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MPE ELEITORAL MANIFESTA-SE PELO PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO PARA INVESTIGAR PSC DE FOZ

A batata do vereador Maninho continua assando…

Diante do exposto, o Ministério Público Eleitoral manifesta-se pelo afastamento das preliminares suscitadas pelos investigados, com o prosseguimento do feito em seus ulteriores termos.
Foz do Iguaçu, 26 de fevereiro de 2021.
(assinado digitalmente)
ANDRÉ GUSTAVO DE CASTRO RIBEIRO
Promotor de Justiça Eleitoral

AIJE 0600594-70.2020.6.16.0046 – Marcio Rosa e O. x PSC

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Boletim 28/02/2021: Foz registra 202 novos casos de Coronavírus em 24 horas

A Vigilância Epidemiológica de Foz do Iguaçu confirma na data de hoje, 28/02/2021, 202 casos de COVID-19, totalizando 26.330 casos da doença no município. Deste total, 24.977 pessoas já estão recuperadas.
Dos novos casos, 110 são mulheres e 92 homens, com idades entre 7 dias e 76 anos. Dos 202 novos casos, 199 encontram-se em isolamento e 3 internados.
Dos casos confirmados, 800 estão em isolamento domiciliar, com sinais e sintomas leves, e 148 pessoas estão internadas.

Óbitos

Foz do Iguaçu registrou mais 3 óbitos em conseqüência da COVID-19, totalizando 405 mortes pela doença no município. As vítimas são 2 mulheres, 82 e 70 anos, e 1 homem de 59 anos. Os 3 pacientes estavam internados no Hospital Ministro Costa Cavalcanti.

Com AMN.

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Vereador critica combate à covid-19 mas tenta ‘jeitinho’ para internar o pastor de sua igreja de Umuarama em Maringá

Rafael Rosa, auxílio emergencial, execuções e, agora “jeitinho” para internar pastor

Do Angelo Rigon

O vereador Rafael Roza Camacho (Pros), que nas redes sociais ataca as medidas de combate à covid-19, tem postura diferente quando a doença chega à sua igreja, à qual doou milhares de reais através de cartão de crédito pelo qual está sendo executado pela Caixa Econômica Federal.

Há diminuição drástica de leitos para covid disponíveis em Maringá e região, mas apesar disso o vereador Rafael Roza intercedeu ontem junto à Central de Leitos, para internar o pastor Robinson Gomes, 43, da Igreja Bola de Neve de Umuarama, que pertence a outra regional de saúde. O “jeitinho” contrasta com promessas de campanha. Na campanha eleitoral ele dizia que nunca dependeu “de favores ou de jeitinhos”.

Vereador menos votado da eleição de 2020, Roza também foi flagrado como beneficiário do auxílio emergencial, apesar de posar de empresário de sucesso. Pessoas ligadas a ele, como a sua mãe e a mãe de um de seus assessores, também solicitaram o auxílio emergencial, de forma indevida. Ele defendia a exoneração de servidores que recebessem auxilio indevidamente.

Uma de suas últimas postagens em rede social foi criticando as medidas restritivas adotadas pelo município e pelo governo do estado, inclusive criticando o Ministério Público por orientar a realização de cultos e missas online. Citou inclusive que as igrejas estavam seguindo todas as regras de higienização e que nenhum surto de covid foi registrado nas igrejas.

Pastor Robinson Gomes, de Umuarama, por quem Roza intercedeu 

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Baile funk é encerrado, tabacaria interditada e 76 pessoas são multadas por aglomeração, em Foz do Iguaçu

   Tabacaria e 72 pessoas foram multadas por descumprirem medidas sanitárias, em Foz do Iguaçu — Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu/Divulgação

Tabacaria e 72 pessoas foram multadas por descumprirem medidas sanitárias, em Foz do Iguaçu — Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu/Divulgação

A equipe de fiscalização da prefeitura encerrou um baile funk, interditou uma tabacaria, autuou um estabelecimento comercial e multou 76 pessoas por descumprirem as medidas sanitárias previstas no decreto municipal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, para combate à Covid-19.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, até este domingo (28), a cidade soma 405 mortes por Covid-19 e 948 casos ativos da doença. A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é de 101,90% e da enfermaria está em 92,86% na ala Covid-19.

