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Dois advogados são assassinados dentro de escritório em Goiânia

Uma das vítimas era um filho do ex-presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO)

 (crédito: Reprodução/OAB-GO)
(crédito: Reprodução/OAB-GO)

Dois advogados foram mortos a tiros, na tarde desta quarta-feira (28/10), em Goiânia. O crime aconteceu em um escritório de advocacia no Setor Aeroporto, região central da capital goiana.

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO), o primeiros indícios apontam que o crime foi premeditado. “As informações iniciais dão conta de que criminosos marcaram antecipadamente uma entrevista com os advogados, entraram no escritório, sentaram-se calmamente e dispararam dois tiros contra cada uma das vítimas, sem qualquer chance de defesa”, explica em nota.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO) emitiu nota em que lamenta o assassinato e pede punição aos criminosos. “É inaceitável que a advocacia, um serviço indispensável à Justiça e ao funcionamento do Estado, tenha se tornado uma atividade de risco em pleno século 21. Ceifar a vida daqueles responsáveis pelo direito de defesa, com execuções sumárias, é um atentado não só contra a categoria, mas contra o Estado Democrático de Direito. Condutas medievais, bárbaras e truculentas como esta devem ser rapidamente investigadas e punidas, para que a cidadania prevaleça”, diz.

O presidente do TJ-GO, desembargador Walter Carlos Lemes, decretou luto oficial de três dias. “O presidente expressa a profunda consternação no meio judiciário goiano pelo falecimento dos advogados, que, ao longo de suas carreiras prestaram relevantes serviços à Justiça goiana”, afirmou em nota.

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Recado do general ao presidente: “Lembra-te que és mortal!”

Ex-porta-voz do Palácio do Planalto, o general Rego Barros foi exonerado oficialmente do cargo no último dia 7, após longos meses de fritura por discordar das posturas do núcleo duro e ideológico que cerca o presidente Jair Bolsonaro. O general manteve obsequioso silêncio enquanto sofria o ostracismo dentro dos ambientes palacianos.

Na segunda-feira (27), porém, Rego Barros rompeu o silêncio ao assinar artigo publicado no jornal “Correio Braziliense” em que revela – sem citar o nome de Bolsonaro – a vaidade e a perda de senso da realidade de que sofrem os poderosos que preferem a adulação dos áulicos a ouvir os assessores leais.

Rego Barros lembrou a necessidade de os poderosos serem constantemente lembrados que “memento mori” – lembra-te que és mortal! – frase que acompanhava os grandes conquistadores do Império Romano em seus momentos de glória.

generalLegiões acampadas. Entusiasmo nas centúrias extasiadas pela vitória. Estandartes tomados aos inimigos são alçados ao vento, troféus das épicas conquistas. O romano geral atravessa o lendário rio Rubicão. Aproxima-se calmamente das portas da Cidade Eterna. Vai ao encontro dos aplausos da plebe rude e ignara, e do reconhecimento dos nobres no Senado. Faz-se acompanha apenas de uma pequena guarda e de escravos cuja missão é sussurrar incessantemente aos seus vitoriosos: “Memento Mori!” – lembra-te que és mortal!

O escravo que se coloca ao lado do galardoado chefe, o faz recordar-se de sua natureza humana. A ovação de autoridades, de gente crédula e de muitos aduladores, pode contar-lhe o senso de realidade. Infelizmente, nos deparamos hoje com posturas que ofendem aqueles trajes romanos. Os líderes atuais, após alcançarem suas vitórias nos coliseus eleitorais, são tragados pelos comentários babosos dos que o cercam ou pelas contagens alucinadas de seguidores de ocasião.

É doloroso perceber que os projetos de divulgação nas campanhas eleitorais, com vistas a convencer-nos a depositar nosso voto nas urnas eletrônicas, são meras peças publicitárias, talhadas para aquele momento. Valem tanto quanto uma nota de sete reais.

Tão logo o mandato se inicia, aqueles planos são paulatinamente esquecidos diante das dificuldades políticas por implementá-los ou mesmo por outros mesquinhos interesses. Os assessores leais – escravos modernos – que sussurram os conselhos de humildade e bom senso aos eleitos chegam a ficar roucos.

