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Negada a prisão domiciliar para o primeiro político condenado pelo Supremo na Lava-Jato

Nelson Meurer foi condenado a mais de 13 anos de prisão

O ministro Luiz Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido para colocar o ex-deputado Nelson Meurer (PP-PR) em prisão domiciliar humanitária em função da pandemia do coronavírus.

O ex-parlamentar foi o primeiro político condenado pelo Supremo na Lava-Jato e está preso desde outubro do ano passado. Ele foi sentenciado a 13 anos, nove meses e dez dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Para pedir a saída da prisão, a defesa de Meurer usou uma resolução do Conselho Nacional de Justiça, que orientou o Judiciário a adotar uma série de medidas de prevenção ao coronavírus no sistema prisional. Os advogados argumentaram que Meurer faz parte do grupo de risco por ter 78 anos de idade e doenças crônicas. Segundo a defesa, ele é portador de diabetes e problemas cardíacos, que podem ser agravados em caso de contaminação pelo coronavírus.

A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a prisão domiciliar do ex-deputado. Segundo a denúncia da Procuradoria, Meurer recebeu R$ 29,7 milhões em 99 repasses mensais de R$ 300 mil, operacionalizados pelo doleiro Alberto Youssef.

Fachin negou o pedido da defesa de Meurer na quinta-feira (02), mas a decisão foi divulgada somente neste sábado (04).

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João de Deus foi espancado na prisão

João de Deus deixa o presídio

Em algumas saídas do presídio para o hospital ou para audiências, o médium João de Deus, de 77 anos de idade, aparentava manchas no corpo e dificuldade para andar. Ele reclamava de dores intensas e as próprias roupas que usava, exalando um odor forte, denunciavam maus tratos. Condenado a quase 20 anos de prisão por assédio sexual contra quatro mulheres, ele estava preso desde dezembro de 2018, mas esta semana foi transferido para prisão domiciliar. Laudo médico anexado no processo de João de Deus comprovou que o médium foi vítima de agressão física, com lesão na face, localizada na pálpebra inferior direita, causada por instrumento contundente. A mesma constatação foi feita por um representante do Conselho da Comunidade de Execução Penal de Aparecida de Goiânia. Em conversa recente com este representante, João de Deus disse ter recebido ‘um soco’, mas na presença dos agentes penitenciários ele ficou receoso de ser espancado novamente e disse ter sido vítima de uma queda ao sair de sua cama. A agressão ocorreu no início do mês passado.

A história sobre eventual queda, no entanto, não se encaixa na rotina de João de Deus e nem nas características da cela. Desde o ano passado, o médium anda só com a ajuda de outro detento que divide o mesmo espaço com ele, um advogado, e com a ajuda de uma bengala. A distância da cama, onde ele diz que caiu, fica a dois metros e meio da parede onde supostamente se acidentou. Na sentença que autorizou João de Deus a cumprir pena em regime domiciliar, conforme antecipou VEJA, a juíza Rosângela Rodrigues Santos, da comarca de Abadiânia, faz menção a um laudo do Instituto de Criminalística de Goiás, comprovando que o médium foi agredido com “instrumento contundente”, mas não especifica o dia da agressão. A juíza alertou para as “más condições da cela”, com paredes mofadas, lixo hospitalar aberto e até agulha de seringa usada no chão, segundo ela um ambiente propício à disseminação do coronavírus. “O estabelecimento prisional é absolutamente carente em termos estruturais e humanos para oferecimento de cuidados básicos com a saúde e tratamento de qualquer um de seus custodiados, o que dirá daqueles que apresentam o quadro de debilidade física e de doenças graves”, diz ela.

Aparecida de Goiânia (GO) – Entrada do Complexo Prisional© Marcelo Camargo/Agência Brasil Aparecida de Goiânia (GO) – Entrada do Complexo Prisional

O que mais irritou a juíza foi o fato de autoridades goianas impedirem uma inspeção no local onde o médium estava preso, justamente para constatar o tratamento dispensado ao preso. A juíza critica as autoridades públicas, em especial o então coronel Wellington Urzêda, que comandou até o mês passado a Diretoria Geral de Administração Penitenciária de Goiás. “A conduta do Diretor do Núcleo de Custódia, capitaneado pelo Coronel Urzêda, ao apreender os telefones celulares do perito nomeado por este juízo e impedir que a lesão fosse fotografada, assim como fizeram com os médicos do Instituto de Criminalística reforça os indícios de que o custodiado João Teixeira de Faria foi vítima de agressão física, durante a madrugada, por pessoa diversa daquela que divide com ele a cela”, escreveu a juíza.