De acordo com a prefeitura, a tabacaria interditada fica no Jardim Lancaster e foi autuada, na noite desta sexta-feira (26), por aglomeração durante fiscalização.

A equipe do município também autuou um estabelecimento comercial. As pessoas que frequentavam esses ambientes foram identificadas e serão multadas pelo descumprimento das normas em vigor.

Os fiscais ainda encerraram um baile funk com mais de 50 pessoas, no bairro Cidade Nova. Com a chegada das equipes, os adolescentes que estavam na festa fugiram do local.

Com G 1 PR

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Nossos representantes são como um ‘clube dos cafajestes’

É como se chamava um grupo de ricaços boêmios do Rio nos anos 50

Um ano depois do primeiro caso de Covid no Brasil, vivemos o momento mais grave da pandemia. Um ano inteiro de sacrifícios, dor e morte não serviram para nada. Caso único no mundo. Estaca zero. Andamos em círculos. Falta vacina. Falta leito. Falta ar. E vai piorar.

Mas nada disso tira o sono do dinheiro grosso no Brasil, que só chiou com a intervenção militar na Petrobras. Para compensar a corda esticada, Bolsonaro oferece a Eletrobras e os Correios na bacia das almas.

No campeonato de canalhice da República, é difícil superar Paulo Guedes e a pressão pela aprovação da PEC emergencial, tentativa de assalto aos direitos sociais inscritos na Constituição.

A Câmara deu mais uma contribuição ao festival de tapas na cara da sociedade ao articular a tal PEC da impunidade, digo, da imunidade de suas excelências. Confundem exercício do mandato e liberdade de expressão com licença para cometer crimes. O Judiciário não poderia ficar de fora desse “e daí ?” geral, com o benevolente acolhimento dispensado ao senador e primeiro-filho.

Nos anos 1950, um grupo de ricaços boêmios do Rio de Janeiro ficou conhecido como o “Clube dos Cafajestes”. A crônica carioca de então registra que eles aprontavam em festas de arromba com muita bebida e mulheres. Cafajestes??? Que injustiça com os playboys de outrora.

Cristina Serra

Cristina Serra é paraense, jornalista e escritora. É autora dos livros “Tragédia em Mariana – a história do maior desastre ambiental do Brasil” e “A Mata Atlântica e o Mico-Leão-Dourado – uma história de conservação”.

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Internado

O médico pediatra Alceu Bisseto, que chefiou a 9a Regional de Saúde em Foz do Iguaçu, está internado no hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba.
Ele foi Secretário Municipal de Santa Izabel do Oeste e veio para Foz do Iguaçu a convite do ex prefeito Alvaro Neumann, e era governador Jaime Lerner. Daqui seguiu para Curitiba onde trabalha na Secretaria de Estado da Saúde e Prefeitura local.
Ele está com Covid 19 e enfrenta na UTI as turbulências desta doença.

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Maringá pode adotar barreira sanitária: ambulância de cidade que não respeitar decreto não entrará na Cidade Canção

Ambulâncias de cidades cujos prefeitos não estão respeitando o decreto do governo do estado no enfrentamento à covid-19 não poderão entrar em Maringá em busca de atendimento médico para a doença. A decisão foi tomada pelo prefeito Ulisses Maia (PSD), depois que a prefeita de Mandaguari, Enfermeira Ivonéia, afrouxou as medidas anunciadas anteriormente. Também Cianorte, que havia anunciado cumprir a ampliação do toque de recolher, pode ter problemas se tiver que trazer pacientes para Maringá.

Maringá terá barreiras sanitárias, anunciou o prefeito em um grupo de mensagens entre prefeitos. “Cidade que não respeitar o decreto do governo do estado terá que arcar com as consequências. Ambulância de cidade que não está respeitando o decreto não vai entrar aqui. Será assim. Todos prefeitos recebendo pressão. É fácil liberar. Então quem fizer isso que arque com as consequências. Assim será. Estamos num pacto pela vida!”, teria comentado o prefeito.

