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BOLSONARO: O homem que peitou o Exército e desafia a democracia

A polêmica na política brasileira de hoje em dia tem nome e sobrenome: Jair Bolsonaro. Suas manifestações, dentro ou fora do Congresso, vêm despertando, cada vez mais, sentimentos extremados de ódio e paixão. Não há como ignorar o impacto de seu ideário — assumidamente conservador e reacionário — e confinar Bolsonaro ao terreno jocoso, como algo folclórico ou mesmo fascista.

Jogar luz sobre sua trajetória, da infância humilde no interior de São Paulo aos voos cada vez mais altos, passando pela explosiva carreira militar, é justamente o objetivo do livro BOLSONARO: O homem que peitou o Exército e desafia a democracia, escrito pelo jornalista Clóvis Saint-Clair, que chega às livrarias no início de agosto. Feito com técnica de pesquisa jornalística, este perfil de Jair Bolsonaro reúne detalhes de sua vida pessoal e pública que, superpostos, resultam num inédito retrato do deputado que quer comandar o país.

Passagens de sua infância, da vida em família e de seu período na caserna se somam a aspectos de sua personalidade na composição do personagem. Nada de relevante escapou ao autor: os embates, as polêmicas, a formação do clã, o aumento do número de eleitores e o crescimento do patrimônio de Bolsonaro e da família estão entre os assuntos abordados no livro.

A transcrição na íntegra de algumas de suas entrevistas e pronunciamentos também ajuda a desvendar o que há por trás do véu da histeria que encobre o ex-capitão. Mostra, entre outras coisas, que, para ele, a polêmica é uma plataforma política, alimentada por sua metralhadora giratória apontada com mais frequência para gays, negros e mulheres.

Bolsonaro, o homem que peitou o Exército e desafia a democracia é um importante trabalho jornalístico já que, até aqui, sua história havia sido registrada tão somente de forma pontual pela ótica de quem o ama ou dos que o detestam. Conhecer o personagem central do livro é essencial para se entender melhor o conturbado momento que o país atravessa, suas causas e possíveis consequências.

O AUTOR

Clóvis Saint-Clair tem 50 anos, é carioca, jornalista, com passagens pelas redações das revistas “Veja” e “Época”, e dos jornais “O Dia”, “Extra” e “Jornal do Brasil”, onde atualmente é editor de Cidade. Trabalhou nas assessorias de comunicação da Fundação Telos, da Editora Record e da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Hoje, também atua como roteirista e é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da UFF.

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