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“Governo demite general que chefiava o Incra e equipe “cai junto”


O general Jesus Corrêa, demitido do Incra

O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), general João Carlos Jesus Corrêa, foi demitido do cargo, nesta segunda-feira (30). Segundo a revista Veja, o motivo teria sido uma rixa dele com o secretário Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia. Além do general, toda a diretoria do Incra foi demitida. Sem recursos para bancar a entrega de títulos de regularização fundiária, em especial na Amazônia, Corrêa estaria com dificuldade em fazer o programa andar. Nabhan teria perdido a paciência, pois queria mostrar números a Jair Bolsonaro, e o presidente foi o responsável por “bater o martelo”.”

Aras defende “tratamento mais rigoroso” para delações

Em entrevista a O Globo, Augusto Aras disse que é necessário definir novos parâmetros para que as delações premiadas tenham um “tratamento mais rigoroso” e “não percam a sua credibilidade”.

“Nós precisamos dar às delações premiadas um tratamento mais rigoroso para que não percam a sua credibilidade. Porque, embora não seja prova — ela apenas contribui para que se faça prova —, exige-se da delação premiada que o delator apresente provas idôneas dos fatos. O certo é que as delações, num primeiro momento, não só maculam bens, como a violação da imagem pública dos delatados, até às vezes por vingança, como podem importar em outros ilícitos praticados pelos delatores contra terceiros. Então, nós temos que pensar num manual de boas práticas para as delações para evitar que sirvam aos interesses escusos e permitir que atinjam seus fins, que é contribuir para a elucidação dos fatos”, afirmou o novo PGR.

“Nós já superamos a casa de uma centena de delações premiadas. Todavia, apenas 20% delas resultaram em proveito específico para a acusação. É muito pouco. Só que, no universo dos 80% restantes, há várias violações. Violações aos direitos e garantias fundamentais de delatados, há em tese negociatas estabelecidas por delatores para se prevalecer materialmente em detrimento do sistema de justiça, e até denúncias de chantagens, extorsão de delatores contra delatados e até mesmo com espírito de vingança. Nós precisamos ter cautela para que o delator não se torne beneficiário de sua própria delação, sem que haja uma justa causa para que essa delação produza efeitos positivos.”

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Briga de servidoras deveria redundar em exoneração pela lei que regulamenta a matéria

Transcrevo abaixo parte de trecho da Lei complementar 17 que trata dos servidor público.  Observem que está escrito neste código que servidor (a) que se envolvam em brigas em serviço  ficam sujeitas a punição disciplinar que pode redundar em exoneração. A servidora Etelvina na condição de Diretora da Secretária da Saúde “saiu na mão” com outra servidora. Foram ás vias de fato. O fato foi testemunhado por inúmeras pessoas. Dado a gravidade da ocorrência fizeram publicar no Diário Oficial do Município a exoneração das duas servidoras, como noticiado este blog. Agora descobre-se que a Etelvina voltou a sua função na maior naturalidade. Quanto a Jassiara Sandra não se sabe onde foi parar. Ou seja, exoneraram, depois voltaram atrás, á ponto de a pagina 28 onde detectamos a notícia ter sumido do Diário Oficial. Estranhíssimo.

Em tempo: Agressão física é infração disciplinar gravíssima no estatuto do servidor punível com demissões…

Abaixo as consequências que as duas “brigonas” ficaram sujeitas.

Bom dia procurador Osli Machado!

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Tímidos sinais

Indicadores econômicos sugerem certa melhora; governo precisa contribuir para restaurar confiança

O ministro da Economia, Paulo Guedes – Amanda Perobelli/Reuters

Os temores de uma recaída na recessão econômica, que assombraram o país na virada do primeiro para este segundo semestre, estão afastados. Menos claro, porém, é se os indicadores a apontar alguma melhora bastarão para sustentar uma retomada mais sólida.

O pior do pessimismo se dissipou com a divulgação do crescimento de 0,4% do Produto Interno Bruto no segundo trimestre, o equivalente a 1,6% em termos anualizados. Particularmente favorável foi o desempenho dos investimentos, com alta de 3,2% no período (taxa anualizada de 13,4%).

