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O fim da História

Tese do “Fim da História”, criada pelo teórico Francis Fukuyama, foi abandonada rapidamente no mundo político e substituída pela desarmonia

Guilherme Fiuza

Fronteiras do Pensamento/Greg Salibian (via Flickr)

A História acabou na última década do século 20. Ou pelo menos teve gente graduada decretando o seu término. A tese do “Fim da História”, vocalizada inicialmente pelo teórico Francis Fukuyama e depois muito difundida nos meios acadêmicos e no mundo político, enxergava um planeta pacificado no pós-Guerra Fria. A escalada das tensões provenientes da divisão do mundo entre americanos e soviéticos estava encerrada e chegara o momento em que as sociedades não se moveriam mais à base de solavancos políticos.

A segunda metade do século 20 tinha trazido um evidente salto cultural e humanitário – com a ascensão dos códigos de compreensão e tolerância religiosa, racial, política, sexual, etc. Parecia não haver dúvidas de que o mundo chegava ao fim do século com muito menos motivos para brigar.

A tese do Fim da História seria apresentada e lida por muitos como a “paz americana” – em alusão ao triunfo dos EUA sobre a União Soviética ao final da Guerra Fria. Mas essa leitura era enganosa. A História não teria “acabado” por causa de uma afirmação hegemônica norte-americana. Seria, na verdade, a vitória da hegemonia democrática.

 

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