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Estrada no Iguaçu pode beneficiar negócios de parlamentar que propõe a obra

Do (o) Eco

Floresta retomou o trecho antes cortado por uma estrada ilegal de terra no Parque Nacional do Iguaçu. Foto: Relatório da Procuradoria da República no Estado do Paraná (Agosto de 2019).

Uma obra orçada em R$ 50 milhões pelo Ministério Público Federal pode beneficiar negócios do deputado federal Vermelho (PSD-PR). Sócio de construtora, ele assina projeto de lei para abrir uma estrada através do Parque Nacional do Iguaçu. Dois de seus três filhos também têm construtoras. Um deles concorreu em edital para reformar uma via de acesso àquela reserva natural. Sua empresa está em uma área protegida, nas margens do Rio Iguaçu.

O projeto de lei do deputado federal Nelsi Coguetto Maria, o Vermelho, quer alterar a legislação federal ligada à criação e à gestão de Unidades de Conservação em todo o país para construir uma estrada através do Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Paraná. Conforme a proposta que tramita na Câmara, a obra “atende ao clamor social de décadas do povo paranaense, resgatando a história e as relações socioeconômicas, ambientais e turísticas da região”.

O texto de Vermelho é semelhante a propostas do senador Álvaro Dias (Podemos-PR) e do ex-deputado federal Assis do Couto (PDT) para a reabertura da chamada Estrada do Colono. A empreitada é apoiada por Jair Bolsonaro, pelo governador do Paraná Ratinho Júnior (PSD) e por deputados estaduais. Durante reunião do Conselho Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu, em outubro, Vermelho afirmou que o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles também é favorável à obra (confira abaixo).

Clique aqui para ouvir o áudio do deputado Nelsi Coguetto Maria, o Vermelho

Mas Daniela Caselani Sitta, procuradora da República em Foz do Iguaçu (PR), avalia que as propostas de Vermelho e de outros parlamentares “quebram” o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, pois se aprovados facilitarão a abertura de estradas em todos os parques nacionais, reduzindo a proteção dos ambientes naturais, animais e vegetação abrigados nesses territórios.

“Os projetos são ‘eleitoreiros’, beneficiariam pequena parcela da população e afrontam o regime democrático buscando eliminar decisões judiciais com trânsito em julgado (quando não há mais possibilidade de recursos). Caso sejam aprovados, sofrerão Ações Diretas de Inconstitucionalidade”, completou.

Advogado e ex-prefeito de Salto do Lontra (PR), Vermelho ocupa seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Ele seria o mais rico entre os trinta eleitos em 2018 para a bancada federal paranaense. À Justiça Eleitoral, declarou possuir quase R$ 9 milhões em bens. Desses, R$ 2 milhões são da sociedade na Vermelho Construtora de Obras. A Receita Federal mostra que Matheus e Thiago Veloso Maria, dois dos três filhos do parlamentar, também possuem construtoras.

As empresas atuam em obras públicas em municípios paranaenses. Em Foz do Iguaçu, reformaram a pista de pouso do aeroporto internacional, asfaltaram a Avenida Olímpio Rafagnin e outras vias. Em novembro de 2010, Thiago concorreu em um edital público do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para recuperar 12 quilômetros de uma rodovia que dá acesso ao Parque Nacional do Iguaçu. Não venceu a disputa.

Enquanto isso, em Foz do Iguaçu sua empresa Via Venetto Construtora de Obras figura em uma faixa de 200 metros desde a margem do Rio Iguaçu, onde a legislação federal pede que seja mantida a vegetação nativa. Essa regra vale desde meados dos anos 1960. A Via Venetto está registrada desde dezembro de 1998.

Deputado Vermelho (PSD-PR) na Câmara dos Deputados. Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados.

Durante vistoria realizada em agosto na região, o Ministério Público Federal também identificou lavouras, criação de animais, extração de areia e basalto operando às margens do mesmo rio. As irregularidades são alvo de ações civis e de inquéritos. As licenças dos empreendimentos foram questionadas junto à Prefeitura de Foz do Iguaçu, ao Instituto Ambiental do Paraná e à Agência Nacional de Mineração.

