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“Tive câncer no estômago”, diz João Santana, marqueteiro de Dilma e Lula

Em entrevista ao programa Roda Viva, na noite desta segunda-feira (26/10), o publicitário disse que enfrentou uma grave doença após fazer a delação premiada na Lava-Jato

 (crédito: Reprodução/TV Cultura)
(crédito: Reprodução/TV Cultura)

Um dos alvos da Operação Lava-Jato em fevereiro de 2016 e solto seis meses depois após pagar fiança e fechar um acordo de colaboração premiada com a Justiça, o publicitário João Santana quebrou o silêncio na noite desta segunda-feira (26/10). Em entrevista ao programa Roda Vida, da TV Cultura, o marqueteiro dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff fez revelações sobre a vida pessoal e relação com os políticos após a delação, afirmando que foi abandonado pelos petistas. “Nunca mais falei com eles.”

“Fazer a delação foi a pior experiência da minha vida. É uma descida aos infernos. Você enfrenta conflitos éticos, afetivos, conflitos morais de toda natureza. Quando você confronta isso ao seu bem maior, que é a sua vida, você revê e isso fica pequeno”, afirmou João Santana. “Por que eu vou ser solidário com quem não está sendo solidário comigo?”, emendou.

Durante a entrevista, Santana também fez uma revelação. Disse que enfrentou um câncer no estômago logo após fazer a delação premiada e teve que passar por uma cirurgia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Vou fazer uma revisão amanhã (terça-feira)”, disse Santana. “Essa queda da fama para a infâmia é um buraco tão profundo, nem sei se tem fundo. (…) Mas, por outro lado, é muito rico em descobertas e redescobertas.”

 

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Moro acusa governo de abandonar proposta sobre segunda instância

Em debate sobre a PEC que determina a prisão para réus que acumulam duas condenações, ex-ministro considerou “hipocrisia” reprovar a proposta porque ela poderia ser aplicada a processos antigos. E disse que “não vê ninguém do governo” na discussão

 (crédito: Evaristo Sá/AFP)
(crédito: Evaristo Sá/AFP)

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro participou do debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição 199 — conhecida como a PEC da segunda instância –, realizado nesta terça-feira (27) pela Secretaria de Relações Internacionais da Câmara. Moro defendeu a aprovação da PEC e acusou o governo Bolsonaro de ter abandonado a matéria.

“Eu preferia que a PEC fosse mais abrangente, mas se esse é o custo para aprovar, eu acho razoável. É hipocrisia reprovar a proposta por causa da questão temporal”, defendeu o ex-ministro.

Sobre a articulação do governo pela aprovação da matéria, Sergio Moro afirmou que “não vê ninguém participando desse debate. “Dentro do governo, eu era a única pessoa que falava da PEC. Desde que deixei o ministério, nunca mais se falou sobre. É lamentável que o governo tenha abandonado a execução em segunda instância”, atacou o ex-ministro.

A visão do ex-ministro foi rechaçada pelo deputado Alex Manete, que cobrou um posicionamento por parte do presidente Jair Bolsonaro. “É importante ressaltar que já cobramos do vice-presidente Hamilton Mourão, do presidente Jair Bolsonaro, que de fato eles se posicionem e colaborem. Essa pauta inclusive os conduziu para o processo vitorioso de 2018”, completou o deputado.

 

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DEBOCHE

A primeira-dama, que retira dos cofres públicos em torno de dez mil mensais como secretária (por meio de nepotismo) de uma secretaria inoperante, debocha do povo quando seu marido, o prefeito, é questionado do motivo do filho, em plena pandemia e sem concurso, estar numa empresa que tem contrato de 13 milhões de reais com o Hospital Municipal.

Nós que pagamos a festa deles e o muito obrigado é o deboche.
Uma lástima!

 

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O assassinato

Hoje está completando nove anos do assassinato de Luiz Antonio Paolicchi que durante muitos anos foi secretário de Fazenda do Município de Maringá, e considerado o homem forte de muitas administrações. Foi preso, acusado de corrupção, mas tem gente que fala até hoje que ele não fez tudo sozinho e que tem alguém que ficou com a maior parte da bufunfa.

