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ÍNDIO CAIU DO CAVALO

Nos últimos dias a notícia de que índios estariam se organizando para invadir terras alheias no extremo oeste do Estado acabou movimentando as forças policiais e o Poder Judiciário. Fazendeiros da região promoveram medidas de interdito proibitório e liminares foram concedidas sem que a grande imprensa e a maior parte da população tomasse conhecimento dos fatos. A atuação da Justiça Federal, com a celeridade costumeira, resultou no êxito da operação que frustrou o intento dos indígenas que foram flagrados em um ônibus do transporte escolar, ainda de madrugada, na BR277 rumo à Vila Vitorassi, liderados pelo cacique Adriano Tuãn Rokenju Camorro. A alegação do cacique, quando questionado pelos policiais, foi de que ele e os demais estavam indo para a prainha de Santa Terezinha de Itaipu para uma “apresentação artística”. Só esqueceram que na pandemia não estão sendo realizados eventos artísticos naquele espaço… como dizem, a mentira tem perna curta. Após o flagra a PM e a PRF escoltaram os índios para a aldeia Ocoy em São Miguel do Iguaçu. Agora o cacique vai ter que se explicar para o capa preta e contar uma estória mais convincente. Mas pelo que a coluna ficou sabendo, os fazendeiros da região continuam de olhos bem abertos, e preparados para defender suas propriedades de possíveis novas tentativas de invasões.

Leiam a liminar do  doutor juiz Rony Ferreira da 2ª Vara Federal:

liminar_concedida_interdito_proibitorio (1)

 

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Ameaçada de perder o mandato, Mara Boca Aberta arquiva projeto que anula cassação do marido

A vereadora Mara Boca Aberta retirou o projeto de decreto legislativo que anula a cassação de seu marido Boca Aberta, ocorrida em 2017, quando vereador.

Ele é hoje deputado federal pelo PROS. Seu mandato é questionado no TSE por ter sido obtido à revelia da Lei da Ficha Limpa. A decisão está na fila de espera do julgamento colegiado.

A eventual anulação da cassação seria indispensável para ele se manter no cargo.

Mara apresentou o projeto em 22 de fevereiro, uma semana depois recebeu duas representações por quebra de decoro parlamentar – uma delas assinada por este jornalista.

Seu projeto teve parecer contrário da Assessoria Jurídica da Câmara Municipal. Há duas semanas, a relatora na Comissão de Justiça, Jessicão, pediu tempo para rebater o parecer, mas não o entregou. No dia 25, Mara retirou o projeto. A falta do parecer da comissão abre a possibilidade de ela reapresentar o projeto.

A representação desse jornalista aponta uma infinidade de infrações cometidas por Mara ao apresentar seu projeto, violando as constituições federal e estadual, o Código de Ética e o Regimento Interno da Câmara e a Lei Orgânica do Município. Por isso, pedia sua cassação.

O processo de cassação ficou paralisado de 17 a 25 deste mês. A primeira data refere-se ao convite que recebeu da Procuradoria Jurídica da Câmara para se manifestar sobre o processo, mas ela não confirmou o recebimento. O que fez somente no dia em que retirou de pauta, e na surdina, seu projeto. Ela tem dez dias para apresentar, se quiser, sua versão.

O arquivamento do projeto, no entender desse jornalista, não pode ser apresentado como justificativa para encerrar o processo de cassação. As infrações que Mara cometeu – por defender assunto de interesse pessoal e do marido – independem da tramitação do projeto. Ela pecou mortalmente ao apresentá-lo. E deve ser punida por isso.

 

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Novo ministro da Defesa troca comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica

Demissão do ministro da Defesa, como é praxe, leva os comandantes a colocar cargos à disposição

O Ministério da Defesa anunciou nesta terça-feira (30) a saída dos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, que colocaram seus cargos à disposição após a decisão do presidente Jair Bolsonaro de nomear o general Braga Netto ministro da Defesa, em lugar do general Fernando Azevedo e Silva.

A nota do ministério informa que a decisão foi tomada durante reunião com a presença de Fernando Azevedo e Silva, Braga Netto e dos três comandantes substituídos – Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica).

Nesta segunda (29), ao anunciar que deixaria o cargo de ministro da Defesa, Azevedo e Silva agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro a oportunidade de “servir ao país”, integrando o governo por mais de dois anos.

“Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado”, afirmou, destacando que deixa o posto com a certeza de ter cumprido sua “missão”.

Azevedo e Silva também disse ter dedicado total lealdade ao presidente, e agradeceu aos comandantes das Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha), bem como às respectivas tropas, “que nunca mediram esforços para atender às necessidades e emergências da população brasileira”.