Quem paga?

O projeto do deputado federal Vermelho não detalha como seria a estrada através do Parque Nacional do Iguaçu, não aponta possíveis medidas para a redução de impactos sobre vegetação e animais na área protegida e nem dá pistas de quem pagará pela vultosa empreitada.

O Ministério Público Federal estimou em R$ 50 milhões a construção de uma rodovia convencional no trecho. Mas a conexão entre Serranópolis do Iguaçu e Capanema depende da operação de uma balsa ou da construção de uma ponte com mais de 600 metros cruzando o Rio Iguaçu.

Em obras, a segunda ponte entre o Brasil e o Paraguai terá 760 metros sobre o Rio Paraná. Foi estimada em R$ 323 milhões pelo DNIT. O financiamento é da Itaipu Binacional, responsável pela hidrelétrica de mesmo nome.

Enquanto propostas tramitam no legislativo federal, a influência da família de Vermelho pode estar presente em outras frentes regionais. Matheus e outro filho do parlamentar, Thadeu Veloso Maria, figuram em processo sobre bens privados que tramita na Justiça Paranaense desde meados de 2018, respectivamente como Diretor Adjunto e como membro do Conselho Editorial do Gazeta Diário, de Foz do Iguaçu.

O veículo publica frequentemente conteúdo favorável à estrada no parque nacional. Eles “não fazem mais parte do conselho editorial deste jornal”, afirmou sua Administração. A informação não consta mais em suas versões impressa e eletrônica.

Dourando a pílula

Início da antiga “estrada do colono” em Serranópolis do Iguaçu. Foto: Relatório da Procuradoria da República no Estado do Paraná.

Estrada do Colono era uma precária de estrada de terra que cortava o Parque Nacional do Iguaçu até ser fechada em 1986, por decisão da Justiça Federal. Naquele ano, a área protegida foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, sigla em inglês) como Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade.

Populares incitados por políticos regionais tentaram reabri-la em 1997 e 2003, mas a via foi bloqueada por novas ações judiciais e de órgãos federais. Com isso, a distância entre as duas cidades aumentou de cerca de 50 para 180 quilômetros. Em Serranópolis vivem 4,5 mil pessoas. Capanema, ao sul da área protegida, tem 18,5 mil habitantes.

Desde então, a floresta cobriu totalmente o trecho. Por isso, construir uma rodovia no Iguaçu terá impactos mais severos do que a perda 20 hectares do verde daquele parque nacional, a maior reserva de Mata Atlântica do sul do país. Tentando minimizar os estragos na área protegida, Vermelho e outros defensores da obra a batizaram de “estrada parque”, “estrada ecológica” e “bioestrada”.

Conforme Helio Secco, secretário-geral da Rede Brasileira de Especialistas em Ecologia de Transportes, projetos de lei tramitando no Congresso distorcem práticas de outros países e abrir uma estrada no Iguaçu prejudicará a vida selvagem e o turismo. A Rede reúne cerca de 200 pesquisadores de instituições públicas e privadas dedicados à investigação científica e difusão de informações sobre a ecologia de transportes por terra, ar e águas.

“Estradas-parque cruzam belas paisagens rumo a áreas protegidas e formam corredores ecológicos em países como os Estados Unidos, não cortam parques nacionais. Uma rodovia no Iguaçu aumentará o atropelamento de animais – inclusive ameaçados de extinção, como a onça-pintada –, a caça, a extração de palmito e de madeiras em uma área protegida que é motivo de orgulho para os brasileiros e referência mundial em turismo”, ressaltou o biólogo.

O verde tomou de volta o que antigamente se chamava estrada do colono. Foto: Marcos Labanca/Rede Pró UC.

A visitação no Parque Nacional do Iguaçu cresce a cada ano e, em 2019, foram 2 milhões de turistas. Eles vieram de 174 países, principalmente de Brasil, Argentina, Paraguai e Estados Unidos. A área protegida foi decretada em 1939, pelo presidente Getúlio Vargas.