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós” (Tiago 4-8)

As emendas que Ricardo Barros deveria defender

Office-boy de luxo em Brasília, o deputado Ricardo Barros (PP) está passando novamente por um corredor polonês, desta vez por defender uma nova Constituição via Constituinte, reduzindo direitos e aumentando deveres dos brasileiros. Líder do governo Bolsonaro, todos enxergam que foi o presidente da República quem o orientou.

O resultado: críticas de todos os lados, inclusive de apoiadores do governo federal. Analistas políticos, como Reinaldo Azevedo e Carlos Andreazza, o detonaram, tacharam de irresponsável a possibilidade. Josias de Souza caprichou:

“Barros tem razão. Há direitos demais e deveres de menos no texto constitucional. Mas os ajustes não dependem de uma Constituinte. Podem ser feitos por meio de emendas constitucionais. Para ser tomado a sério, o líder do governo deveria cogitar a imposição de deveres adicionais a si mesmo.

O deputado já teve mandato cassado e é alvo de diferentes investigações. Na penúltima encrenca, o Ministério Público do Paraná o denunciou por receber mais de R$ 5 milhões em propinas entre 2013 e 2014, quando era secretário de Indústria e Comércio. Barros alega ser inocente. Deveria angariar votos para duas emendas constitucionais.

Numa, elimina-se o “direito” dos parlamentares ao foro privilegiado. Noutra, institui-se o dever de se apresentar à penitenciária sempre que for condenado em segunda instância. Se conseguir aprovar essas duas emendas, Ricardo Barros será patrono de uma revolução”.

(Foto: Michel Jesus)

Bolsonaro cancela indicação de Barros e Lupion para Anvisa

O presidente Jair Bolsonaro cancelou a nomeação de Roberto Ferreira Dias como diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitaria (Anvisa). O nome de Ferreira Dias havia sido levado ao presidente pelo deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados, e pelo ex-deputado federal Abelardo Lupion.

Atual diretor de Logística do Ministério da Saúde, Dias foi responsável pela compra, por R$ 133 milhões, de 10 milhões de kits de testes para covid-19. O contrato está sob investigação.

Dias, que trabalhou no governo de Cida Borghetti (mulher de Barros), protagonizou no ano passado episódio até hoje mal explicado, ao se encontrar fora da agenda com representante da empresa coreana Green Cross, que vende imonoglobulina no Brasil com exclusividade à farmacêutica nacional Blau, detentora do registro na Anvisa.

Em dezembro de 2018, o TCU mandou suspender contrato de R$ 280 milhões entre o governo e a Blau para a compra do insumo. O tribunal, porém, reconsiderou sua posição dias depois e permitiu que a pasta recebesse o primeiro lote do produto, desde que o preço fosse reduzido

Do O Anagonista.

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CDHMP DE FOZ DO IGUAÇU COBRA QUE ASSASSINATO DE PASQUALIN SEJA APURADO E RESPONSÁVEIS PUNIDOS

Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu conclama pela imediata elucidação do assassinato de Ênio Pasqualin

Na noite de sábado, 24, sequestraram o companheiro Ênio Pasqualin, líder do Assentamento Ireno Alves dos Santos, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Rio Bonito do Iguaçu – PR. Ontem, domingo, 25, foi encontrado morto por vários disparos de arma de fogo.
Como Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu, queremos primeiro expressar solidariedade com a dor de sua família, amigos e todos os integrantes do Assentamento. Mas também nos solidarizamos profundamente com a luta pela Reforma Agrária que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra (MST) vem realizando com heroísmo e compromisso.
Infelizmente, é um fato que se repetiu na história recente de nosso país e em toda a América Latina, mas desta vez nos toca muito de perto. A terra que deveria ser para quem a trabalha com as próprias mãos, continua brutalmente concentrada nas mãos de poucos, que só produzem pobreza e violência em nossa pátria.
Nos últimos anos, os governos ligados às oligarquias exploradoras e saqueadoras de nosso povo criaram um clima de desamparo para os camponeses que lutam pela terra e de incentivo e impunidade aos atos criminosos de perseguição e violentos ataques contra eles.
Exigimos do Ministério Público, do Poder Judiciário, das autoridades do Estado do Paraná e de nossa República, o esclarecimento imediato desse fato. É preciso que cumpram seu dever para além das ideologias que cada um possa ter. Os responsáveis precisam ser identificados, processados e punidos em todos os níveis, sejam eles quem forem. Embora sejam personagens ou empresas poderosas, como é bem possível que
seja neste caso.
Com a homenagem ao camarada Ênio Pasqualin, renovamos nosso compromisso solidário com a luta pela Reforma Agrária em nossa região, em nosso país e em toda a América Latina.
Foz do Iguaçu, 26 de outubro de 2020
Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu

Abaixo no original:

NOTA DO CDHMP SOBRE O ASSASSINATO DE PASQUALIN

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Decisão do TRE confirma a candidatura de Paulo Mac Donald

Desembargadores recusaram recursos do Ministério Público e da coligação de Chico Brasileiro. Candidatura foi mantida pelo Tribunal e, se eleito, Paulo está apto para assumir a prefeitura

Acabando com as dúvidas geradas por opositores, Paulo Mac Donald Ghisi (Podemos) acaba de ter a candidatura reconhecida também no TRE. Os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, por maioria, negaram provimento aos pedidos de impugnação do registro da candidatura de Mac Donald, formulados pelo Ministério Público e pela coligação encabeçada pelo atual prefeito Chico Brasileiro. A votação aconteceu nesta terça-feira, 27 de outubro, em Curitiba. Ao contrário do que aconteceu em 2016, a decisão de colegiado, por 4 votos a 2, consolida a vitória de Mac Donald em primeira e agora em segunda instância. A candidatura fica oficializada no TRE como DEFERIDA e, se eleito, assumirá o cargo de prefeito de Foz do Iguaçu.
Os pedidos de indeferimento do registro já haviam sido rejeitados pelo juiz eleitoral de Foz do Iguaçu. O magistrado reconheceu a plenitude da ELEGIBILIDADE de Paulo Mac Donald, o que lhe permite, além de ser candidato, também tomar posse e governar, caso vença a eleição. Porém, inconformados com a sentença de primeira instância, a Promotoria e Chico Brasileiro, numa estratégia para tumultuar as eleições e confundir os eleitores, insistiram em argumentos já vencidos pela justiça levando o caso para a segunda instância.
O relator deu voto favorável ao Paulo e foi acompanhado por outros três membros do TRE. Em sua argumentação, o relator afirmou que os motivos que tornavam Paulo inelegível em 2016 não mais existem, portanto, sua candidatura é viável e legal. Ao fim das manifestações o presidente do TRE disse que “por maioria de votos a corte reconheceu e negou provimento a ambos os recursos mantendo-se integralmente a sentença que julgou improcedente as impugnações e, de consequência, deferiu a candidatura do recorrido (Paulo Mac Donald)”, concluiu o presidente do TRE desembargador Tito Campos de Paula.

PITACO: A decisão do TRE é mais um balde de água gelada na campanha de Chico Brasileiro. Nestas eleições, o atual prefeito foi derrotado juridicamente pela segunda vez. Perdeu em primeira e agora em segunda instância. Vem amargando derrotas porque as alegações de impugnação são infundadas. Se recorrer ao TSE será ainda mais feio, pois será assumir de vez que está com medo do Paulo nas urnas. Além disso, não haverá tempo hábil para julgar qualquer tipo de recurso especial do Chico no TSE. Vai acontecer o que sempre tentou evitar: enfrentar o Paulo McD nas urnas.

 

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STF manda Joice Hasselmann indenizar Requião

Justiça manda Hasselmann indenizar Roberto Requião

A ministra Cármen Lúcia manteve, em decisão recentemente divulgada pelo STF, a condenação da deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) por danos morais numa ação movida pelo ex-senado Roberto Requião (MDB-PR) em 2017. Ela terá que pagar 20 mil reais ao emedebista.