A magistrada Rosângela fez mais críticas: “É vergonhosa a postura de agentes do Estado que se omitem diante de um descalabro desta envergadura, quando tinham o dever de, no mínimo, determinar a investigação acerca dos fatos e de corrigir as condições sub-humanas a que estão sendo submetidos os custodiados naquela Unidade Prisional. Afinal, vivemos em um Estado Democrático de Direito em que não são admitidos os calabouços dos Estados absolutistas da idade média”. Para decidir pela prisão domiciliar de João de Deus, a juíza levou em consideração vários argumentos apresentados pelos advogados Anderson Van Gualberto de Mendonça e Marcos Maciel Lara, que encontraram o médium isolado em uma das celas e passaram a defendê-lo, inicialmente sem cobrar honorários. Eles sustentaram que se trata de pessoa idosa, acometida por doença grave, com histórico de progressiva piora no seu estado de saúde, sem que o presídio pudesse oferecer tratamento adequado.

 

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Paraguaios são expulsos de Foz ao transportarem alimentos para o país vizinho pelo Rio Paraná

Quatro toneladas de alimentos foram apreendidas  — Foto: Divulgação?PF

Quatro toneladas de alimentos foram apreendidas —

Cinquenta paraguaios foram deportados na manhã deste sábado (4), em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, ao tentarem levar quatro toneladas de alimentos do Brasil para o Paraguai pelo Rio Paraná, que divide os dois países.

Segundo a Polícia Federal (PF), os paraguaios foram pegos em flagrante quando descarregavam um barco com fardos de açúcar na margem do rio, em Cidade do Leste, no Paraguai. A suspeita dos policiais é de que eles estejam praticando o crime de descaminho.

O restante da carga e dos paraguaios foi encontrado no lado brasileiro.

A deportação está prevista na portaria do Ministério da Justiça que, na última quinta-feira (2), estendeu por mais trinta dias o fechamento das fronteiras do Brasil com oito países da América do Sul.

Quatro toneladas de alimentos e três veículos foram apreendidos e encaminhados para a alfândega da Receita Federal, em Foz do Iguaçu.

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Veja o decreto sobre lojas comercial aberta em cascavel todas até 9 funcionários

Prefeito de Cascavel baixou decreto sobre o que pode e nao pode abrir nesses tempos de coronavírus.

Veja abaixo

Decreto 40.583 – Final.pdf

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BOLSONARO: O homem que peitou o Exército e desafia a democracia

A polêmica na política brasileira de hoje em dia tem nome e sobrenome: Jair Bolsonaro. Suas manifestações, dentro ou fora do Congresso, vêm despertando, cada vez mais, sentimentos extremados de ódio e paixão. Não há como ignorar o impacto de seu ideário — assumidamente conservador e reacionário — e confinar Bolsonaro ao terreno jocoso, como algo folclórico ou mesmo fascista.

Jogar luz sobre sua trajetória, da infância humilde no interior de São Paulo aos voos cada vez mais altos, passando pela explosiva carreira militar, é justamente o objetivo do livro BOLSONARO: O homem que peitou o Exército e desafia a democracia, escrito pelo jornalista Clóvis Saint-Clair, que chega às livrarias no início de agosto. Feito com técnica de pesquisa jornalística, este perfil de Jair Bolsonaro reúne detalhes de sua vida pessoal e pública que, superpostos, resultam num inédito retrato do deputado que quer comandar o país.

Passagens de sua infância, da vida em família e de seu período na caserna se somam a aspectos de sua personalidade na composição do personagem. Nada de relevante escapou ao autor: os embates, as polêmicas, a formação do clã, o aumento do número de eleitores e o crescimento do patrimônio de Bolsonaro e da família estão entre os assuntos abordados no livro.

A transcrição na íntegra de algumas de suas entrevistas e pronunciamentos também ajuda a desvendar o que há por trás do véu da histeria que encobre o ex-capitão. Mostra, entre outras coisas, que, para ele, a polêmica é uma plataforma política, alimentada por sua metralhadora giratória apontada com mais frequência para gays, negros e mulheres.

Bolsonaro, o homem que peitou o Exército e desafia a democracia é um importante trabalho jornalístico já que, até aqui, sua história havia sido registrada tão somente de forma pontual pela ótica de quem o ama ou dos que o detestam. Conhecer o personagem central do livro é essencial para se entender melhor o conturbado momento que o país atravessa, suas causas e possíveis consequências.

O AUTOR

Clóvis Saint-Clair tem 50 anos, é carioca, jornalista, com passagens pelas redações das revistas “Veja” e “Época”, e dos jornais “O Dia”, “Extra” e “Jornal do Brasil”, onde atualmente é editor de Cidade. Trabalhou nas assessorias de comunicação da Fundação Telos, da Editora Record e da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Hoje, também atua como roteirista e é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da UFF.

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Bolsonaro tem aprovação de 33% e reprovação de 39% na gestão da crise do coronavírus, diz Datafolha

Bolsonaro tem aprovação de 33% e reprovação de 39% na gestão da crise do coronavírus

Bolsonaro tem aprovação de 33% e reprovação de 39% na gestão da crise do coronavírus

Pesquisa Datafolha publicada nesta sexta-feira (3) pelo jornal “Folha de S.Paulo” mediu a avaliação do desempenho do presidente Jair Bolsonaro, dos governadores e do Ministério da Saúde na condução da crise do coronavírus.

A pesquisa foi realizada por telefone com 1511 pessoas entre quarta-feira (1º) e sexta-feira (3) em todas as regiões do país. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Veja abaixo os resultados:

Avaliação de Bolsonaro

  • Ótimo/bom: 33%
  • Regular: 25%
  • Ruim/péssimo: 39%
  • Não sabe/não respondeu: 2%

No levantamento anterior, divulgado no dia 23 de março, a aprovação de Bolsonaro era de 35% e a reprovação era de 33%.

Avaliação do Ministério da Saúde

  • Ótimo/bom: 76%
  • Regular: 18%
  • Ruim/péssimo: 5%
  • Não sabe/não respondeu: 1 %

No levantamento anterior, a aprovação do Ministério da Saúde era de 55% e a reprovação era de 12%.

Avaliação dos governadores

O Datafolha pesquisou também a avaliação sobre as ações dos governadores na crise. Os resultados foram:

  • Ótimo/bom: 58%
  • Regular: 23%
  • Ruim/péssimo: 16%
  • Não sabe/não respondeu: 2%

Na pesquisa anterior os governadores tinham aprovação de 54% e reprovação de 16%.

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Coronavírus: Paraná registra 50 novos diagnósticos, e número de casos chega a 307, aponta boletim

O Paraná registrou 50 novos casos de coronavírus entre quinta-feira (2) e sexta-feira (3), segundo boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Com isso, o número de diagnósticos da Covid-19 chegou a 307 no estado.

De acordo com a Sesa, um caso foi excluído do levantamento porque havia sido registrado duas vezes, em Curitiba. Por este motivo, o número de novos casos registrados na comparação com o boletim anterior é 50, e não 49.

Cinco mortes foram registradas no Paraná por conta da Covid-19, segundo a secretaria. A taxa de letalidade da doença no estado é de 1,6% — abaixo da taxa nacional, que é de 4%, segundo o Ministério da Saúde.

quinta morte foi confirmada em Londrina, no norte do estado, e se trata de um homem de 37 anos, que tinha hipertensão, obesidade e pré-diabetes, segundo a prefeitura da cidade.

Entre todos os pacientes diagnosticados com o novo coronavírus, 57 estão internados, sendo 36 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A Sesa investiga ainda outras 411 suspeitas da Covid-19 no estado. Desde o início do levantamento, a secretaria descartou 4.182 casos.

Novos diagnósticos

Mais seis municípios paranaenses confirmaram o primeiro caso do novo coronavírus nesta sexta-feira: Sarandi, Araruna, Campina Grande do Sul, Campo Magro, Piraquara e Colombo. Ao todo, 56 cidades do estado tem ao menos um diagnóstico.

No novo boletim, a Sesa também registrou 16 novos casos em Curitiba, 10 em Foz do Iguaçu, três em Londrina, e dois em Medianeira, Maringá, São José dos Pinhais e Cascavel.

Araucária, Paranaguá, Pinhais, União da Vitória, Campo Mourão, Telêmaco Borba e Cambé somaram um novo caso cada.