Tentamos contato por telefone e e-mail e aguardamos por vários dias, mas o deputado federal Vermelho e seus filhos Thiago e Matheus não atenderam à reportagem d´O Eco. Assim, não pudemos esclarecer aos leitores se há embasamento técnico e financeiro para a proposta do parlamentar, e nem se os familiares concorrerão ou não em possíveis editais para a construção de uma rodovia no Parque Nacional do Iguaçu.

Ministério do Meio Ambiente e ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) também não se pronunciaram sobre os projetos em trâmite no Congresso, que afetam diretamente um parque nacional e indiretamente todo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

 

 

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MEMÓRIAS DO ESQUECIMENTO

Memórias do esquecimento é um relato descarnado e cru sobre a prisão e a tortura após o golpe militar de 1964 no Brasil. Formado em Direito e professor da UnB, o jornalista Flávio Tavares participou da resistência à ditadura e foi preso. Libertado com outros catorze presos políticos em troca do embaixador dos Estados Unidos, em 1969, iniciou longo exílio no qual foi vítima (e sobrevivente) da chamada Operação Condor. Este livro é um testemunho sobre os labirintos de uma época sombria e tortuosa. Da repressão à resistência, da dor à esperança, está tudo aqui, para jamais esquecer. Vencedor do Prêmio Jabuti 2000 na categoria Reportagem.

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“Lindinho” e “Amante” são escorraçados por hóspedes em hotel no Rio de Janeiro (veja o vídeo)

O povo não perdoa! Lindeberg Farias e Gleisi Hoffmann forma hostilizados por hóspedes de um hotel no Rio de Janeiro. Veja o vídeo

 

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Ratinho marqueteiro

Do correspondente em Brasília

O governador Ratinho Júnior adora holofotes. Está no DNA. É de família. Não perde uma oportunidade pra sair nas fotos e fazer discurso pegando carona no chapéu alheio. Foi o que aconteceu em Foz do Iguaçu durante a realização do Encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud). A Itaipu paga a conta e ele sai em disparada anunciando projetos que estão garantindo geração de riqueza e bem-estar na fronteira. O Estado entra com recurso mínimo e se agiganta. Taí um bom marqueteiro.

Do Zé Beto.

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LA DOLCE VITA DE MARCELO RICHA

Ilhas Maurício no Oceano Índico…

PITACO:  Vida de magnata é bela.  De filho de magnata é esplendorosa…

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CARREIRA DE CORRETOR DE SEGUROS DO OLIVEIRINHA ACABOU EM BO

O mancebo da foto é o Erdiley de Oliveira, alcunhado “Oliveirinha”. O gajo tem inúmeras condenações criminais, vamos começar a relembrar as mesmas, afinal isso também é papel de uma imprensa atenta…

Publicação de sentença.

AUTOS DE AÇÃO PENAL Nº 18-39.2014.6.16.0046

AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL

RÉU: ERDILEY DE OLIVEIRA

ADVOGADO (A): CARLOS AUGUSTO CREMA, OAB/PR Nº 18.201 e KATHIUCIA OTTO CARRION, OAB/PR Nº 60.991

Trata-se de Ação Penal, onde o apenado ERDILEY DE OLIVEIRA, devidamente qualificado nos autos em epígrafe, foi condenado como incurso nas sanções do artigo 325, caput, da Lei nº 4737/65, por crime contra a honra de Nilton Aparecido Bobato, à pena de 03 (três) meses de detenção em regime aberto e ao pagamento de 05 (cinco) dias-multa, substituída a pena privativa de liberdade por uma restritiva de direitos, consistente na prestação de serviços à comunidade.

Encaminhado o apenado ao Patronato Penitenciário Municipal, houve o integral cumprimento da prestação alternativa (fl. 309), bem como o mesmo efetuou o pagamento da pena pecuniária (fl. 303), razão pela qual o Ministério Público Eleitoral manifestou-se pela extinção da pena (fl. 315).

Dessa maneira, considerando que o apenado cumpriu toda a pena que lhe fora imposta na sentença condenatória penal, em harmonia com o parecer ministerial e com fulcro no artigo 61 do Código de Processo Penal, DECLARO EXTINTA A PENA aplicada face ao seu integral cumprimento e, em consequência, EXTINTA A PUNIBILIDADE de ERDILEY DE OLIVEIRA.