Entretanto os resultados não serão suficientes para evitar o terceiro ano consecutivo de expansão pífia do PIB, na casa de 1% ou menos —e, para 2020, muito poucos acreditam em algo acima de 2%.

De todo modo, os dados preliminares do terceiro trimestre sugerem continuidade. O varejo se destaca, com desempenho positivo nos últimos meses. A construção civil, setor mais atingido pela crise, também ensaia uma recuperação.

A indústria, no entanto, permanece frágil. Além dos problemas existentes desde antes da recessão, houve o impacto da crise argentina. A queda das exportações do setor chegou a 40% nos oito primeiros meses de 2019, na comparação com o mesmo período de 2018.

Essa perda pode subtrair 0,5 ponto percentual do PIB este ano, segundo estimativas da Fundação Getulio Vargas. Com a dissipação desse choque e a subida gradual da confiança, a produção deve crescer.

O mercado de trabalho ainda patina. A tendência é de avanço, mas em lentidão exasperadora. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego ficou em 11,8% no trimestre encerrado em agosto, apenas um pouco abaixo dos 12,1% do período correspondente do ano passado.

Celebrou-se a criação de 121,4 mil vagas com carteira assinada em agosto, o melhor resultado para o mês em seis anos. Entretanto contam-se 38,8 milhões de trabalhadores informais, numa população ocupada de 93,6 milhões.

Felizmente, a política monetária se moveu em direção expansionista. A taxa básica de juros, hoje em 5,5%, ainda precisa se refletir mais no custo do crédito, mas já se nota rápido aumento dos financiamentos para pessoas físicas. O setor imobiliário, em particular, tem se beneficiado.

Por fim, há uma agenda de investimentos em setores que passam por melhorias regulatórias, como óleo e gás. O saneamento também pode ser tornar atraente, se prosperar o projeto que abre o setor para investimentos privados.

Tudo considerado, parece plausível que o país em breve passe a crescer em ritmo superior a 1% ao ano —mesmo porque se trata de uma taxa baixíssima para uma economia ainda deprimida. O PIB do segundo trimestre deste ano, cabe lembrar, ainda se mostrou 4,8% inferior ao dos primeiros três meses de 2014, antes do início da recessão encerrada em 2016.

As alternativas à disposição do governo estão limitadas pela penúria orçamentária. Resta contribuir para o restabelecimento da confiança de empresários e consumidores, o que demanda continuidade das reformas e, com mais otimismo, estabilidade política.

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Moro se manifesta sobre a derrubada dos vetos da lei de abuso de autoridade

Pelo twitter, Sergio Moro manifestou-se sobre a repercussão da derrubada dos vetos da lei de abuso de autoridade. “Leio na imprensa que juízes estão deixando de decretar a prisão preventiva de assaltantes de bancos e traficantes de drogas por receio de serem punidos pela nova lei de abuso de autoridade”, disse. “Alertei para o risco do efeito inibidor”, destacou o Ministro da Justiça e Segurança Pública.

Sergio Moro

@SF_Moro

Leio na imprensa que juízes estão deixando de decretar a prisão preventiva de assaltantes de bancos e traficantes de drogas por receio de serem punidos pela nova lei de abuso de autoridade e após a derrubada dos vetos do Presidente.

Sergio Moro
@SF_Moro

Entendo o receio, alertei para o risco do efeito inibidor e não era essa a intenção do legislador com a nova lei. Mas o fato é preocupante. Para reflexão.

 

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NOTICIA BOA! TARIFAS DOS PEDÁGIOS SERÃO REDUZIDAS EM 30% NA REGIÃO

Seis praças de pedágio do Paraná têm tarifa reduzida a partir desta terça-feira (1º), após acordo com a Lava Jato

Praça de pedágio de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, terá redução na tarifa, após acordo da Ecorodovias com o MPF — Foto: Reprodução/Ecovia

Praça de pedágio de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, terá redução na tarifa, após acordo da Ecorodovias com o MPF — Foto: Reprodução/Ecovia

As tarifas de seis praças de pedágio do Paraná serão reduzidas em 30% a partir desta terça-feira (1º), em cumprimento ao acordo de leniência entre a Ecorodovias e a força-tarefa da Operação Lava Jato.

A empresa, que é controladora da Ecovia e Ecocataratas, é investigada na Operação Integração, desdobramento da Lava Jato, que apura irregularidades em contratos de concessões de rodovias do estado.