Veja o número de casos por cidade a seguir:

  • Curitiba: 114
  • Londrina: 30 (uma morte)
  • Foz do Iguaçu: 22 (Foz do Iguaçu segue com 23 casos).
  • Cascavel: 15 (uma morte)
  • Maringá: 15 (duas mortes)
  • Cianorte: 11
  • Campo Mourão: 9 (uma morte)
  • Pinhais: 6
  • São José dos Pinhais: 6
  • Campo Largo: 5
  • Ponta Grossa: 4
  • Telêmaco Borba: 4
  • Almirante Tamandaré: 3
  • Paranavaí: 3
  • Medianeira: 3
  • Arapongas: 2
  • Pato Branco: 2
  • Guaíra: 2
  • Umuarama: 2
  • Quatiguá: 2
  • Marechal Cândido Rondon: 2
  • Araucária: 2
  • Cambé: 2
  • União da Vitória: 2
  • Paranaguá: 2
  • Assis Chateaubriand: 1
  • Ibaiti: 1
  • Francisco Beltrão: 1
  • Fazenda Rio Grande: 1
  • Matinhos: 1
  • Quatro Barras: 1
  • Lapa: 1
  • Faxinal: 1
  • Rio Negro: 1
  • Guarapuava: 1
  • Iretama: 1
  • Mariópolis: 1
  • Verê: 1
  • Contenda: 1
  • Rio Branco do Sul: 1
  • Peabiru: 1
  • Terra Rica: 1
  • Terra Boa: 1
  • Castro: 1
  • Goioerê: 1
  • Palmeira: 1
  • Mandirituba: 1
  • Leópolis: 1
  • Cornélio Procópio: 1
  • São Manoel do Paraná: 1
  • Sarandi: 1
  • Araruna: 1
  • Campina Grande do Sul: 1
  • Campo Magro: 1
  • Piraquara: 1
  • Colombo: 1
  • Residentes fora com diagnósticos no Paraná: 6

Casos pelo Brasil

O Brasil tem 9.056 casos do novo coronavírus, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados na tarde desta sexta-feira. O vírus já causou a morte de 359 pessoas no país.

Foram 1.146 novos casos confirmados entre quinta-feira e sexta-feira — o maior número de diagnósticos reportados desde o início da série. O Brasil também confirmou outras 60 mortes.

Microscópio mostra amostra de primeiro caso do coronavírus Sars-Cov-2 nos EUA, isolado em laboratório.  — Foto:  Hannah A Bullock; Azaibi Tamin/CDC

Microscópio mostra amostra de primeiro caso do coronavírus Sars-Cov-2 nos EUA, isolado em laboratório. — Foto: Hannah A Bullock; Azaibi Tamin/CDC

Com G 1

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Homem com Covid-19 é detido por desrespeitar isolamento e fica detido do lado de fora da delegacia para evitar transmissão no Paraná

Homem ficou detido do lado de fora de delegacia para evitar a contaminação dos presos e funcionários do local, em Paranavaí — Foto: Reprodução/RPC

Um homem foi detido, na tarde desta sexta-feira (3), em Paranavaí, na região noroeste do Paraná, por descumprir a medida de isolamento domiciliar depois de testar positivo para o novo coronavírus.

Para evitar a contaminação com os demais presos e funcionários da delegacia, ele ficou detido em uma cadeira, do lado de fora da cadeia.

O Paraná registrou 50 novos casos de coronavírus entre quinta-feira (2) e sexta-feira (3), segundo boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Com isso, o número de diagnósticos da Covid-19 chegou a 307 no estado. Desse total, três moram em Paranavaí.

O homem foi detido pelos policiais quando tinha acabado de sair de casa. Conforme a Polícia Civil, a secretaria de Saúde da cidade já tinha recebido várias denúncias de que ele não estava cumprindo o isolamento domiciliar.

Conforme a secretaria, o paciente procurou atendimento médico no dia 26 de março, quando começou a apresentar alguns sintomas como febre, tosse e dor no corpo.

Ele vai responder por ter infringido uma determinação do poder público para impedir a propagação da doença contagiosa, conforme a Polícia Civil. Se for condenado, pode pegar uma pena de um mês a um ano de prisão e ainda receber multa.

Depois de ficar na cadeira, ele prestou depoimento e preencheu um Termo Circunstanciado, se comprometendo a manter o isolamento social pelo menos até o dia 8 de abril, e foi liberado.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que o paciente também foi notificado judicialmente e tem 24 horas para justificar a saída dele de casa. Se a justificativa não for aceita, os promotores podem abrir uma ação e pedir a aplicação de multa para cada vez que ele sair novamente de casa.

Com G 1