Alguns deixam de ser respeitados. Outros, abandonados ao longo do caminho, feridos pelas intrigas palacianas. A restante, por surgem, assume uma confortável mudez. São esses, seguidores subservientes que não praticam, por interesses pessoais, uma discordância leal.

Entendam a discordância leal, um conceito vigente em moldes profissionais, como a ação verbal bem pensada e bem-intencionada, às vezes contrária aos pensamentos em voga, para ajudar um líder a cumprir sua missão com sucesso.

A autoridade muito rapidamente incorpora a lista de ter sido alçada ao olimpo por decisão divina, razão pela qual não precisa e não quer escutar como vaias. Não aceita ser contradita. Basta-se a si mesmo. Sua audição seletiva acolhe apenas como palmas. A soberba lhe cai como veste. Vê-se sempre como o vencedor na batalha de Zama, nunca como o derrotado na batalha de Canas.

Infelizmente, o poder inebria, corrompe e destrói! E se não há mais escravos discordantes leais a cochichar: “Lembra-te que és mortal”, a estabilidade política do império está sob risco.

As demais instituições dessa república – parte da tríade do poder – precisarão, então, blindar-se contra os atos indecorosos, desalinhados dos interesses da sociedade, que advirão como decisões do “imperador imortal”. Deverão ser firmes, não recuar diante de pressões. A imprensa, sempre ela, deve fortalecer-se na ética para o cumprimento de seu papel de informar, esclarecendo a população os pontos de fragilidade e os de potencialidade nos atos do César.

A população, como árbitro supremo da atividade política, será obrigada a demarcar um rio Rubicão cuja transposição ilegal por um governante piromaníaco será rigorosamente punida pela sociedade. Por fim, assumindo o papel de escravo romano, ela deve sussurrar aos ouvidos dos políticos que mereceram seu voto: – “Lembra-te da próxima eleição!”

Paz e bem!

* General de Divisão do Exército Brasileiro. Doutor em ciências militares, foi o porta-voz da Presidência da República, nomeado pelo governo Jair Bolsonaro

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Bolsonaro revoga decreto sobre estudos de privatização em unidades de saúde

Documento incluía unidades em programa de privatização do governo federal

 (crédito: AFP / EVARISTO SA)

Após ampla repercussão negativa, o presidente Jair Bolsonaro anunciou no fim da tarde desta quarta-feira (28/10) que revogou o decreto 10.530, que previa a inclusão das Unidades Básicas de Saúde (UBS) no programa de privatização do governo federal. O decreto havia sido publicado no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira (27) e autorizava estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI) “para a construção, a modernização e a operação” das unidades.
PITACO: Governo mambembe que fica testando os brasileiros para checar se suas trapalhadas emplacam…

 

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Marcha, soldado

Ruy Castro na Folha de são Paulo

Se os militares fossem tão argutos como se julgam, já teriam percebido que Freud explica. Jair Bolsonaro está tendo a oportunidade de descontar as humilhações que sofreu em sua medíocre carreira no Exército e se vingar dos oficiais que um dia bramiram na sua cara por alguma corneta que tocou errado ou cavalo que deixou de lavar. Na condição de presidente da República, donde chefe supremo das Forças Armadas, é a sua vez de bramir contra militares de alta patente, vários na ativa.

A própria militarização que está promovendo no governo —quase 7.000 milicos infiltrados em entranhas influentes da administração— serve a esse fim. Com ela, Bolsonaro mostra que pode ser generoso, dando-lhes confortáveis sinecuras, nomeando-os para funções incompatíveis e concedendo-lhes benefícios que nega aos servidores civis, mas que também pode tirar-lhes tudo isso quando quiser. E, para provar, dedica-se a devolver o dedo na cara apontando-o para os generais “de sua confiança”.

