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VOCÊ JÁ DESEJOU A MORTE DE ALGUÉM?

A Deputada Estadual do Estado de São Paulo, advogada e professora, Janaína Paschoal, certa feita se manifestou em suas redes sociais afirmando que o jornalista e filósofo Hélio Schwartzman, por ter expressamente desejado a morte do Presidente da República em sua coluna no Jornal Folha de São Paulo, não poderia ser processado criminalmente por conta disso. Da mesma forma, tantas outras situações já registraram os desejos mais malévolos de pessoas que se colocam contra o pacto civilizatório que deveria nortear as relações humanas, como em 2015 quando o então Deputado Jair Bolsonaro, às vésperas do processo de impeachment de Dilma, assim se manifestou em uma entrevista sobre o fim do seu mandato: “Eu espero que acabe hoje, infartada ou com câncer, de qualquer maneira. O Brasil não pode continuar sofrendo com uma incompetente, ou ‘incompetenta’ à frente de um país tão grande e maravilhoso”. Pois é… o mundo dá voltas. Mas, voltando a pergunta: podemos desejar a morte dos nossos desafetos? Certamente que sim, e não há crime previsto na legislação vigente. Mas é algo que resulta em progressos para a humanidade? Luiz Sperry, médico psiquiatra, afirma que “todo sujeito é um grande balaio de desejos, de todos os tipos: desejo de ter algo, desejo de ter alguém, desejo de ser alguém e porque não desejo de matar alguém, ou de que alguém morra sem nem mesmo a gente ter que se esforçar para isso. Isso não é algo que esteja presente em algumas pessoas, isso está presente em todas as pessoas.” Em recente episódio o pastor da igreja Assembleia de Deus, José Olímpio, afirmou em sua rede social que orava pela morte do ator Paulo Gustavo, que está internado com covid-19. Após a declaração, a Aliança Nacional LGBTI afirmou que irá processar o evangélico pelo crime de homofobia e discurso de ódio, sob a alegação de que o ator enfermo “é homossexual, vive maritalmente com outro homem e que o casal tem dois filhos, formando assim uma entidade familiar. Com base nisso, consideramos que a fala do referido pastor se caracteriza como incitação ao ódio motivado por LGBTIfobia”. E você, já desejou – ou deseja – a morte de alguém?

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