O grupo Ecorodovias informou que não vai se manifestar a respeito da redução das tarifas, apenas ressaltou que vai cumprir os termos do acordo de leniência.

A redução das tarifas ocorre nas praças de pedágio de São José dos Pinhais, na Região de Curitiba, de Candói e Laranjeiras do Sul, na região central do estado, de Cascavel, Céu Azul e São Miguel do Iguaçu, no oeste.

Veja como ficam as tarifas para carros:

  • São José dos Pinhais: de R$ 20,90 passa a R$ 14,60;
  • Candói: de R$ 13,50 passa a R$ 950;
  • Laranjeiras do Sul: de R$ 13,50 passa a R$ 9,50;
  • Cascavel: de R$ 13,50 passa a R$ 9,50;
  • Céu Azul: de R$ 12,50 passa a R$ 8,80;
  • São Miguel do Iguaçu: de R$ 16,40 passa a R$ 11,50.

Tarifas para motos:

São José dos Pinhais: de R$ 10,50 passa a R$ 7,30;

  • Candói: de R$ 6,80 passa a R$ 4,80;
  • Laranjeiras do Sul: de R$ 6,80 passa a R$ 4,80;
  • Cascavel: de R$ 6,80 passa a R$ 4,80;
  • Céu Azul: de R$ 6,30 passa a R$ 4,40;
  • São Miguel do Iguaçu: de R$ 8,20 passa a R$ 5,80.
Especial pedágios no Paraná: G1 e RPC detalham a Operação Integração

Especial pedágios no Paraná: G1 e RPC detalham a Operação Integração

Acordo

O MPF informou, em agosto, que a Ecorodovias reconheceu a realização de pagamento de propinas, desde 2000, em troca de mudanças nos contratos das concessões de rodovias federais que administra no Paraná.

A empresa, ainda segundo o Ministério Público Federal, apresentou informações e provas “relevantes sobre a participação de terceiros nos crimes” e se comprometeu a “implementar medidas especiais a fim de evitar a repetição de condutas similares no futuro”.

O acordo de leniência, firmado em 12 de agosto, prevê o pagamento de R$ 220 milhões em redução de tarifas, R$ 150 milhões em obras rodoviárias e R$ 30 milhões em multa.

Conforme o MPF, as tarifas devem permanecer reduzidas até que sejam pagos os R$ 220 milhões previstos, o que deve durar cerca de um ano.

Seis praças de pedágio terão preço reduzido após o acordo de leniência firmado entre o MPF e a Ecorodovias — Foto: Reprodução/RPC

Seis praças de pedágio terão preço reduzido após o acordo de leniência firmado entre o MPF e a Ecorodovias — Foto: Reprodução/RPC

com G 1 PR

 

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Grupo de 10 ladrões armados com fuzil rouba agência da Caixa Econômica Federal, em Curitiba

Agência bancária da Caixa Economica Federal, em Curitiba, foi alvo de ladrões na manhã desta segunda-feira (30) — Foto: Margaret Aragão/Arquivo pessoal

Agência bancária da Caixa Economica Federal, em Curitiba, foi alvo de ladrões na manhã desta segunda-feira (30) — Foto: Margaret Aragão/Arquivo pessoal

Uma agência bancária da Caixa Econômica Federal foi alvo de um grupo de dez ladrões armados com fuzil na manhã desta segunda-feira (30), em Curitiba. Eles roubaram dinheiro da agência, que fica no Tatuquara.

Houve troca de tiros entre os assaltantes e policiais, conforme a Polícia Militar (PM). Um dos criminosos foi morto.

Os ladrões invadiram a agência e fizeram dois vigilantes reféns. Eles foram agredidos, mas passam bem. Os coletes à prova de bala dos vigilantes foram levados pelos assaltantes.

Os criminosos fugiram e ainda não foram localizados. A PM e a Polícia Federal (PF) foram até o local. Buscas estão sendo feitas.

A quantia de dinheiro roubada não foi informada.

‘Escudo humano’

Clientes e funcionários da Caixa Econômica Federal foram obrigados a fazer um “escudo humano” para que os assaltantes saíssem da agência.

