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Dois vereadores e presidente da Autarquia Municipal de Trânsito de Ponta Grossa são presos pelo Gaeco

Vereador de Ponta Grossa chega à sede do Gaeco após mandado ser cumprido — Foto: André Salamucha/RPC

Vereador de Ponta Grossa chega à sede do Gaeco após mandado ser cumprido — Foto: André Salamucha/RPC

Dois vereadores e o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito de Ponta Grossa, nos Campo Gerais do Paraná, foram presos em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), nesta terça-feira (15).

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) investiga possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, fraude a licitação e tráfico de influência supostamente praticados por empresários, servidores públicos e vereadores.

Foram presos os vereadores Ricardo Zampieri (Republicanos) e Valtão (PRTB).

A defesa do vereador Valtão informou que não irá se manifestar, pois ainda não teve acesso às investigações.

Em nota, a defesa de Ricardo Zampieri afirmou que vereador nega qualquer tipo de irregularidade, desvio de conduta ou possível fraude e disse, ainda, que os esclarecimentos serão prestados junto às autoridades.

Os dois integraram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a contratação de empresa pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes do Município (AMTT) para a implantação e operação do “Estar Digital” . Zampieri era o presidente e Valtão o relator da investigação da Câmara.

Conforme autorização da Justiça, Valtão ficará preso preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, e a Zampieri por cinco dias. O mandado de prisão contra o presidente da AMTT também é temporário, válido por 5 dias.

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A REPÚBLICA DAS MILÍCIAS – Dos esquadrões da morte á era Bolsonaro

O que fazia o policial Fabrício Queiroz antes de se tornar conhecido em todo o país como aliado de primeira hora da família Bolsonaro? E o líder miliciano Adriano da Nóbrega, matador profissional condecorado por Flávio Bolsonaro e morto pela polícia em 2019? E o ex-sargento Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e morador do mesmo condomínio do presidente da República na Barra da Tijuca? Os três foram protagonistas de uma forma violenta de gestão de território que tomou corpo nos últimos vinte anos e ganha neste livro um retrato por inteiro: as milícias. Eles são apresentados ao lado de policiais, traficantes, bicheiros, matadores, justiceiros, torturadores, deputados, vereadores, ativistas, militares, líderes comunitários, jornalistas e sobretudo vítimas de uma cena criminal tão revoltante quanto complexa.
O livro se constrói a partir de depoimentos de protagonistas dessa batalha. São entrevistas que chocam pela franqueza e riqueza de detalhes, em que assassinatos se sucedem e as ligações entre policiais, o tráfico, o jogo do bicho e o poder público se mostram de forma inequívoca. Num cenário em que o Estado é ausente e as carências se multiplicam, a violência se propaga de forma endêmica, mas deixa no ar a questão: qual a alternativa?
A resposta está longe de ser simples. Sobretudo num país de urbanização descontrolada e cultura política permeável ao autoritarismo. Dos esquadrões da morte formados nos anos 1960 ao domínio do tráfico nos anos 1980 e 1990, dos porões da ditadura militar às máfias de caça-níquel, da ascensão do modelo de negócios miliciano ao assassinato de Marielle Franco, este livro joga luz sobre uma face sombria da experiência nacional que passou ao centro do palco com a eleição de Jair Bolsonaro à presidência em 2018.
Mistura rara de reportagem de altíssima voltagem com olhar analítico e historiográfico, A república das milícias expõe de forma corajosa e pioneira uma ferida profundamente enraizada na sociedade brasileira.

A república das milícias é leitura obrigatória. Livro importantíssimo.

E o Língua prepara-se para salgar a mixaria, aos poucos vamos desacelerando… Torcer para que em 2001 a pandemia seja contida e o ímprobo-mor da fronteira entre em cana.

Amém.

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Investigado na Operação Fura-Fila do SUS, Ganso Sem Limite é detido novamente pela Polícia Civil

Segundo a DECCOR, o ex-vereador e ex-assessor parlamentar estava orientando as testemunhas para mentir no curso da investigação

Na manhã desta terça-feira (15) a Polícia Civil do Paraná, através da DECCOR – Divisão Estadual de Combate a Corrupção, núcleo de Cascavel, cumpriu mandado de prisão preventiva contra um investigado no caso referente a “fura fila do SUS”.

No desenrolar do processo, foi realizada análise do celular do ex-vereador e ex-assessor parlamentar Jeovane José Machado, que mostrou que ele tentou orientar o familiar de uma pessoa que havia feito cirurgia em Cascavel a dar determinado endereço e que apagou conteúdo de mensagens.

 

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Mesmo após operação da Polícia Federal, corrupção no TJ da Bahia continuou, afirma PGR

Operação Faroeste: STJ manda prender desembargadoras da BA; Secretário da SSP é afastado
Operação Faroeste: STJ manda prender desembargadoras da BA; Secretário da SSP é afastado

Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que a deflagração das primeiras fases da Operação Faroeste não interrompeu a “corrupção sistêmica” no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), mas diminuiu a “concorrência” entre desembargadores investigados.

A operação apura um suposto esquema de venda de sentenças para a legalização de terras griladas no Oeste do estado, que, segundo a investigação, envolvia o uso de laranjas e empresas para dissimular benefícios obtidos ilicitamente.

