Categorias
outros

Alexandre Garcia nada aprendeu e nada esqueceu em 50 anos de jornalismo

O jornalista Alexandre Garcia (foto) não aprendeu nada e não esqueceu nada, como disse Charles-Maurice Talleirand-Périgot (1754-1838), chanceler do imperador Napoleão Bonaparte, a respeito dos reis Bourbons, vítimas da Revolução Francesa de 1789.

Demitido da CNN Brasil no último dia 24, após mentir ao vivo sobre o tratamento precoce com drogas ineficazes contra a Covid-19, Garcia criticou, em entrevista ao programa “Pingos nos Is”, da Jovem Pan, a forma como a mídia combate as fake news:

“Essa história de fake news é uma invenção para carimbar nas pessoas que contrariam aquilo que eles acham que tem de ser o pensamento dogmático, pensamento único. Em 50 anos de jornalismo, em 80 anos de vida, eu nunca vi uma situação como essa, em que se estabelece o que é falso e o que não é. Mas quem estabelece?”.

Falso é o contrário de verdadeiro, e se ele não sabe distinguir é porque nunca foi um bom jornalista. Segundo Garcia, o “partidarismo” da imprensa se dá por um “desespero” de não receber dinheiro do governo “através de verbas polpudas que compravam muitas publicações”. E, por fim, disse:

“Tem 1.000 dias de abstinência que faz roncar o estômago e as bocas, é uma reação, um desespero. Antes era mais fácil. Não precisava de talento, não precisava se ater aos fatos. Infelizmente, é isso que estamos vivendo. E o pior de tudo é o silêncio de muitos que deveriam estar defendendo a liberdade de expressão”.

Garcia foi porta-voz do general João Batista Figueiredo, o último presidente da ditadura militar de 64. Perdeu o emprego por ter posado deitado numa cama, coberto por um lençol e com o peito nu, para a revista Ele & Ela, publicação de Block Editores e concorrente da revista Playboy, da Editora Abril

Atuou no Jornal do Brasil, na extinta TV Manchete e na Rede Globo por mais de 30 anos. Nunca se ouviu dele durante todo esse tempo nenhum reparo ao comportamento dos veículos que o empregaram. E nenhuma defesa enérgica da liberdade de expressão quando ela foi cerceada pelo regime ao qual serviu.

A saída da Rede Globo e a chegada do governo Bolsonaro deixaram-no à vontade para exibir sem correr riscos sua face de jornalista de direita. Nada demais que seja. Nem por isso estaria obrigado a mentir e manipular fatos. É o que faz, por exemplo, ao defender o kit-covid que já matou tanta gente. (Ricardo Noblat – Metrópoles)

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *