Categorias
outros

Empresários e banqueiros contra Bolsonaro? Tirem-me o tubo!

Mineiros defendem a democracia, e paulistas, a harmonia dos Três Poderes

Em outubro de 1943, membros da elite liberal de Minas Gerais divulgaram um documento no qual defendiam o fim da ditadura do Estado Novo comandada pelo presidente Getúlio Vargas há 8 anos. Vargas caiu dois anos depois. O documento entrou para a História como o “Manifesto dos Mineiros”.

Diz o novo manifesto lá pelas tantas:

“A ruptura pelas armas, pela confrontação física nas ruas, é sinônimo de anarquia, que é antônimo de tudo quanto possa compreender uma caminhada serena, cidadã e construtiva. A democracia não pode ser ameaçada, antes, deve ser fortalecida e aperfeiçoada. O que se pretende provocar é outro tipo de ruptura: a ruptura através das ideias e da mudança de comportamentos em todas as dimensões da vida”.

Em São Paulo, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) negou o pedido do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para fazer uma nova reunião com representantes de bancos filiados na qual pretendiam voltar a discutir a adesão da entidade ao manifesto em defesa da harmonia dos Três Poderes.

“Diante disso, a Febraban avalia que, no seu âmbito, o assunto está encerrado e com isso não ficará mais vinculada às decisões da Fiesp, que, sem consultar as demais entidades, resolveu adiar sem data a publicação do manifesto.”

Autorizados por Bolsonaro, os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, haviam ameaçado sair da Febraban caso ela não renegasse o manifesto em defesa da harmonia dos Três Poderes. E agora? Vão encarar ou deixar por isso mesmo?

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *