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Três policiais rodoviários estaduais são presos em operação do Gaeco

Policiais rodoviários estaduais são presos em operação do Gaeco

Policiais rodoviários estaduais são presos em operação do Gaeco

Três policiais rodoviários estaduais foram presos durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (29).

Dois policiais presos preventivamente nesta quarta atuavam em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, e outro em São Jorge do Ivaí, no noroeste do estado.

Dois deles também foram presos em flagrante por posse ilegal de munição.

Eles são suspeitos de participar de um esquema de cobrança de propina descoberto em 2018, quando outros 15 policiais foram presos. Na época, a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-PR) apontou que parte da propina foi paga com pizzas.

Segundo o promotor responsável pelas investigações, mesmo após a prisão dos do grupo em fevereiro de 2018, os três policiais deram continuidade ao esquema que tinha como alvos principalmente motoristas de caminhões que circulam pela região.

O trio deve responder pelos crimes de concussão – quando se exige ilegalmente valores no exercício da função – e associação criminosa.

Na casa dos investigados e no posto da PRE em Francisco Beltrão foram apreendidos dinheiro, documentos e munição.

Depois de soltos em julho de 2018, os policiais presos em fevereiro foram autorizados a voltar para o trabalho, porém no setor administrativo. Eles são monitorados por tornozeleiras eletrônicas.

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PF prende suspeito de participação em crime violento contra os Correios

Curitiba/PR – A Polícia Federal cumpriu hoje (29/08) um mandado de prisão preventiva contra um suspeito de participar de crime de roubo duplamente qualificado contra os correios, em 14 de dezembro de 2018 no bairro Cajuru, em Curitiba/PR.

Investigações levaram a Polícia Federal a identificar um dos envolvidos com o crime violento e representou por sua prisão preventiva. O mandado foi expedido pela 9ª Vara Federal de Curitiba/PR

O preso e outros dois indivíduos são suspeitos de praticarem o crime com uso de arma de fogo e entrarem em confronto com uma equipe da Polícia Militar que estava nas imediações da ação criminosa.

Durante a fuga, dois criminosos bateram o carro. Um menor de idade foi apreendido pela Polícia Militar na ocasião e encaminhado para a delegacia especializada.

O preso foi conduzido para a Superintendência de Polícia Federal em Curitiba/PR.

Se condenado poderá ter pena que passa dos 15 anos de reclusão.

 

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Condenado na Lava Jato, João Vaccari Neto tem indulto natalino concedido pela Justiça do Paraná

João Vaccari Neto é ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) — Foto: Reprodução: TV Globo

João Vaccari Neto é ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) — Foto: Reprodução: TV Globo

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado na Operação Lava Jato, teve indulto natalino concedido pela Justiça do Paraná nesta quinta-feira (29). A decisão é do juiz Ronaldo Sansone Guerra, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba.

A concessão do benefício se deu em um processo no qual ele foi condenado por corrupção passiva, em segunda instância, a 24 anos de prisão.

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Gaeco faz operação em dez estados para combater roubo de cargas, agiotagem e lavagem de dinheiro

Investigação apontou que loja em Uberlândia era usada para lavagem de dinheiro; mandados foram cumpridos em dez estados do país — Foto: Fernanda Vieira/Divulgação

Investigação apontou que loja em Uberlândia era usada para lavagem de dinheiro; mandados foram cumpridos em dez estados do país — Foto: Fernanda Vieira/Divulgação

Uma operação foi realizada nesta quinta-feira (29) em dez estados do país para combater uma quadrilha especializada em roubo e receptação de caminhões e cargas, agiotagem além de lavagem de dinheiro.

Mandados judiciais foram cumpridos em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pará, ParanáPernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Santa Catarina.

Foram expedidos 93 mandados de prisão, sendo 45 de prisão preventiva e 48 de prisão temporária, além de 110 de busca e apreensão. O balanço da ação será divulgado no fim da tarde.

A Operação “Mercúrio” é comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia com apoio da Polícia Militar (PM) e da Secretaria de Administração Prisional (Seap).

Segundo o Gaeco, a chefia da organização estava instalada nas cidades de Uberlândia e Goiânia. Eles teriam movimentado, pelo menos, R$ 40 milhões e o Ministério Público Estadual obteve o bloqueio judicial desse valor, além da apreensão de cerca de 200 veículos.

Conforme o promotor de Justiça Fabrício José da Fonseca Pinto, o valor movimentado pela quadrilha pode ser ainda maior.

“O volume pode ser muito maior diante da quantidade de veículos apreendidos hoje, por exemplo, além de dinheiro e outros objetos. Há uma infinidade de provas e produtos que devem ser avaliados para chegar ao valor real de desvio dessa organização criminosa”.

A quadrilha também falsificava notas fiscais. Por isso, participam também da ação a Receita Estadual e a Polícia Civil de Goiás.

