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PISTA DE ARRANCADÃO EM FOZ É PRIORIDADE?

Inquestionável que a prática esportiva é salutar. Inquestionável que o lazer é ponto importante em qualquer programa de governo. Inquestionável que o automobilismo é prática esportiva que agrega e pode se converter até mesmo em fonte de recursos. Mas é igualmente inquestionável que esse não é o momento – na minha modesta opinião – para o município investir aproximadamente três milhões de reais com a construção de uma pista para arrancadas automobilísticas. A Avenida Portugal, aquela que liga nada a lugar nenhum e foi “obra” do ex-prefeito Reni Pereira, poderia continuar recebendo as atividades esportivas sem a necessidade do município dispor de tantos recursos para a atividade. De se ressaltar que as arrancadas – mesmo na região central – não atraia um público significativo, e passando para a região de Três Lagoas, como está no projeto, a adesão será certamente ainda menor. Mas pelo visto está sobrando dinheiro nos cofres municipais… afinal, saúde, educação, segurança pública, tudo anda maravilhosamente bem na terra das cataratas! Não há queixas e nem necessidades no mundo maravilhoso do casal parahyba, a ponto de colocarem R$ 3.000.000,00 em uma pista asfaltada para o povo queimar pneus e combustível, com veículos barulhentos e motores explosivos, às margens do lago de Itaipu, que atentam até mesmo contra as mais elementares regras de proteção ambiental. Mas vivemos na cidade onde o rabo abana o cachorro, e a “grande obra” certamente estará atendendo a interesses pouco ou nada republicanos. Será que foi elaborado um estudo de impacto ambiental? Será que o Ministério Público atentou para os efeitos colaterais dessa prática esportiva motorizada? Lembro que no passado os ecologistas tanto brigaram que conseguiram retirar do interior do Parque Nacional os voos de helicópteros sob a alegação que o barulho das aeronaves prejudicava os pássaros. E agora? O barulho dos motores dos veículos envolvidos nas arrancadas não vai prejudicar os pássaros e outros animais que vivem no corredor da biodiversidade, no refúgio biológico da Itaipu, que ficam próximos? Dois pesos e duas medidas. Na política tupiniquim é sempre assim. Mas aqui estamos para cobrar, mesmo que sendo uma voz isolada em um oceano de interesses escusos. Com a palavra o Ministério Público, tanto o federal quanto o estadual. Quem se habilita?

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