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Delação de Toni Garcia rende desbloqueio de bens

Do enviado especial

A delação premiada do empresário Antonio Celso Garcia, conhecido como Toni Garcia, em vários processos abertos na Justiça Federal não foi em vão. Em pelo menos um caso conhecido ela rendeu o desbloqueio de bens que vinha desde 25 de junho de 1997, quando a então juíza da 3. Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Anny Mary Kuss Serrano, tomou essa medida em defesa dos consorciados lesados pelo antigo Consórcio Garibaldi, dirigido por Toni Garcia.

Ainda em 1997, a primeira tentativa de Garcia de preservar seu patrimônio foi a transferência do comando de sua empresa Baltimore S/A para seu irmão Antonio Carlos Garcia. A manobra não convenceu a juíza Anny Mary, que determinou o bloqueio.

Já em dezembro de 2004, a Baltimore fez um acordo com seu credor Antonio Eduardo de Souza Albertini e ofereceu em garantia os imóveis do 32º e 33º pavimentos do Edifício Curitiba Trade Center Office Building, o chamado “Prédio do Relógio”, na rua Carlos de Carvalho, no centro de Curitiba. É nesse local que Toni Garcia costuma dar expediente.

No acordo de delação, o bloqueio desses imóveis foi revogado. Em sua cláusula 22, o acordo estipula que o Ministério Público Federal “protocolizará requerimento específico para levantamento imediato desse gravame”. Pelo MPF, quem assinou o acordo foi o procurador Diogo Castor de Mattos. Já pela Baltimore, foi seu “representante legal”, Antonio Carlos Garcia.

No meio jurídico, a liberação dos imóveis é vista como uma compensação pela delação feita por Toni Garcia.

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Com Zé Beto

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