O promotor Adriano Bozola disse que buscas são feitas nas residências dos investigados e também em estabelecimentos, para depois os documentos serem analisados. “Vamos fazer uma análise profunda do material apreendido e tomaremos as medidas cabíveis posteriormente”, disse.

Investigação

As investigações duraram cerca dez meses e tiveram como origem as Operações Catira e Fideliza, deflagradas pela Polícia Federal em 2015.

O promotor Fabrício José da Fonseca Pinto deu detalhes sobre como a quadrilha se dividia. “Eles tinham várias estruturas. Uma era operacional para roubo de carga, outro de receptadores e havia uma outra estrutura de intermediários que vendiam as cargas roubadas”, explicou.

Ele contou ainda que policiais civis foram corrompidos durante a atuação dessa quadrilha, que pode ter pagado propina para agentes públicos

Promotores falam como agia quadrilha investigada na Operação 'Mercúrio'

Promotores falam como agia quadrilha investigada na Operação ‘Mercúrio’

Triângulo e Alto Paranaíba

Na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba foram cumpridos 42 mandados de prisão, sendo maior parte em Uberlândia.

Conforme o Gaeco, na cidade, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em uma loja de veículos na Avenida João Naves de Ávila, chamada BL Motors, que era usada principalmente para lavagem de dinheiro.

No local, que foi lacrado pelo Ministério Público, foram apreendidos R$ 8 milhões em carros importados. A reportagem procurou o advogado de defesa da loja que disse que vai aguardar ter acesso aos autos para se pronunciar.

“A investigação nos levou a descobrir que os carros que foram apreendidos aqui hoje são usados para branquear as origens ilícitas dos valores adquiridos com a venda das cargas”, disse Adriano Bozola.

Ainda em Uberlândia, um dos investigados já estava no presídio. Também são cumpridos mandados em Patrocínio, Iraí de Minas, Santa Juliana e Araguari.

Os presos preventivamente serão encaminhados à Delegacia de Polícia Civil da cidade e, depois, ao presídio Professor Jacy de Assis. Aqueles presos temporariamente serão ouvidos nesta quinta-feira. Os nomes dos conduzidos ainda não foram informados.

Gaeco de Uberlândia comanda operação realizada em dez estados — Foto: Fernanda Vieira/MG1

Gaeco de Uberlândia comanda operação realizada em dez estados — Foto: Fernanda Vieira/MG1

Nome da operação

Segundo informou o Ministério Público, Mercúrio, na mitologia romana, é um mensageiro, Deus dos transportes, da venda, do comércio, do lucro e dos ladrões.

* Reportagem em atualização

Presos durante Operação 'Mercúrio' em Uberlândia e região são levados para a delegacia da Polícia Civil — Foto: Paulo Borges/G1

Presos durante Operação ‘Mercúrio’ em Uberlândia e região são levados para a delegacia da Polícia Civil — Foto: Paulo Borges/G1

 

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AUDIÊNCIA NIPOTI DESTA QUINTA (29)

O primeiro a depor foi o vereador Marino Garcia (expulso do Patriota) preso pela Pecúlio. Marino ocupa uma cadeira no legislativo que por direito deveria ser do ex-vereador Rudinei de Moura, mas o mesmo desistiu de seguir na política. Marino Garcia negou todas as acusações de que recebia dinheiro para dar apoio ao então prefeito Reni Pereira.

RUDINEI DE MOURA

Rudinei falou por mais de duas horas. Negou veementemente compor o chamado “mensalinho”. Outro que foi preso.

PAULO ROCHA

Foi o terceiro e último a depor nesta quita (29). Também foi preso o ex-vereador do Porto Meira. Seguiu na mesma vertente dos seus ex-colegas: negou tudo.

Nesta sexta (30) serão interrogados o vereador Beni Rodrigues, ex-vereador Mogênio, ex-vereador Gessani da Silva e o também ex-vereador Zé Carlos.

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MP pede bloqueio de R$ 23 milhões de empreiteiro e mais seis investigados na Quadro Negro

Colégio Estadual Yvone Pimentel, no bairro Capão Raso, teve recursos desviados, segundo TCE — Foto: TCE/Divulgação

Colégio Estadual Yvone Pimentel, no bairro Capão Raso, teve recursos desviados, segundo TCE — Foto: TCE/Divulgação

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou uma nova ação civil pública em que pede o bloqueio de R$ 23 milhões em bens de sete investigados na Operação Quadro Negro por improbidade administrativa.

A Operação Quadro Negro investiga irregularidades e pagamentos de propina em obras de reforma e construção de escolas estaduais do Paraná. De acordo com o MP-PR, os desvios no âmbito da operação geraram prejuízo de mais de R$ 20 milhões.

A ação foi apresentada à Justiça nesta terça-feira (27).

