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Moraes afasta delegado que investigava suposta interferência de Bolsonaro na PF

Segundo o ministro do STF, Felipe Leal tentou incluir no inquérito decisões tomadas pelo atual diretor-geral da PF, Paulo Mauirino, que não tinham relação com caso envolvendo Bolsonaro

 (crédito: Nelson Jr./SCO/STF - 11/2/20)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o delegado da Polícia Federal Felipe Leal do inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na corporação.

Em meio à condução do inquérito, segundo Moraes, Felipe Leal tentou incluir à investigação fatos que não estavam relacionados às denúncias apresentadas por Moro, como alguns atos que foram efetivados pelo atual diretor-geral da PF, Paulo Mauirino, que tomou posse em abril deste ano.

O delegado quis, por exemplo, informações sobre a exoneração do ex-superintendente da corporação no Amazonas Alexandre Saraiva, que pediu uma investigação contra o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles após enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra Salles por organização criminosa e favorecimento a madeireiros. Saraiva foi retirado da função também em abril deste ano.

Além disso, de acordo com Moraes, Felipe Leal solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviasse documentos sobre um processo que foi aberto para verificar se a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) emitiram relatórios para orientar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) no caso das rachadinhas.

Além de afastar Felipe Leal, o ministro determinou que Mauirino escolha um novo delegado para cuidar das investigações.

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