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OPINIÃO

RACISMO ABOMINÁVEL

Muito se tem comentado sobre racismo nos dias atuais, principalmente depois do assassinato de George Floyd, um negro, por um policial branco em Minneapollis, EUA. Depois do infausto episódio aconteceram centenas de manifestações contra o racismo em várias parte do mundo, inclusive no Brasil.

Foz do Iguaçu não poderia ficar ausente de tal protesto, e só lamentei ser do grupo de risco para a pandemia, o que me impossibilitou de lá estar.

Tenho pesquisado muito a respeito do tema, e ontem à noite terminei de assistir à Série da Netflix, “Olhos que condenam”.

Ao final da mesma não tive como segurar as lágrimas por ter conhecido a história de cinco jovens negros que foram acusados injustamente de terem estuprado uma mulher branca.

A história, verídica, ficou conhecia como a dos “cinco do Central Park” e acrescentou ingredientes perversos como vaidade, sociopatia, egoísmo, oportunismo e manipulação da opinião pública ao já inaceitável caldo de preconceito racial, que ainda é muito presente na atualidade.

Todos eles passaram anos em prisões, tendo sofrido agressões de toda sorte dentro das mesmas. Foram 14 anos, até que o autor do estupro decidisse contar que não foram os cinco rapazes que o praticaram.

Um lance que me revoltou muito foi a atitude de Donald Trump, à época um bilionário em busca de notoriedade, que publicou anúncio pago em diversos jornais americanos propondo que os cinco acusados recebessem a pena de morte.

Apesar de terem recebido uma indenização de 41 milhões de dólares do Estado de New York, o sofrimento e a humilhação que sofreram causou danos irreparáveis em suas vidas.

Nenhum ser humano pode ficar indiferente a situações como esta. Todo o meu repúdio ao racismo e à discriminação.

 

 

 

José Elias Aiex Neto é médico psiquiatra e colaborador eventual deste blog.

 

1 resposta em “OPINIÃO”

Antes de falarmos em racismo ou crimes políticos, policiais ou seja lá o que for, devemos verificar a vida pregressa (“capivara’) do cidadão, pois é muito fácil falar e tentar se promover às custas de noticiários e “falácias do momento”, principalmente os contidos e divulgados pela imprensa tendenciosa.

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