Segundo o MP-PR, o valor de R$ 23 milhões se refere à soma dos danos morais e materiais causados por desvio de verbas na construção e obras em três escolas estaduais e a multa civil estimada a empreiteiros e funcionários da Secretaria Estadual de Educação na época, entre 2012 e 2015.

Os denunciados são:

  • Maurício Fanini Antônio, ex-diretor de Engenharia, Projetos e Orçamentos da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), ligado à Secretaria Estadual de Educação;
  • Jaime Sunye Neto, ex-superintendente da Sude;
  • Angelo Antônio Ferreira Dias Menezes, engenheiro civil na Sude;
  • Bruno Francisco Hirt, engenheiro civil na Sude;
  • Evandro Machado, engenheiro civil e coordenador de Fiscalização da Sude;
  • A empresa Machado Valente Engenharia Ltda. e seus representante, Jairo Machado Valente dos Santos.

A denúncia afirma que houve desvio de verbas e aditivos contratuais desnecessários por meio de medições fraudulentas nas obras mo Centro Estadual de Educação Profissional de Campo Largo, no Colégio Estadual Yvone Pimentel, em Curitiba, e no Centro Estadual de Educação Profissional de Ibiporã.

A ação pede a nulidade parcial de um aditivo contratual das obras de ampliação em uma das escolas,

Fraudes

De acordo com os procuradores, apenas na obra de uma das escolas, a Machado Valente Engenharia Ltda recebeu R$ 3,2 milhões a mais do que deveria.

Nas obras do Centro de Educação Profissional de Campo Largo, as medições do setor de fiscalização da Sude atestaram que 76,97% da obra tinha sido concluída, quando na verdade, segundo o MP-PR, apenas 31,1% do contrato tinha sido de fato realizado.

Ao todo, nas três escolas, a empreiteira recebeu R$ 4.786.712,66 além do que deveria, conforme a denúncia.

Com G 1 PR

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A razão calcinada

Em vez de conter, Bolsonaro alimenta espetáculo de desinformação sobre Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro fala durante reunião com ministros e governadores da Amazônia Legal – Marcos Corrêa/PR

Não é fácil debater os desafios da Amazônia nem sequer quando há interlocutores de boa-fé interessados na compreensão e na elucidação de seus principais problemas.

A interação complexa de variáveis como a oscilação climática, a ação humana e as linhas de continuidade e ruptura da política pública, bem como da sua execução no nível do terreno, dificulta o diagnóstico. A escolha da melhor forma de intervir tampouco é simples.

Raia ao impossível tentar desembaraçar esse novelo em meio à epidemia de desinformação e má-fé que arrebata da direita à esquerda, manifesta-se dentro e fora do país e acomete chefes de Estado e autoridades responsáveis pelo assunto.

Emmanuel Macron, o presidente francês dedicado a alimentar uma altercação pueril com o seu homólogo brasileiro, pôs-se a fazer conjecturas sobre um estatuto internacional para a região amazônica.

Ao recorrer a tal disparate, cujo efeito prático limita-se a atiçar a paranoia nacionalista de grupos influentes no Palácio do Planalto, Macron parece mais interessado em prolongar a baixaria, de olho em dividendos políticos domésticos, do que em colaborar para a mitigação do desmate e das queimadas.

Mas os campeões do engodo, das ideias fora de lugar, das grosserias e das provocações baratas nesse episódio são, sem dúvida, autoridades brasileiras, a começar do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Vá lá que cidadãos, celebridades e políticos locais e estrangeiros demonstrem ignorância ou difundam falsidades acerca do que lhes é distante ou sobre o que não têm responsabilidade. Não é aceitável a governantes do Brasil —obrigados a bem informar e a agir conforme a melhor ciência disponível— tomar parte desse picadeiro.

Como o espetáculo não pode parar, ele prosseguiu nesta terça (27), na reunião de Bolsonaro com governadores da região amazônica. Em vez de enfocar as medidas para combater o desflorestamento e os incêndios, o presidente preferiu ocupar os ouvidos dos chefes estaduais com mais uma teoria conspiratória sem alicerce nos fatos.

Sua decisão de não mais demarcar terras indígenas, segundo o mandatário brasileiro, seria a causa das queimadas. Com isso insinuou, de novo irresponsavelmente, que haja ação orquestrada de ONGs por trás dos incêndios florestais.

Jair Bolsonaro se perde nesses espasmos sincopados de que brotam retalhos de pensamento e ideias coxas. Enfrenta a sua primeira crise de grandes proporções, em que precisa mobilizar recursos humanos e materiais, no Brasil e no exterior, e transmitir uma linha de ação clara a seus comandados.

Mas a mensagem não chega; nem sequer é formulada. A cabeça do presidente gira em falso nos preconceitos de sempre. Calcinados ficam a razão e o bom senso.