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Em sentença, juiz de Goiás lamenta que ‘se relacionar com putas’ não seja mais um fato ‘de boa reputação’

Em decisão de ação contra mulher que acusou homem de usar drogas e estar com prostitutas, magistrado diz também que PSOL é ‘queridinho do STF’

Em decisão publicada nesta segunda-feira (27) pelo Tribunal de Justiça de Goiás, o juiz Thiago Brandão Boghi afirmou que, no seu tempo, “um homem se relacionar com ‘putas’ era considerado fato de boa reputação, do qual o sujeito que praticava fazia questão de se gabar e contar para todos os amigos” e lamentou que os tempos tenham mudado.

Na mesma sentença, o magistrado afirmou que o ex-deputado federal Jean Wyllys (PT) é queridinho da Rede Globo e que a legenda de esquerda PSOL é “queridinha do STF”.

Sede do Tribunal de Justiça de Goiás
Sede do Tribunal de Justiça de Goiás – Reprodução/Google

Na ação, um homem registrou queixa-crime contra uma mulher que o acusou de usar drogas e “estar com putas”. Em sua decisão, Boghi afirmou que, em seu tempo de juventude, um homem que se relacionava com prostitutas contava para os amigos e “era enaltecido por isso, tornando-se ‘o cara da galera'”. “Lamentável como os tempos mudaram! Agora virou ofensa! Tempos sombrios!”, escreveu o juiz.

“Esses dizeres se deram num contexto em que a querelada, namorada de um primo do querelante que estava com ele no local, supostamente fazendo uso de drogas e se relacionando com ‘putas’, deu um ‘flagra’ no namorado e contou para a amiga, namorada do querelante”, disse o juiz.

Ao afirmar que a imputação de estar com prostitutas não pode ser considerada uma injúria, o magistrado diz que existe um projeto de lei para regulamentar a profissão de prostituta “apresentado pelo ex-deputado federal Jean Wylis —o queridinho da Globo— pelo todo-poderoso PSOL, o queridinho do STF”.

Procurado, Rogério Lourenço, advogado da ré, afirmou: “Considero a sentença acertada no sentido de rejeitar a denúncia nos moldes da defesa apresentada nos autos”.

Luiz Alberto Castro, advogado do autor da ação, não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem. A ação corre em sigilo de Justiça.

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