PS – São Carlos do Ivaí também foi citada pelo prefeito. “Pessoal, cidades em que os prefeitos não estão respeitando o decreto do governo estadual, deixando tudo funcionar normalmente, não poderão buscar atendimento médico em Maringá para tratar pacientes com o vírus. Já estamos organizando barreiras nas entradas da nossa cidade. Ambulâncias de Cianorte, São Carlos do Ivaí e Mandaguari não estão autorizadas a entrar. Esperamos que não seja necessário ampliar a medida. Que a região tenha consciência que o momento requer união na prevenção”, informou.
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Enfermeira Ivonéia ignora decreto estadual e atende empresários

No que pese ser do setor da saúde, prefeita cedeu a pressão comercial

Menos de 36 horas depois de entrar em vigor, a suspensão dos serviços não essenciais em Mandaguari já caiu por terra. Pressionada por empresários, a prefeita Enfermeira Ivonéia Furtado (Cidadania) convocou na manhã deste domingo uma reunião às pressas do comitê municipal de combate à pandemia para discutir o assunto e, contrariando o posicionamento dos profissionais de saúde presentes, decidiu afrouxar as medidas restritivas. Com isso o setor de comércio e serviços poderá funcionar normalmente de segunda à sexta até às 17h30. A única restrição será aos sábados e domingos, quando somente farmácias e postos de combustíveis poderão ficar abertos. Em contrapartida, a partir da próxima semana o toque de recolher passa vigorar a partir das 19 horas. O decreto com a mudança nas regras deve ser publicado nas próximas horas.

Em mensagem de áudio que circula por grupos de WhatsApp um empresário classifica a mudança como “uma vitória” e conclama a categoria para que permaneça em alerta para não aceitar novas decisões que possam vir a ser tomadas pelas autoridades e que contrariem seus interesses.

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Município, até a última sexta-feira, dia 26, Mandaguari havia registrado 1892 casos de covid e acumulava 32 mortes pela doença. Esses números representam um crescimento de 86% na quantidade de casos e 80% nas mortes em pouco mais de 50 dias. Há dois dias o site da prefeitura publicou que o município iria seguir a maioria das medidas decretadas pelo governo do estado. O fato de a prefeita ser do setor de saúde fez com que as pessoas acreditassem.

PITACO: Prefeita fugiu das aulas de Epidemiologia e Infectologia.

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Paraná tem oito deputados co-autores da chamada “PEC da Impunidade” da Câmara Federal

Aline Sleutjes, Stephanes Junior, Vermelho, Felipe Francischini, Sargento Fahur, Ricardo Barros, Schavinatto e Luizão Goulart

Ronildo Pimentel (parça do Bonato) conta no Cabeza News que a matéria conhecida como “PEC da Impunidade”, por ampliar a imunidade de parlamentares deputados e senadores que não poderão ser presos em flagrante, foi assinada pelos deputados Aline Sleutjes (PSL), Stephanes Júnior (PSD), Vermelho (PSD), Felipe Francischini (PSL), Sargento Fahur (PSD), Ricardo Barros (PP), Schavinatto (PP) e Luizão Goulart (Republicanos).

De acordo com a proposta, a prisão em flagrante de deputados federais e senadores só ocorrerá se for relacionado a crimes inafiançáveis explícitos na Constituição, como racismo, tortura e crimes hediondos.

A PEC, elaborada por grupo indicado pelo deputado presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) foi assinada por seu autor Celso Sabino (PSDB-PA) e outros 185 deputados.

A proposta prevê novas regras para a imunidade parlamentar e para a prisão de deputados e senadores. Na prática, a proposta dificultará a prisão dos parlamentares em alguns casos.

A PEC diz respeito ao artigo 53 da Constituição Federal, referente às regras sobre excessos “por opiniões, voz e votos”, e aponta que somente os conselhos de ética do Congresso têm o direito de responsabilizar os parlamentares pelos atos cometidos.

Destaque-se que a relatora deputada Margarete Coelho (PP-PI) fez alterações de última hora que reduziram vários pontos polêmicos, entre eles os que tratam da inelegibilidade e as condições para a prisão em flagrante, propondo a retirada da referência à inviolabilidade, por exemplo.

A “PEC da Impunidade” representa um elemento de defesa dos parlamentares e foi adotada em função da prisão de Silveira, que não teria ocorrido caso a alteração constitucional já estivesse em vigor.

A proposta apontava como crimes inafiançáveis apenas os citados expressamente na Constituição. A redação foi alterada para incluir todos os crimes inafiançáveis “na forma da lei”, o que permite interpretação mais abrangente, como a retirada de uma medida que alterava as condições de inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa.