É a tática de Bolsonaro para reduzir seus generais a recrutas. Insulta-os ou induz seus jagunços a insultá-los. Daí obriga-os a engolir as ofensas ou arranca-lhes os botões. O primeiro a aprender com quem estava falando foi o general Santos Cruz, rapidamente expelido. O general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde que não sabia o que era o SUS, é outro que acaba de cair em si. Na única medida autônoma e sensata que tomou, de apoiar a compra de vacinas para a imunização dos brasileiros, foi quase fuzilado por Bolsonaro, que lhe impôs desdizer-se e se acoelhar para não ser demitido.

Há dias, o general Luiz Eduardo Ramos foi dormir com as orelhas ardendo e ainda se desculpou por ter sido grosseiramente ofendido. E haverá outros. Os bragas, helenos e mourões que se cuidem.

É o cabeça de papel dando ordens de marcha-soldado a homens que trocaram o mandar por obedecer —e logo a quem.

 

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ERRO DE FOCO

O foco deveria estar no legislativo

Sempre que o período eleitoral se aproxima os eleitores são bombardeados com um grande número de candidatos, tanto para o executivo quanto para o legislativo. Em 2020 não está sendo diferente. Mas o foco do eleitor acaba sendo direcionado para a disputa da chefia do executivo municipal, quando na verdade o mais correto seria um maior destaque para os pretendentes ao legislativo. E por quê? Simples. São os legisladores municipais que irão alterar e/ou elaborar o conjunto de normas, bem como fiscalizar os atos do prefeito. Este é refém das leis, só pode agir dentro dos limites impostos pelo ordenamento jurídico, e se ultrapassar corre o risco de ser defenestrado do cargo, como já ocorreu por aqui. Se você tem um legislativo formado por pessoas honestas e competentes, o chefe do executivo não conseguirá sair dos trilhos da legalidade. Agora, em outro sentido, nem mesmo o melhor gestor público do universo conseguirá administrar um município tendo ao lado um legislativo corrupto e desonesto. Assim sendo, muito mais importante é escolher 15 vereadores honestos e preparados para o legislativo iguaçuense. O foco dos eleitores deve iluminar muito mais os nomes daqueles que pretendem uma cadeira na Câmara do que os dos que disputam a do Palácio das Cataratas. Enquanto o eleitor não compreender essa necessidade, Foz continuará errando no foco!

 

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De PT ao PSL, ex-tucano doa R$ 170 mil a candidatos

O professor Wilson de Matos Silva, 73, que foi filiado ao PSDB por 25 anos (deixou o partido em junho passado), doou R$ 170 mil a 19 candidatos a prefeito e a vereador. Entre os beneficiados estão políticos do PP, PSB, PL e até do Pros e PT, partidos que em 2018 apoiaram para presidente o petista Fernando Haddad, embora Wilson seja assumidamente antipetista.

Proprietário da Unicesumar, ele foi suplente de Alvaro Dias entre 2007 e 2014 e chegou a assumir como senador em duas ocasiões. Matos que chegou a dizer em discurso público, ao lado do ex-governador Beto Richa,  que o Brasil tem três dias da Independência: 7 de setembro de 1822, 31 de março de 1964 (data do golpe militar) e 12 de maio de 2016, quando Dilma Rousseff foi tirada do Palácio do Planalto via impeachment.

Apesar disso, ele doou R$ 20 mil a candidatos petistas: R$ 10 mil a Carlos Mariucci (candidato a prefeito), R$ 5 mil ao vereador Mário Verri (candidato à reeleição) e R$ 5 mil a Carlos Emar Mariucci Junior, que estreia como candidato a vereador.

Para o deputado estadual Homero Figueiredo Lima e Marchese, do Pros, ele doou R$ 40 mil. O mesmo valor foi doado ao também deputado estadual Dr. Batista, do Democratas. Ele fez doação em dinheiro, portanto, para três dos 13 candidatos a prefeito.