Inicialmente, a PM havia dito que tinha sido uma tentativa de assalto. Porém, mais tarde, veio a confirmação de que os ladrões conseguiram levar dinheiro. A agência bancária localiza-se na Rua Odir Gomes da Rocha.

O que diz a Caixa Econômica Federal

Por meio de nota, a Caixa Econômica Federal esclareceu que informações sobre eventos criminosos são repassadas apenas para autoridades policiais e que coopera com as investigações dos órgãos competentes.A previsão da Caixa Econômica Federal é de que os atendimentos na agência bancária Tatuquara seja restabelecido na terça-feira (1º).

Até lá, os clientes podem ser atendidos no correspondente bancário em frente à agência ou na lotérica a 300 metros da unidade. As agências da Caixa Econômica mais próximas ficam nos bairros Sítio Cercado e Cidade Industrial.

Agência bancária fica no Tatuquara — Foto: Dayana Bueno/RPC

Agência bancária fica no Tatuquara — Foto: Dayana Bueno/RPC

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SUPRIMIRAM A PÁGINA 28 DO DIÁRIO OFICIAL DA PREFEITURA?

Pelo visto trataram de suprimir á pagina 28 do diário Oficial da Prefeitura. Será por causa do forrobodó envolvendo as duas diretoras da saúde (brigonas) que foram exoneradas, seo Chico?

NO LINK ABAIXO NOTA-SE QUE A PÁGINA 28 SUMIU!

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João de Deus passa por exames e faz tratamento contra anemia em hospital de Aparecida de Goiânia

João de Deus durante a primeira vez em que foi fazer exames em hospital de Aparecida de Goiânia — Foto: Renata Costa/TV Anhanguera

João de Deus durante a primeira vez em que foi fazer exames em hospital de Aparecida de Goiânia — Foto: Renata Costa/TV Anhanguera

João de Deus, de 78 anos, passou por novos exames neste domingo (29) no Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), na Região Metropolitana da capital. Segundo boletim médico, ele recebe tratamento contra anemia, tem quadro estável e está em observação

Acusado de crimes sexuais, João de Deus foi transferido do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia para o hospital na sexta-feira (27), após se queixar de dores no peito. De acordo com o comunicado do HMAP, o paciente deve passar por avaliação com cardiologista na segunda-feira (30).

João de Deus está internado na enfermaria da unidade de saúde. A direção do hospital já tinha informado que o paciente está isolado “para resguardar sua imagem e manter a tranquilidade na rotina do hospital, bem como o bem estar dos demais pacientes”.

A direção do Núcleo de Custódia, unidade pertencente à 1ª Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), informou, por nota, “que todos os procedimentos estão sendo realizados em conformidade com a lei”. Segundo o órgão, o hospital é que vai informar quando o preso terá condições de voltar ao presídio, já que não se sabe o tempo necessário para os procedimentos médicos.

João de Deus está preso desde dezembro de 2018 por acusação de crimes sexuais — Foto: Renata Costa/TV Anhanguera

João de Deus está preso desde dezembro de 2018 por acusação de crimes sexuais — Foto: Renata Costa/TV Anhanguera

Prisão

João de Deus está preso desde 16 dezembro de 2018. Ele sempre negou que tivesse abusado sexualmente de mulheres e adolescentes que o procuravam na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, para atendimentos espirituais.

Em março, João de Deus foi levado para um hospital de Goiânia. Ele ficou mais de dois meses internado com um aneurisma no abdômen. Por determinação da Justiça, voltou ao presídio em 6 de junho, onde estava desde então.

Desde a prisão, a defesa dele tenta que o cliente seja transferido para a prisão domiciliar. Porém, nenhum pedido foi aceito pelo Judiciário.

No fim de agosto, João de Deus deixou duas vezes o presídio para realização de exames médicos. Em nenhuma delas, foi necessário que ele ficasse internado.

Processos

Até o fim de agosto, o Ministério Público de Goiás ofereceu 11 denúncias contra João de Deus sendo nove por crimes sexuais:

  • Cinco por crimes sexuais: algumas delas já com audiências judiciais realizadas.
  • Uma por crimes sexuais, corrupção de testemunha e coação: ainda não teve audiência;
  • Uma por crimes sexuais e falsidade ideológica: em fase de citação (comunicação ao réu);
  • Duas por posse ilegal de armas de fogo e munição: já tiveram audiências realizadas.

