada na Operação 'Mercúrio'

Promotores falam como agia quadrilha investigada na Operação ‘Mercúrio’

Triângulo e Alto Paranaíba

Na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba foram cumpridos 42 mandados de prisão, sendo maior parte em Uberlândia.

Conforme o Gaeco, na cidade, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em uma loja de veículos na Avenida João Naves de Ávila, chamada BL Motors, que era usada principalmente para lavagem de dinheiro.

No local, que foi lacrado pelo Ministério Público, foram apreendidos R$ 8 milhões em carros importados. A reportagem procurou o advogado de defesa da loja que disse que vai aguardar ter acesso aos autos para se pronunciar.

“A investigação nos levou a descobrir que os carros que foram apreendidos aqui hoje são usados para branquear as origens ilícitas dos valores adquiridos com a venda das cargas”, disse Adriano Bozola.

Ainda em Uberlândia, um dos investigados já estava no presídio. Também são cumpridos mandados em Patrocínio, Iraí de Minas, Santa Juliana e Araguari.

Os presos preventivamente serão encaminhados à Delegacia de Polícia Civil da cidade e, depois, ao presídio Professor Jacy de Assis. Aqueles presos temporariamente serão ouvidos nesta quinta-feira. Os nomes dos conduzidos ainda não foram informados.

Gaeco de Uberlândia comanda operação realizada em dez estados — Foto: Fernanda Vieira/MG1

Gaeco de Uberlândia comanda operação realizada em dez estados — Foto: Fernanda Vieira/MG1

Nome da operação

Segundo informou o Ministério Público, Mercúrio, na mitologia romana, é um mensageiro, Deus dos transportes, da venda, do comércio, do lucro e dos ladrões.

* Reportagem em atualização

Presos durante Operação 'Mercúrio' em Uberlândia e região são levados para a delegacia da Polícia Civil — Foto: Paulo Borges/G1

Presos durante Operação ‘Mercúrio’ em Uberlândia e região são levados para a delegacia da Polícia Civil — Foto: Paulo Borges/G1