“As imunidades parlamentares previstas na Constituição de 1988 visavam a proteção do Poder Legislativo contra atos autoritários. São legítimas e fundamentais como proteção à democracia.

O que a Câmara pode aprovar agora é contrário a este espírito e expande o conceito do foro privilegiado para alcançar um sistema penal paralelo, instituindo privilégios e mecanismos de impunidade a parlamentares”.

Na votação que determinou a manutenção da prisão do deputado, na sexta-feira (19), dos co-autores da PEC, votaram contra Aline Sleutjes, Sargento Fahur e Stephanes Junior. Votaram a favor Vermelho, Felipe Francischini, Luizão Goulart e Schiavinato.

PITACO: Ano que vem o deputado Vermelho baterá á sua porta para pedir votos, aí você se lembre disso, e de mais coisas como a presepada da avenida Olímpio Rafain etc,etc. Tá ligado?

 

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OPINIÃO

* Carlos Eduardo de Santi

Fundo do poço

Costumo escrever meus artigos antepondo a ele uma charge que represente, numa imagem com ou sem texto, a essência do assunto que está sendo tratado. Sou fã dos chargistas por sua criatividade e capacidade de transformar temas complexos em mensagens visuais que, muitas vezes, valem mais do que o próprio texto em si! Desta vez, porém, a charge deu lugar a uma representação geométrica de dados, um gráfico, que vai muito além dos números: simboliza a perda de 250 mil vidas por Covid-19 no Brasil. No mundo, já são mais de 2,5 milhões de mortos. É triste, mas é a realidade com a qual nos deparamos.

Completamos nesta semana um ano desde o primeiro caso do novo coronavírus no país (na época a doença ainda nem tinha um nome de batismo), e o momento não poderia ser mais catastrófico. Além dessa terrível marca, tivemos o recorde de mortes em um único dia (25/02) – 1.582 vidas ceifadas! Nesse mesmo dia, coincidentemente, o presidente Jair Bolsonaro estava em visita a Foz do Iguaçu (para fazer um anúncio de revitalização do sistema elétrico de Furnas) fazendo o que se habituou a fazer ao longo da pandemia: causando aglomerações, cumprimentando apoiadores sem utilizar máscara de proteção e atacando seus colegas governadores e prefeitos por tomarem medidas drásticas para tentar conter a propagação do vírus e assim evitar o colapso do sistema de saúde, já na berlinda em muitos estados da federação (inclusive no Paraná).

No dia seguinte, em discurso em Fortaleza-CE, o presidente foi além: acusou governadores que estão tomando tais medidas, como o fechamento do comércio e o toque de recolher noturno, de estarem “fazendo política” e afirmou que quem decretar atos nesse sentido deveria pagar o auxílio emergencial [que deverá ser pago pela União a partir de março] para a população.

Sem ter visitado um único hospital durante todo o período de pandemia, o que demonstra sua completa falta de empatia pelo sofrimento alheio, Bolsonaro segue inflamando seus séquitos a descumprirem as medidas sanitárias preconizadas pela Ciência e pelos órgãos de Saúde e incensando-os a atacar governadores e prefeitos, que por falta de uma liderança nacional responsável e competente, acabaram ficando com a responsabilidade de zelar integralmente pelo bem-estar da população.

A situação é tão lastimável que nem a esperada – e comemorada – chegada da vacina contra o novo coronavírus foi capaz de trazer algum alívio à população. A incompetência do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que inclui sua inabilidade em negociar a compra de vacinas junto aos fabricantes e a total incompetência em planejar e organizar a logística de compra de insumos (que atingiu o seu auge em janeiro, com a falta de oxigênio nos hospitais de Manaus-AM), é diretamente proporcional ao seu despreparo para o cargo que ocupa.

Enquanto essas hordas demoníacas seguem pelo país semeando o caos e a morte entre as famílias, o cidadão de bem, que se cuida, que observa as medidas preventivas visando à proteção do próximo e à sua, que deposita suas esperanças no programa nacional de imunização (o qual caminha a passos de tartaruga), e que precisa do labor para manter o sustento da sua família, volta a sofrer com a paralização compulsória das atividades comerciais. Por que temos que passar por tudo isso de novo?

Temos que ser honestos e reconhecer que falhamos enquanto sociedade, enquanto humanidade. Os bares lotados e as festas clandestinas, inaceitáveis num momento de “guerra”, resumem o egoísmo de muitos. Quando, no início da pandemia, as cidades ficaram às moscas e o sinal de interrogação se fazia presente na mente de cada cidadão, imaginávamos que haveria uma transformação em nossos conceitos e valores; que a solidariedade humana, tão sumida nestes tempos de individualismo digital, prevaleceria e finalmente nos daríamos conta de que a vida é o maior bem que qualquer um de nós possui; que a união de forças faria a diferença e logo superaríamos esse período de trevas. Doze meses foram suficientes para nos mostrar que estávamos enganados. Vamos retornar à estaca zero, e desta vez conscientes de que o culpado não é o vírus, mas o próprio ser humano.

Carlos Eduardo de Santi é médico veterinário, gestor público e colaborador eventual deste blog.

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Prefeitura de Foz do Iguaçu exige teste negativo de Covid-19 para estrangeiros em novo decreto

Estrangeiros e brasileiros que moram nos países da fronteira só poderão circular por Foz do Iguaçu se apresentarem exame negativo para Covid-19 — Foto: Ponte da Amizade

Estrangeiros e brasileiros que moram nos países da fronteira só poderão circular por Foz do Iguaçu se apresentarem exame negativo para Covid-19 — Foto: Ponte da Amizade

A Prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, aceitou todas as medidas restritivas anunciadas pelo governo estadual e ainda incluiu mais normas no decreto municipal publicado na noite de sexta-feira (26). Entre as medidas adicionadas está que os estrangeiros e brasileiros que vivem nos países da fronteira só poderão circular na cidade se apresentarem o teste negativo para Covid-19.

Conforme o decreto, o exame que precisará ser apresentado deverá ser o RT-PCR realizado por instituição ou empresa licenciada pelo país de origem. O teste precisa ser feito até 72 horas antes da pessoa ingressar no município.

Mesmo com essa exigência, o decreto flexibiliza a apresentação do resultado do teste para motoristas que fazem o transporte de passageiros por mototáxis, táxis, vans ou veículos por aplicativos com placas estrangeiras. Neste caso, a obrigatoriedade recai somente sobre os passageiros.

O exame também não será exigido de trabalhadores e empresários que precisam se movimentar entre os países para trabalhar ou morar. No entanto, de acordo com o decreto municipal, será obrigatório a comprovação do local de trabalho ou de residência.

Os comprovantes negativos de exames deverão ser apresentados nos postos de fiscalização estabelecidos pelo município.

O novo decreto ainda proíbe o ingresso de ambulâncias transportando pacientes do exterior, sem a devida comprovação do encaminhamento a uma unidade de atendimento de saúde local, regulado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A medida vem de encontro a situação caótica que o sistema de saúde de Foz do Iguaçu está vivendo. O hospital municipal enfrenta problema de superlotação há mais de 20 dias.

Conforme boletim da Secretaria Municipal de Saúde divulgado na sexta-feira (26), 25.840 moradores foram diagnosticados com a doença, sendo que 24.594 se recuperaram e 399 morreram por complicações da Covid-19.

Na sexta-feira, haviam 108 pessoas internadas em leitos de UTI exclusivos para Covid-19 na cidade, no entanto o município possui 105 leitos intensivos. Com isso, a taxa de ocupação era de 102,58%.

Dos 84 leitos de enfermaria disponíveis para a doença, 80 estavam ocupados, um índice de 95,24%.

Abertura com limite de capacidade

Mesmo com o controle maior, o decreto municipal autoriza a abertura de atrativos turísticos, hotéis e transporte turístico com limitação a 30% da capacidade.

Se o decreto estadual determina o fechamento de todas as atividades não essenciais, em Foz do Iguaçu o comércio varejista pode funcionar por tele-entrega ou por delivery das 8h às 18h.

O transporte coletivo urbano pode operar em escala normal até as 21h, desde que cada veículo só leve 50% da capacidade de passageiros. Todos os ocupantes devem usar máscara e os veículos precisam estar com as janelas e alçapões de teto abertos para ter uma boa circulação de ar.