Nesta segunda-feira (14), a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) deflagaram uma nova etapa da Operação Faroeste, que incluiu pedidos de prisão temporária de duas desembargadoras do TJ da Bahia. A nova etapa foi autorizada pelo ministro Og Fernandes, do STJ. Antes da operação desta segunda (14), a quinta fase da operação, em 24 de março, cumpriu 11 mandados expedidos, três deles de prisão temporária e outros oito de busca e apreensão. Na primeira fase, em novembro do ano passado, o presidente do tribunal e cinco magistrados foram afastados.

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Fachin suspende alíquota zero para importação de revólveres e pistolas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STFEdson Fachin suspendeu, nesta segunda-feira (14), a alíquota zero para a importação de revólveres e pistolas. A isenção tinha sido definida na última semana pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, mas só passaria a valer no próximo dia 1º de janeiro.

Com a decisão de Fachin, fica mantido o imposto de importação atual, que é de 20% sobre o valor da arma. Fachin também determinou que a decisão individual seja submetida à análise do plenário do Supremo, em data a ser definida.

A suspensão atende a um pedido do PSB, que contestou o ato do governo em ação apresentada na semana passada. Após a decisão, o advogado Rafael Carneiro, que assinou a ação do partido, afirmou que o decreto colocava em risco a segurança da sociedade.

“O Supremo, mais uma vez, age com celeridade para preservar os valores da nossa Constituição Federal. Essa resolução colocava em risco a segurança da coletividade, ao facilitar a inserção de armas no mercado. Além disso, não havia nenhum interesse social em zerar a alíquota de importação de armas em um país que paga altos impostos sobre outros itens essenciais”, disse.

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ENTRE PRAZOS E CERTEZAS

O supremo ministro Ricardo Lewandowski atribuiu o prazo de 48 horas para que o Ministério da Saúde apresente as datas de cada etapa do plano de vacinação contra a covid-19. O magnânimo ministro apenas se esqueceu de perguntar se já há vacina comprovadamente aprovada, com eficácia e segurança, para aplicar na população brasileira. Não estará o dito magistrado colocando a carroça na frente dos bois? Como desenvolver um plano de vacinação sem vacina?

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Legislativo abandona a ideia de jerico de dar posse ao prefeito em hotel de luxo

Leia o comunicado da Câmara Municipal:

Devido a pandemia, posse do prefeito de Foz será no plenário da Câmara e sem público

Diante das restrições impostas por conta do agravamento da pandemia da Covid-19 neste fim de ano, a posse dos vereadores, prefeito e vice-prefeito de Foz do Iguaçu será em sessão online, com transmissão ao vivo. O ato ocorrerá no dia 1º de janeiro no plenário da Câmara a partir das 14h e sem a presença de público. A decisão do presidente da Câmara, Beni Rodrigues, leva em consideração os números crescentes de casos e as medidas adotadas pelo Governo do Estado, além dos decretos municipais que limitam o número de pessoas em eventos.
O artigo 57 da Lei Orgânica do Município exige a realização de sessão solene para a posse. Por conta disso, em junho, o Poder Legislativo iniciou um processo para locação de espaço adequado e contratação de serviços necessários. Isso ocorreu porque o plenário da Câmara não comporta a quantidade mínima de pessoas se considerada a capacidade limite e o distanciamento. O processo iniciado antes das eleições obedeceu a todos os critérios legais.
Quando da decisão, esperava-se que os números da pandemia estivessem melhores e que se mantivesse a flexibilidade para ocupação de espaço em até 50% da capacidade. Entretanto, diante do atual momento, as contratações foram revogadas nesta segunda-feira (14), a posse será na Câmara em sessão virtual e com transmissão ao vivo pelos canais e redes oficiais.

 

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Vacinação já

Basta do descaso homicida de Bolsonaro! Quase nada mais importa que imunização

Folha de São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro em exposição dos trajes usados na posse – Pedro Ladeira/Folhapress

Passou de todos os limites a estupidez assassina do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia de coronavírus. É hora de deixar de lado a irresponsabilidade delinquente, de ao menos fingir capacidade e maturidade para liderar a nação de 212 milhões de habitantes num momento dramático da sua trajetória coletiva. Chega de molecagens com a vacina!

Mais de 180 mil pessoas morreram de Covid-19 no Brasil pela contagem dos estados, subestimada. A epidemia voltou a sair do controle, a pressionar os serviços de saúde e a enlutar cada vez mais famílias. Trabalhadores e consumidores doentes ou temerosos de contrair o mal com razão se recolhem, o que deprime a atividade econômica. Cego por sua ambição política e com olhos apenas em 2022, Bolsonaro não percebe que o ciclo vicioso da economia prejudica inclusive seus próprios planos eleitorais.

O presidente da República, sabotador de primeira hora das medidas sanitárias exigidas e principal responsável por esse conjunto de desgraças, foi além. Sua cruzada irresponsável contra o governador João Doria esbulhou a confiança dos brasileiros na vacina. Nunca tão poucos se dispuseram a tomar o imunizante, segundo o Datafolha.

Abandonada pelo governo federal, a população brasileira assiste aflita ao início da imunização em nações cujos líderes se comportam à altura do desafio. Não faltarão meios jurídicos e políticos de obrigar Bolsonaro e seu círculo de patifes a adquirir, produzir e distribuir a máxima quantidade de vacinas eficazes no menor lapso temporal.

O caminho da coerção, no entanto, é mais acidentado e longo que o da cooperação entre as autoridades federais, estaduais e municipais. Perder tempo, neste caso, é desperdiçar vidas brasileiras, o bem mais precioso da comunidade nacional.

Basta de descaso homicida! Quase nada mais importa do que vacinas já —e para todos os cidadãos.