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Sistema de saúde de Foz está muito próximo do colapso, alerta diretor do Samu

“Sistema já transbordou, e agora já está gota a gota, pronto para derramar” alerta o Dr. Moisés Carvalho dos Santos.

O sistema de saúde de Foz do Iguaçu está próximo ao colapso. A informação foi confirmada à Rádio Cultura pelo diretor do Samu, o médico Dr. Moisés Carvalho dos Santos. “Dois, três, pacientes a mais o sistema pode entrar em colapso total” alertou.

Segundo Santos, o Samu já está com a capacidade máxima de atendimento. “No momento, (por volta das 11h20) só tem uma viatura na base, todas as outras estão na rua” salientou. “Já passamos do limite de atendimento, as equipes já estão trabalhando bastante desgastadas devido ao número de atendimento, estressadas” ponderou.

De acordo com o médico, o foco do atendimento tem sido apenas pacientes de Covid-19. “O foco do nosso atendimento são os pacientes de Covid, com Covid, com sequelas de Covid, suspeito de Covid” disse. Além disso, ele destaca que os pacientes com outras comorbidades estão chegando em estado mais grave porque estão demorando mais para buscar atendimento.

“Eles refutam em procurar atendimento, por receio de pegar a Covid-19 na unidade de saúde. Essa situação é bastante preocupante, porque além da Covid estar recrudescendo, os casos de outas doenças, são casos mais graves também” lamentou.

O médico também destaca que além da falta de leitos, o sistema também está sentindo a falta de profissionais. “Nossos profissionais estão se contaminando com a Covid-19. Vários profissionais estão se contaminando, bem nesse momento que a pandemia está recrudescendo. Isso é muito importante, é muito significativo, porque diminui o tamanho da equipe de atendimento, e dificulta e causa demora no atendimento do paciente que precisa.

“Estamos em uma situação no limite, ainda estamos conseguindo colocar o doente no leito em situação grave, mas o sistema já transbordou, e agora já está gota a gota, pronto para derramar” disse.

O médico apela para que as pessoas evitem aglomerações. “Cada vez que eu saio para atendimento a noite, vejo grandes aglomerações, isso traz uma grande preocupação para nós” disse. “Agora nesse momento não tem que sair pra rua, fica mais isolado, não vai fazer aglomeração, não é momento de festa” advertiu.

 

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