Categorias
outros

“Governo demite general que chefiava o Incra e equipe “cai junto”


O general Jesus Corrêa, demitido do Incra

O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), general João Carlos Jesus Corrêa, foi demitido do cargo, nesta segunda-feira (30). Segundo a revista Veja, o motivo teria sido uma rixa dele com o secretário Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia. Além do general, toda a diretoria do Incra foi demitida. Sem recursos para bancar a entrega de títulos de regularização fundiária, em especial na Amazônia, Corrêa estaria com dificuldade em fazer o programa andar. Nabhan teria perdido a paciência, pois queria mostrar números a Jair Bolsonaro, e o presidente foi o responsável por “bater o martelo”.”

Aras defende “tratamento mais rigoroso” para delações

Em entrevista a O Globo, Augusto Aras disse que é necessário definir novos parâmetros para que as delações premiadas tenham um “tratamento mais rigoroso” e “não percam a sua credibilidade”.

“Nós precisamos dar às delações premiadas um tratamento mais rigoroso para que não percam a sua credibilidade. Porque, embora não seja prova — ela apenas contribui para que se faça prova —, exige-se da delação premiada que o delator apresente provas idôneas dos fatos. O certo é que as delações, num primeiro momento, não só maculam bens, como a violação da imagem pública dos delatados, até às vezes por vingança, como podem importar em outros ilícitos praticados pelos delatores contra terceiros. Então, nós temos que pensar num manual de boas práticas para as delações para evitar que sirvam aos interesses escusos e permitir que atinjam seus fins, que é contribuir para a elucidação dos fatos”, afirmou o novo PGR.

“Nós já superamos a casa de uma centena de delações premiadas. Todavia, apenas 20% delas resultaram em proveito específico para a acusação. É muito pouco. Só que, no universo dos 80% restantes, há várias violações. Violações aos direitos e garantias fundamentais de delatados, há em tese negociatas estabelecidas por delatores para se prevalecer materialmente em detrimento do sistema de justiça, e até denúncias de chantagens, extorsão de delatores contra delatados e até mesmo com espírito de vingança. Nós precisamos ter cautela para que o delator não se torne beneficiário de sua própria delação, sem que haja uma justa causa para que essa delação produza efeitos positivos.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *