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Agravamento da pandemia derruba popularidade de Bolsonaro, diz Datafolha

Levantamento mostra queda da aprovação do governo Bolsonaro; possível impeachment foi rejeitado pela maioria dos participantes da pesquisa

 (crédito: Marcos Corrêa/PR)
(crédito: Marcos Corrêa/PR)

O mais novo levantamento do Instituto Datafolha, divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo na tarde desta sexta-feira (22/1), mostrou queda na aprovação do governo Bolsonaro. A pesquisa ouviu 2.030 pessoas por telefone (por conta da pandemia de covid-19).

Em comparação com o último levantamento (leia detalhes da última pesquisa neste link), a reprovação aumentou: os 40% indicados nesta sexta estão em contrapartida dos 32% do levantamento feito em dezembro de 2020. O país vê neste momento um agravamento da pandemia, provocado por aumento de casos e mortes.

Os números que indicam o governo como ótimo/bom caíram: eram 37% em dezembro e agora 31%. O indicador de regular também caiu: 29% no último levantamento e 26% agora.

A pesquisa também pediu a opinião dos participantes sobre um possível impeachment de Bolsonaro: 53% foram contra e 42% favoráveis.

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OAB denuncia governo Bolsonaro à OEA por omissão na pandemia

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) denunciou o governo do presidente Jair Bolsonaro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), por sua atuação no combate à pandemia da covid-19.

A entidade afirma que a assistência médica hospitalar é insatisfatória e que o Executivo Federal não tem conseguido nem mesmo assegurar o abastecimento de insumos básicos, como oxigênio. “Tal fato evidencia latentes violações aos direitos humanos carecedores de proteção irrestrita.”

A Ordem aponta para a Comissão que “o Brasil, que costumava ser referência para outros países quando se trata de campanhas de imunização nacionais de grande extensão, está longe de uma definição estratégica sobre o plano de vacinação de sua população”.

Na denúncia, a OAB informa que Jair Bolsonaro “constantemente ataca pesquisadores e estudos científicos” e defende amplamente a utilização de medicamentos sem qualquer comprovação científica para o “tratamento precoce” da covid-19.

“O fato de o presidente da República encarar a doença como algo menor e sem importância já é notório e público e suas atitudes no sentido de deslegitimar a vacina como medida eficaz evidenciam a falta de interesse do Estado em concretizar o plano de imunização nacional, colocando a saúde coletiva da população brasileira em situação de risco extremo.”

Na petição à OEA, a Ordem também requer a adoção de medidas para compelir o governo Federal a apresentar um plano eficaz para a gestão do sistema de saúde, “assegurar a vida e integridade física dos cidadãos brasileiros, por meio do início imediato da vacinação” e realocar pacientes internados que estejam em situação grave e possam ser transferidos para unidades mais bem equipadas.

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Justiça expede mandado de prisão contra o deputado Boca Aberta

A Vara de Execuções Penais de Londrina expediu um mandado de prisão contra o deputado federal Emerson Petriv (Pros), mais conhecido como Boca Aberta. Ele foi condenado a 17 dias de prisão em regime semiaberto por perturbação de sossego. O documento foi expedido pela Justiça no último dia 15.

A condenação é referente a uma confusão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim do Sol, em janeiro de 2017, na qual Boca Aberta, então vereador de Londrina, estava envolvido.

À época, Boca Aberta chegou a ser levado para uma delegacia de polícia. Ele afirmou que tinha recebido denúncias de usuários sobre problemas no atendimento.

O deputado disse que o pedido de prisão já havia sido revogado em 2020. Apesar disso, o parlamentar informou que irá se entregar nesta terça-feira (26) para cumprir a pena no Centro de Reintegração Social de Londrina.

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FURA-FILA

Como cantava o saudoso compositor Bezerra da Silva, “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Na correria pela prometida imunização contra o Covid-19, e diante do número insuficiente de vacinas adquiridas pelo governo brasileiro até o presente momento, muitas “autoridades” estão tentando se valer de seus cargos públicos para furar a fila do programa nacional de imunização. A previsão oficial é de que nesta primeira fase da campanha os primeiros vacinados serão – ou deveriam ser – os trabalhadores da saúde (os da “linha de frente” no enfretamento da pandemia), a população indígena em seus territórios, pessoas com deficiência institucionalizadas e aqueles com 80 anos de idade ou mais. Porém, como a imprensa tem denunciado, muitos espertalhões, como o prefeito do município de Candiba no Estado da Bahia, e outros espertinhos do círculo de amizade de políticos, estão furando a fila, desrespeitando as diretrizes do Ministério da Saúde. A imoralidade no Estado do Amazonas foi tão grande que o a vacinação foi suspensa temporariamente, e o Ministério Público já começou a investigar o ocorrido. Como na máxima da Lei de Gérson – aquela que ninguém consegue revogar -, “o negócio é levar vantagem em tudo!”. E ainda há quem acredite que esse país tem salvação, e critica a classe política, a qual tem dentre seus membros aqueles que foram legitimamente eleitos, retratando a qualidade do eleitorado tupiniquim. Aqui não tem jeito não… só um novo meteoro!

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Justiça suspende aumento do pedágio da Ecocataratas

Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, concedeu, na terça-feira, antecipação de tutela para Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná, a Agepar, sobre a suspensão de reajuste das tarifas da concessionária Ecocataratas. Na prática, o despacho impede o aumento que seria aplicado em dezembro de 2020. A Ecocataratas havia obtido decisão favorável da 5ª Vara Federal de Curitiba autorizando o processamento do pedido de reajuste. A Agepar recorreu e reverteu a decisão, mantendo a suspensão. Os reajustes das tarifas praticadas pela Ecocataratas foram suspensos, inicialmente, em reunião do Conselho Diretor em 10 de novembro de 2020. Os aumentos decorreriam do fim dos acordos de leniência firmados entre as empresas e o Ministério Público. Para a Agepar, que não participou do acordo, no entanto, houve erros de cálculo em reajustes realizados em 2016 e 2017, e o valor deve ser reduzido ao mínimo possível para assegurar a cobertura mínima dos custos operacionais das concessionárias até novembro de 2021, quando termina o contrato atual de concessão. A agência ainda está analisando novas planilhas encaminhadas pelo DER, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná . Em relação ao reajuste anual dos pedágios das concessionárias, as concessionárias Viapar, Caminhos do Paraná e Econorte têm liminares para aplicar aumento das tarifas desde terça-feira. Ecovia, Rodonorte e Ecocataratas, estão com reajuste suspensos.