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PFIZER, AS VACINAS E O IMPASSE

A gigante farmacêutica norte-americana Pfizer, que desenvolveu a vacina com o laboratório alemão BioNTech para o combate ao SARS-CoV-2, o popular “covid”, quer vender vacinas para o Brasil mas apresentou algumas exigências contratuais que estão impedindo o negócio. Uma das cláusulas polêmicas exige que o governo brasileiro seja o único responsável por eventuais demandas judiciais decorrentes de efeitos adversos da vacina. Ou seja, a certeza dos fabricantes em relação aos danos colaterais é tão grande que o laboratório exige que o Brasil se responsabilize por eles, eximindo-os de responsabilidade. Diante desse conflito intransponível, o contrato empacou. Agora, além de Argentina e Venezuela, o Brasil é o terceiro país da América Latina a não aceitar a imposição dos fabricantes. E você, compraria um produto em que o próprio fabricante não assume a responsabilidade pela qualidade? O que te parece? Para quem não lembra, vale a pena pesquisar a história da “droga mágica” Talidomida, medicamento desenvolvido pelo laboratório alemão Chemir Grünenthal que afetou a vida de milhares de pessoas nos anos 1950 e 1960. Como dizem, a diferença entre o remédio e o veneno é a dose, e cá entre nós, na correria da pandemia e na pressa de desenvolver e vender vacinas, só saberemos se a dose está correta mais adiante… e aí poderá ser tarde!

 

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