 

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Imprensa internacional destaca troca de comando nas Forças Armadas

Mudança abrupta no comando das três Forças surpreendeu o mundo: “Terremoto político sacode o país que já luta com um dos piores surtos de coronavírus do mundo”, apontou o britânico The Guardian

O novo ministro da Defesa, Braga Neto, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Mudança de comando foi o estopim para as tensões desta terça - (crédito: Alan Santos/Presidência)

O novo ministro da Defesa, Braga Neto, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Mudança de comando foi o estopim para as tensões desta terça – (crédito: Alan Santos/Presidência)

mudança de comando nas três Forças Armadas teve ampla repercussão na imprensa internacional. No Exército, deixa o cargo Edson Pujol; na Marinha, Ilques Barbosa; e na Aeronáutica, sai Antônio Carlos Moretti Bermudez. Algumas horas depois do anúncio oficial nesta terça-feira (30/3), o caso já era mostrado com destaque nos portais de alguns dos principais jornais do mundo.

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Xuxa e os direitos humanos

Em sua linguagem utilitarista, presos se equiparam a ratos de laboratório

Xuxa Meneghel
A atriz e apresentadora Xuxa Meneghel – @xuxameneghel no Instagram

Entendi, Xuxa. Entendi que você acha natural que pessoas possam ser usadas como cobaias sem que seja da vontade delas apenas porque você acha que quem está atrás das grades, sob custódia do Estado, não deve ser tratado como gente. Entendi que você não tem discernimento para distinguir justiça de vingança. Entendi que no seu pensamento e linguagem utilitaristas, pessoas se equiparam a ratos de laboratório. A palavra “experimentos” me causou calafrios. Os livros de história mostram onde isso vai dar.

Xuxa de novo: “Mas aí vai vir o pessoal que é dos direitos humanos e vai dizer: ‘não, eles [os presos] não podem ser usados'”. Pois é Xuxa, sou dessa turma. Não somos seita nem partido. Somos pessoas que acreditam em pactos civilizatórios. Gente é gente. Fora ou atrás das grades. Não há o que relativizar. Ou se entende isso ou é barbárie.

Fixa padrões, como seu programa da década de 1980 cheio de clones loirinhos num país de todas as cores. O que Xuxa disse não foi uma frase solta e descuidada. É expressão didática do seu pensamento, explica muito do caldo de cultura que formou milhões de “baixinhos” e aprofunda o abismo em que estamos.

Cristina Serra

Cristina Serra é paraense, jornalista e escritora. É autora dos livros “Tragédia em Mariana – a história do maior desastre ambiental do Brasil” e “A Mata Atlântica e o Mico-Leão-Dourado – uma história de conservação”.

 

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O circo de Gilmar Mendes

 Ministro deu chilique em voto no qual declarou parcialidade do ex-juiz Sergio Moro

As instituições da República merecem respeito; a questão é que, muitas vezes, elas não se dão ao respeito. Um exemplo disto foi a sessão da segunda turma do STF que declarou a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro em atuação no processo do ex-presidente Lula. No julgamento, três dos cinco ministros, além de usarem provas ilícitas (mensagens roubadas por hackers), acrescentaram a afrontosa mentira de dizer que não o estavam fazendo, no exato momento em que o faziam.

ministro Gilmar Mendes deu um show à parte. Descompensado após o sensato voto do ministro Kassio Nunes, que tinha pedido vistas do processo, Gilmar deu um chilique, faniquito ou piti; um troço desses que misturou fúria, choro, berro e teatro: gritou, destratou o ministro Kassio e xingou até o Piauí. As lágrimas brotaram depois, na emoção ao elogiar o advogado de Lula.

Protegidos de pedidos de impeachment pelo acordo de proteção mútua entre os poderes, os ministros do Supremo seguem com seus arroubos autoritários e o STF se firma como a instância máxima garantidora do maior e mais obsceno dos privilégios: a impunidade dos poderosos.

Catarina Rochamonte

Doutora em filosofia, autora do livro ‘Um olhar liberal conservador sobre os dias atuais’ e presidente do Instituto Liberal do Nordeste (ILIN).

 

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Conversa com Pedro Bial

Gilmar Mendes concedeu HC ao fujão Luiz Abi Antoun

Gône
Foi assim que o ex presidente da Renault Nissan Carlos Ghosn pediu a Pedro Bial para pronunciar seu sobrenome na entrevista que a Globo transmitiu.

Como ele concedeu a entrevista desde o Líbano – mesmo com o ‘procura-se’ da Interpol – logo Luiz Abi Antoun (o primo distante de Beto Richa), sem o pedido de prisão que Gilmar Mendes tirou de suas costas no STF, poderá estar nas telinhas da Globo para dar sua versão da escapadela de Londrina para não ser levado a prisão pelas denúncias da Operação Publicano.
Já as Operações Radio Patrulha, Integração e Quadro Negro ainda esperam as palavras de Luiz Abi Antoun.