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Políticos do PT ao PSL confirmam participação em atos contra Bolsonaro

 

Partidos políticos, parlamentares, sindicatos e entidades estudantis vão às ruas neste sábado (2) para um novo protesto contra o governo de Jair Bolsonaro. A expectativa é de que este seja o ato com maior diversidade ideológica partidária desde o início do mandato de Bolsonaro. São esperados militantes e integrantes de siglas que vão do espectro mais à esquerda como o o PT, do ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, e o PSOL,  de Guilherme Boulous, até a direita dos ex-ferrenhos aliados do governo, isto é, o PSL.

Até a tarde desta sexta (1) havia confirmação de integrantes DEM, PSL, MDB, MBL, Cidadania, Podemos, Solidariedade, PSDB, PL e Novo no evento. De acordo com os organizadores, a participação dos partidos fora da esquerdas é considerado um avanço. Os deputados Júnior Bozzella (PSL-SP), José Nelto (Podemos-GO) e Fábio Trad (PSD-MS), por exemplo, confirmaram ao Congresso em Foco que estarão nas ruas.

Procurados pelo Congresso em FocoSimone Tebet (MDB-MT) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE), recém lançados pré-candidatos à presidência, ainda não confirmaram presença.

Enquanto isso, na lista divulgada pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro já constam os nomes dos senadores da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede) e Eliziane Gama (Cidadania), a deputada Tabata Amaral (PSB) e Carlos Lupi (PDT), presidente da sigla, além de Gleisi Hoffmann (PT), Juliano Medeiros (PSOL), Orlando Silva (PC do B) e Manuela D’Ávila (PC do B).

Entre as entidades confirmadas estão a Central de Movimentos Populares, UNE, MST, MTST, Coalizão Negra por Direitos, Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimento Acredito, entre outras.

Os atos são organizados pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro e há confirmação de manifestações presenciais em ao menos 251 cidades brasileiras, além de ações em 16 países. Desde o início deste ano, o Brasil já registrou ao menos cinco grandes protestos.

As pautas abordadas nas manifestações seguirão a mesma linha dos últimos protestos, isto é, o pedido pelo impeachment de Bolsonaro. Endossam o coro das reinvidicações questões econômicas, incluindo a cobrança por mais políticas de mais emprego e melhoria de renda, combate à fome, combate à corrupção e punição diante das denúncias de omissão do governo durante a pandemia.

União partidária

Parlamentares e presidentes dos partidos que integram a bancada da Minoria na Câmara – PT, PDT, PSB, Psol, PCdoB e Rede – se reuniram em 15 de setembro com dirigentes do PV, Cidadania e Solidariedade para a formação de um comitê pró-impeachment.

O grupo decidiu pela convocação conjunta do ato Fora Bolsonaro, neste sábado (2). A expectativa é que a adesão dos atos se espalhe por governadores e prefeitos em defesa da Constituição, da vida e do meio ambiente e o combate à fome, inflação e desemprego.

Líder da Minoria na Câmara, Marcelo Freixo (PSB-RJ), avaliou que a unidade remete ao espírito do movimento Diretas Já. “Precisamos ir para as ruas, o governo Bolsonaro é uma ameaça à democracia. É nesse sentido que vários líderes políticos, de diversos partidos, estão convocando para o ato do dia 2. O Diretas Já foi o movimento que garantiu a nossa democracia e que agora a gente precisa lutar para manter”, disse.

Movimento nas redes sociais

Nesta sexta (1º), as redes sociais foram tomadas pela mobilização dos participantes das manifestações. No twitter, a hastag #2OutForaBolsonaro permaneceu dos destaques dos sites.

Com memes e política, parlamentares e ativistas convidaram os usuários da rede a participarem do movimento e divulgaram listas de cidades e horários onde devem acontecer os atos.

Veja:

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