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Guarda Municipal precisa adequar-se aos novos tempos

Diariamente a imprensa mostra o aumento do numero de crimes em várias regiões da cidade, arrombamentos e furtos em escolas unidades de saúde e prédios públicos. Situações que podem, e devem ser evitadas com ações preventivas, como a realização permanente de rondas e patrulhamentos, função da Policia Militar, e da Guarda Municipal que vem há muito tempo auxiliando-a.
Acompanhando o dia a dia da movimentação policial, nota-se que a participação da Guarda Municipal, está cada vez mais rara. Para entender o que está acontecendo resolvi procurar alguns GMs.
A situação me relatada é preocupante, segundo eles, diariamente, são obrigados a dizerem a quem liga pedindo auxilio, que não poderão atendê-los, porque todas as 05 as vezes, 07 viaturas estão ocupadas, que o número de equipes na rua é muito baixo, principalmente aos finais de semana e feriados, quando o numero de ligações aumenta.
Segundo eles, dezenas e dezenas de servidores estão amontoados em salas, ganhando o mesmo salário, ou em muitas vezes, ganhando muito mais do que quem está nas ruas exercendo o trabalho de rondas, preservação do patrimônio público, prisões e prevenção de crimes.
Relatam que são muitos guardas emprestados à outros órgãos, que são 3 na secretaria de meio ambiente, 1 na secretaria de agricultura, 1 na procuradoria do município, 3 na policia civil confeccionando boletins de ocorrência, 1 na delegacia da mulher, 3 no Gaeco, 1 trabalhando como professor de música, e vai por aí afora. Que se existe falta de servidores nestes locais, na sede da GM não é diferente, porque são 16 anos sem a realização de concurso. Ironizam dizendo que um dos temores é que, quando descobrirem que existem guardas com formação em engenharia, enfermagem, psicologia, direito, pedagogia, certamente mais uns 50 vão ser emprestados a outras secretarias. Isso tem nome: desvio de função.
A coisa está tão séria que colegas trabalham em atividades totalmente desnecessárias. Me disseram que um guarda trabalha durante todo o expediente, em um almoxarifado para entregar produtos de escritório e limpeza. Outro trabalha como pedreiro, andando para lá e para cá no quartel, arrumando portas, assentando tijolos, recolhendo entulhos. Outro é recepcionista, que um de alta patente recebe mais de 10 mil reais por mês, para assessorar o secretário de segurança, que por sinal, este editor andou apurando se tratar de um homem muito atarefado com reuniões e palestras, mas aonde? Bingo! No Rio de Janeiro!
Percebi na conversa, que o descontentamento entre os servidores é muito grande.

O que estaria faltando, meu caro Watson?

Abaixo um post sobre a viagem do Secretário Municipal de Segurança Pública, Reginaldo  Silva, contando o resultado de sua palestra na cidade maravilhosa, ocasião em que relatou que as coisas na fronteira estão como água de poço. Na maior tranquilidade.

PITACO: Então, tá!

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