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Tiros e flechas

Confissão de Janot abala a credibilidade de sua gestão e desgasta Lava Jato

Editorial Folha de São Paulo

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot – Marcelo Camargo – 12.set.17/Agência Brasil

Beira o inverossímil a confissão tornada pública por Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, de que em 2017 teria comparecido armado ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o intuito de assassinar o ministro Gilmar Mendes e se suicidar em seguida.

Dificilmente se compreende a motivação do relato tardio e aterrador, seja ele real, exagerado ou falso. Fato é que o episódio abala a credibilidade de toda a conduta passada do homem que comandou o Ministério Público Federal durante quatro dos mais cruciais anos de existência da instituição.

A partir do estabelecimento da Operação Lava Jato em 2014, no segundo ano de sua gestão, Janot passou a ser uma peça-chave da intrincada máquina de apuração daquilo que se considera o maior esquema de corrupção descoberto na história do país.

Se os sucessos da empreitada são evidentes pelo alcance de suas revelações, cada vez mais também o são os limites e os efeitos colaterais de seu modus operandi.

Retrospectivamente, o espírito irascível autoatribuído pelo ex-procurador-geral parece legitimar a visão daqueles que enxergavam nas edições da “lista do Janot” não só um índex de corruptos em potencial, mas também uma forma de intimidação da classe política.

À luz da confissão concomitante ao lançamento de um livro sobre sua gestão, as rusgas com Gilmar Mendes e outros personagens ganham conotação persecutória.

Ela já havia se insinuado em episódios como o da prisão do banqueiro André Esteves, em 2015, num investigação que envolvia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e terminou em absolvições.

O ápice do questionamento do então procurador-geral deu-se em 2017, quando começou a ser desmantelada a generosa delação dos irmãos Batista. A revelação de conduta imprópria do então presidente Michel Temer (MDB) acabou tisnada pela condescendência com que os delatores foram tratados.

Mesmo a terminologia empregada por Janot, como quando prometia flechadas “enquanto houver bambu” contra Temer, sugere algo mais do que jocosidade —a quebra de impessoalidade essencial para o exercício da função.

Perde assim o Ministério Público, já desgastado pela exposição dos diálogos entre procuradores e o então juiz Sergio Moro, em momento de escrutínio institucional da Lava Jato. O Supremo, afinal, acaba de formar maioria sobre o papel da delação em processos, que pode ter efeito sobre condenações no âmbito da operação.

O destempero de Janot suscitou enérgica reação do STF, já na berlinda devido à revisão de sentenças. Acirraram-se tensões em momento que demanda racionalidade.

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MP DENUNCIA PMs POR ASSASSINATO DE MEMBROS DO MST

Coube ao promotor de Justiça Oswaldo Simioni oferecer denúncia ao juiz criminal de Quedas do Iguaçu contra seis membros da PM (sendo um Tenente e cinco soldados) por fatos ocorrido em 2016 na localidade de Quedas do Iguaçu, entrada da fazenda da Araupel,  que culminaram com a morte de dois membros do MST. Nove pessoas restaram feridas no evento. Os policiais também foram denunciados por tentativa de homicídios contra seis outras vítimas que estavam no local.
Na visão do MP houve excesso na abordagem policial e agora saiu a denúncia.
Se se a Justiça acatar os seis denunciados viram réus e poderão ser submetidos ao Tribunal do Juri daquela localidade.

Veja o libelo acusatório abaixo:

87206.2016Denuncia (1)

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Felipe Moura Brasil: Os abusos de Toffoli e Moraes

  • Por Felipe Moura Brasil

Toffoli tenta fazer parecer que o pedido de impeachment foi baseado em mero desgosto

entrevista de Dias Toffoli à Jovem Pan não deixou dúvidas: o presidente do STF nada mais tem para embasar seu inquérito sigiloso e sem objeto definido do que um artigo do regimento interno da Corte que só se aplicaria a casos de crimes cometidos dentro do espaço físico do Supremo, não a supostas fake news, ofensas e “ameaças gravíssimas, inclusive na deep web”, contra as quais genericamente Toffoli o aplica.

“Está previsto [sic] no regimento do Supremo Tribunal Federal a possibilidade desse inquérito”, disse sorrateiramente o presidente do STF, sem expressar o conteúdo do artigo 43 do regimento, que prevê, na verdade, o seguinte:

“Ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependência do Tribunal, o presidente instaurará inquérito, se envolver autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição, ou delegará esta atribuição a outro ministro.”

Repito: “na sede ou dependência do Tribunal”. Isto quer dizer, por exemplo, que, se o então procurador-geral da República Rodrigo Janot tivesse assassinado o ministro Gilmar Mendes na antessala do plenário, onde chegou a engatilhar sua arma legalmente portada, mas desistiu de cometer o crime por atuação da “mão de Deus”, conforme confessou, aí sim o presidente teria base no regimento para instaurar um inquérito.

De outro modo, sua abertura é uma ilegalidade cometida por Toffoli, dentro da qual outras ilegalidades vêm sendo cometidas, desde a censura à revista Crusoé até a ação de busca e apreensão em endereços de Janot em Brasília, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes (a quem foi designada sem sorteio a relatoria do inquérito), após pedido de Gilmar Mendes por providências contra o ex-PGR.

“Não vejo vinculação entre o objetivo do inquérito e as medidas agora adotadas e não detenho mais prerrogativa de foro para ser investigado pelo STF”, disse Janot, alegando ainda que o fato narrado por ele “não constitui crime, muito menos notícia fraudulenta”.

O artigo 43 condiciona claramente a abertura do inquérito pelo presidente do Supremo ao envolvimento, em infração à lei penal cometida dentro do tribunal, de “autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição”. Como o ex-procurador-geral não tem mais foro privilegiado e, quando o tinha, por mais inaceitáveis que tenham sido a intenção ora confessada e a confissão mesma, não cometeu o crime de assassinato e nem sequer incorreu na tentativa de cometê-lo, a decisão de Moraes é manifestamente ilegal.

(Se Moraes justificar a aplicação do regimento considerando Gilmar, e não Janot, a autoridade sujeita à jurisdição do STF envolvida na infração à lei penal, também seria uma interpretação forçada, já que o foro privilegiado de ministros do Supremo existe para os casos de infrações penais comuns supostamente cometidas por eles, não para o caso de serem vítimas – que dirá de um crime que não ocorreu.)

Curiosamente, o artigo 27 da Lei de Abuso de Autoridade já sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro prevê “detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa” para quem “requisitar instauração ou instaurar procedimento investigatório de infração penal ou administrativa, em desfavor de alguém, à falta de qualquer indício da prática de crime, de ilícito funcional ou de infração administrativa”. No caso em tela, registre-se, o procedimento investigatório de infração penal já estava ilegalmente aberto e foi usado em desfavor de Janot “à falta de qualquer indício da prática de crime”.

Questionado por Vera Magalhães se existe, para os ministros do Supremo, alguma instância capaz de reagir a seus eventuais abusos, Toffoli respondeu:

“Existe o controle exatamente do Senado da República através de um processo de impeachment. Mas aí tem que haver um fato determinado, tem que ter uma razão. Entrar com um processo de impeachment porque não gostou de uma decisão jurisdicional, isso não é cabível.”

Toffoli tenta fazer parecer que o pedido de impeachment apresentado pela deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) e pelos procuradores do grupo ‘MP Pró-Sociedade’, assim como o requerimento para criação da CPI da Lava Toga, apresentado pelos senadores do movimento ‘Muda, Senado’, foram baseados em mero desgosto, não em manifesta ilegalidade cometida por ele, cuja esposa ainda era alvo de apuração da Receita Federal suspensa por outra decisão de Moraes dentro do mesmo inquérito.

A escalada autoritária do Supremo, como qualquer outra, faz-se acompanhar da escalada do cinismo de ministros como Toffoli e Moraes, contra os quais o Senado só se cala por complacência de seu presidente, Davi Alcolumbre, e de senadores investigados como Flávio Bolsonaro, os petistas e suas linhas auxiliares, além das militâncias à direita e à esquerda que os protegem, evitando o risco de retaliação de Toffoli.

Cumplicidade e covardia, tradicionalmente, custam muito caro ao Brasil.

* Felipe Moura Brasil é diretor de Jornalismo da Jovem Pan.