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Abi Antoun não consegue tirar nome da lista da Interpol

​A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou pedido de revogação da prisão preventiva decretada contra o empresário Luiz Abi Antoun (foto), investigado na Operação Publicano 2 que viajou para o Líbano com autorização judicial, mas não retornou ao Brasil no prazo previsto. Por ele estar no exterior, o mandado de prisão fo​i inserido n​o sistema de difusão vermelha da Interpol, o que levou as autoridades libanesas a apreenderem o seu passaporte. A extradição, porém, foi negada.

Deflagrada em março de 2015, a Operação Publicano buscou desarticular uma organização criminosa formada por auditores fiscais do Paraná e empresários, que se uniram para facilitar a sonegação de impostos mediante o pagamento de propina. O empresário que se encontra no Líbano responde pelos supostos delitos de organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva tributária.

Ele foi preso preventivamente em junho de 2015, mas teve a custódia substituída por medidas mais brandas pelo STJ. Em 2018, com permissão da Justiça, o empresário viajou para o Líbano, mas, sob a alegação de problemas de saúde, não retornou ao Brasil. Devido ao descumprimento das medidas cautelares, uma nova prisão foi decretada.

CAUTELARES NO LÍBANO – No pedido de habeas corpus dirigido ao STJ, a defesa alegou que o mandado de prisão foi cumprido em julho de 2019 pelas autoridades libanesas, que, mesmo sem prender o empresário, impuseram medidas cautelares como a apreensão dos documentos pessoais, a fixação de fiança e a proibição de deixar o país.

A defesa argumentou que, no momento, o empresário está ausente do Brasil exatamente em razão do alerta vermelho da Interpol, motivo pelo qual pediu ao STJ a retirada da restrição policial internacional.

A difusão vermelha é um alerta para os países-membros da Interpol sobre a existência de ordem de prisão contra determinada pessoa, a qual poderá ser detida e submetida a processo de extradição.

QUEIXAS SEM COMPROVAÇÃO – O ministro Rogerio Schietti Cruz, relator do habeas corpus, destacou que tanto o juiz de primeiro grau quanto o Tribunal de Justiça do Paraná entenderam que os documentos médicos juntados ao processo apenas relatam as queixas do próprio investigado, sem que seja mencionada nenhuma comprovação dos alegados problemas de saúde.

Além disso – afirmou o ministro –, as decisões judiciais anteriores observaram que, mesmo que se considerasse o teor de tais documentos, “o quadro ali descrito – asma alérgica – não acarretaria a impossibilidade de realizar viagem de avião”.

Ao negar o pedido de habeas corpus, Schietti também assinalou que o novo decreto de prisão foi devidamente fundamentado em circunstâncias supervenientes à substituição do cárcere por medidas diversas. Tais circunstâncias – acrescentou – “denotam o descumprimento das cautelares anteriormente fixadas, bem como o intuito de impedir o encerramento da instrução processual e de se furtar à aplicação da lei penal”.BLeia o acórdão. ​

Do Rigon

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MPF acompanha investigações sobre a morte de líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra em Rio Bonito do Iguaçu (PR)

Procedimento Administrativo de Acompanhamento foi instaurado nesta segunda-feira (26)

Nesta segunda-feira (26), o Ministério Público Federal (MPF) instaurou o Procedimento Administrativo de Acompanhamento nº 01/2020 para monitorar as investigações sobre o sequestro e assassinato do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra em Rio Bonito do Iguaçu (PR), Ênio Pasqualin.

De acordo com o documento, o militante, ao que tudo indica, foi executado a tiros após ser retirado à força de dentro da casa na qual residia com sua família no assentamento Ireno Alves dos Santos.

A instauração foi feita pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, “considerando o papel de acompanhamento e enfrentamento de denúncias de violências, perseguições e outras formas que configurem ação arbitrária, no campo, contra lideranças de movimentos sociais, pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão e, visando proteger e dar garantias ao direito à vida, à segurança, à dignidade da pessoa humana, à moradia, à liberdade de reunião e manifestação, à liberdade de expressão, à liberdade de associação e à função social da propriedade”.

O MPE TAMBÉM ENTROU NA INVESTIGAÇÃO