Treze dos 14 vereadores candidatos a reeleição receberam R$ 5 mil do dono da Unicesumar, que filiou-se ao PSDB em 1995, tendo presidido o partido por vários anos em Maringá. Enquanto Mário Hossokawa (PP), presidente do Legislativo, recebeu R$ 10 mil, os demais receberam R$ 5 mil: William Gentil (PSB), Odair Fogueteiro (PDT), Luiz Carlos Pereira (PP), Belino Bravin (PSD), Flavio Mantovani (Rede), Sidnei Telles (Pode), Jean Marques (Pode), Alex Chaves (MDB), Jamal (PSB), Altamir dos Santos (Pode) e Onivaldo Barris (PSL). Apenas um vereador não recebeu: Professor Niero (MDB).

Ainda foram contemplados com doação de Wlson de Matos Silva o odontólogo Wesley Falcão Tuler (PSL) e o ex-vereador João Batista da Silva (PL).

Confira abaixo o discurso em que o ex-suplente de senador fala que o golpe militar e o impeachment de Dilma Rousseff também foram dias da independência para o Brasil:

Do Angelo Rigon

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O Troca Troca e a irritação de Barros

Com informações da Veja

E o líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP) ficou irritado ao ser questionado sobre o eterno “troca-troca” no governo, durante programa na Rádio Gaúcha. Ele estava sendo entrevistado por Kelly Matos, Potter e David Coimbra no programa Timeline.
Ele se revoltou ao ouvir uma pergunta sobre “troca-troca” no governo e coisas “físicas” que o presidente Jair Bolsonaro precisaria dar aos aliados para garantir governabilidade.
“Que tipo de coisa física o presidente precisa dar para conseguir esse troca-troca”, pergunta o apresentador:

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OPERAÇÃO “PRIVILÈGE” – PREFEITURA DE SANTA TEREZINHA DE ITAIPU É FOCO DE NOVA OPERAÇÃO DO GAECO

Prefeitura do Claudio Eberhard (PSDB), dentre outras da região, foram visitadas por investigadores do Gaeco nesta manhã de quarta-feira (28)

OPERAÇÃO “PRIVILÈGE”

Na manhã desta quarta-feira (28/10/2020), agentes do Núcleo Regional do GAECO de Foz do Iguaçu, com apoio de outros núcleos do GAECO, cumpriram nove mandados de busca e apreensão nos Municípios de Santa Terezinha de Itaipu, Missal e Capitão Leônidas Marques, em locais ligados ao Secretário de Agricultura e Meio Ambiente do Município de Santa Terezinha de Itaipu, na região Oeste do Estado, incluindo as sedes da Prefeitura e da Secretaria, e em
empresas que participaram de processos licitatórios promovidos pela
Secretaria.
A investigação teve início há aproximadamente um ano, com a informação de que o Secretário Municipal de Santa Terezinha de Itaipu estaria privilegiando empresa pertencente a familiares, em licitações promovidas pela Pasta respectiva. Com o desenrolar da investigação, foram encontrados indícios de que outras empresas, utilizando-se do mesmo modus operandi, também estariam sendo beneficiadas, em prejuízo ao caráter competitivo dos certames.
Os fatos dizem respeito a procedimentos licitatórios realizados pelo Município de Santa Terezinha de Itaipu entre os anos de 2017 e 2020.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Foz do Iguaçu.

Release – OPERAÇÃO “PRIVILÈGE”

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JANIS JOPLIN – Sua vida, sua música

Escrito por Holly George-Warren, uma das mais respeitadas cronistas da história da música norte-americana, e baseado em um acesso sem precedentes a familiares da cantora, amigos, colegas de banda, arquivos, diários, cartas e entrevistas há muito perdidas, Janis Joplin – Sua Vida, Sua Música é um retrato completo, complexo e gratificante de uma das artistas mais notáveis de todos os tempos, que enfim recebe seu merecido reconhecimento e importância como uma das cantoras mais influentes da história do rock. Por meio de um estilo radiante e intimista, esta biografia consolida a “Rainha do Rock & Roll” como pioneira musical, alguém que, de fato, rompeu regras; uma mulher rebelde, de personalidade inteligente e complexa, que desafiou todas as convenções de gênero em sua época, abrindo caminho para as mulheres poderem extravasar suas dores e revolta no cenário artístico.

Ouça Joplin abaixo…