Publique-se. Registre-se. Intime-se. Após as anotações necessárias, arquive-se.

Marcos Antonio Frason

Juiz Eleitoral

TEMOS MAIS UM GRANDE BAFAFÁ ENVOLVENDO O OLIVEIRINHA…

DESTA VEZ SÃO CONTRATOS DE SEGUROS DE MOTO-TAXISTAS QUE PROCURARAM O FOZTRANS PARA RECLAMAR QUE FORAM LESADOS PELO GAJO.

MAS ISSO É HISTÓRIA PARA OUTRA DIA…

OLIVEIRINHA VIVE ELOGIANDO O CAZUZA, COM ESSE BO DO SEGURO SÃO GRANDES AS CHANCES DE ELE FAZER COMPANHIA PARA O AMIGO NAQUELE LOCAL SINISTRO ONDE O FILHO CHORA E A MÃE NÃO OUVE…

 

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‘NÃO DEFENDI HARVEY WEINSTEIN’, DIZ ATRIZ BRASILEIRA

Convocada como testemunha de defesa em julgamento do produtor americano acusado de assédio, agressão sexual e estupro, Talita Maia diz a ÉPOCA que apenas relatou sua versão ‘para que a justiça fosse feita’

Harvey Weinstein tem condenação de 25 anos, e as chances de pegar perpétua são enormes.

Talita Maia, a atriz brasileira que participou do julgamento de Harvey Weinstein Foto: ReproduçãoTalita Maia, a atriz brasileira que participou do julgamento de Harvey Weinstein Foto: Reprodução

Em janeiro deste ano, a carioca Talita Maia recebeu uma intimação que a colocaria no centro de um dos maiores escândalos da atualidade: a atriz de 35 anos foi convocada a depor no julgamento do produtor americano Harvey Weinstein, o todo-poderoso produtor de Hollywood acusado de assédio, agressão sexual, estupro e de ser um predador sexual.

Maia foi colega de quarto da também atriz Jessica Mann, de 35 anos, peça-chave no julgamento de Weinstein. Embora dezenas de mulheres tenham vindo a público acusar o produtor — inclusive famosas e poderosas, como Gwyneth Paltrow, Uma Thurman e Salma Hayek, entre tantas outras —, foram os casos específicos de duas vítimas que chegaram aos tribunais americanos. Uma delas era Mann.

A americana Jessica Mann foi uma das vítimas que denunciaram Weinstein e levaram a sua condenação. Foto: Johannes Eisele / AFP / Getty Images
A americana Jessica Mann foi uma das vítimas que denunciaram Weinstein e levaram a sua condenação. Foto: Johannes Eisele / AFP / Getty Images

Maia estava presente no hotel em Los Angeles onde Mann encontrou Weinstein, momento crucial dessa acusação contra o produtor. De acordo com o relato da vítima, Weinstein arrancou sua calça e disse, aos berros: “Você me deve mais uma”. A brasileira ficou do lado de fora da suíte e não pôde dizer o que se passou lá dentro, mas relembrou o antes e o depois. Segundo ela, a amiga entrou normalmente no quarto do hotel e saiu sem transparecer a cena violenta que acontecera lá dentro. “Eu a vi um pouco depois, e ela parecia estar completamente normal, sem nenhum sinal…”, disse a brasileira a ÉPOCA, na mesma linha do que afirmou ao tribunal americano.

A atriz brasileira reforçou que em nenhum momento saiu em defesa de Harvey Weinstein, apenas foi intimada judicialmente a depor sobre o que se lembrava. “O que é complicado para mim é que, quando você é intimada pela defesa, as pessoas a veem como se você estivesse lá para defender o Harvey. Eu não fui lá para defendê-lo de jeito nenhum. Também não fui para defender Jessica Mann. Fui para contar minha versão, para que a justiça fosse feita. Essa era minha obrigação como cidadã”, desabafou.

Da Época.