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Chefe do CCZ (controle de zoonoses) falou ao Poder & Política da FOZ TV

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Autor do enredo, PT odeia filme sobre Lava Jato

Josias de Souza

Presenciei dias atrás uma cena curiosa. Apaixonado pelo PT, um professor de ciência política convidou-me para visitar uma de suas classes. Pediu-me que fizesse um contraponto à aula que havia preparado sobre a “criminalização das forças de esquerda no Brasil”. Ao chegarmos, havia um grupo de estudantes ao redor de um computador. Na tela, uma animação com cenas de prisões e depoimentos de enroscados na Lava Jato. O professor indagou: “Vocês fizeram esse vídeo.” E o dono do lap-top: “Não, foram vocês que fizeram.” Achei que minha presença era desnecessária. O professor já dispunha do seu contraponto.

Petistas e simpatizantes têm a mania de olhar com distanciamento típico dos scholars os escândalos produzidos sob Lula e alimentados sob Dilma. Os deputados petistas Paulo Pimenta, Wadih Damous e Paulo Teixeira, por exemplo, preparam uma representação a ser protocalada na Procuradoria da República contra agentes da Polícia Federal e o juiz Sergio Moro. Acusam-nos de ceder armas, uniformes, carros e aeronaves da PF para a produção do filme ”Polícia Federal – A Lei É para Todos”, com estreia prevista para julho.

A iniciativa dos deputados pode ser útil. Transparência nunca é demais. Entretanto, Pimenta, Damous e Teixeira talvez fizessem um bem a si mesmos se desperdiçassem um naco de tempo para fazer uma introspecção. Levando a experiência a sério, cada um deles talvez passasse a enxergar no espelho a imagem de um omisso. Indo mais fundo no processo de auto-exame, os parlamentares verão materializar-se diante de seus olhos uma obviedade: os escâdalos dignos de filmes não surgem por geração espontânea. Eles nascem da perversão.

Os deputados talvez percebam que, além da representação contra os servidores-amigos do filme sobre a Lava Jato, a realidade exige deles uma outra atitude. Um gesto consciente e, a essa altura, já meio tardio. No caso do PT, a conjuntura já não admite que os filiados se mantenham exilados no conforto de sua omissão política. A cena intima-os a reagir. O primeiro passo é o abandono da cômoda e tola retórica de que o problema do PT são os outros.

O segundo passo é a caída em si, a descoberta de que o problema não é o filme sobre a Lava Jato, mas o enredo que inspira a filmagem. Prestes a renovar sua direção, o PT está em ebulição. O momento parece propício para uma rediscussão de certas práticas. Há sempre a alternativa de lavar as mãos e continuar detestando o filme que ainda não chegou às telas. Se preferirem esse caminho, os deputados não devem reclamar quando alguém lhes disser: “Foram vocês que fizeram!”


Policiais federais entram em ‘estado de greve’

Na contramão do Supremo Tribunal Federal, que julgou inconstitucional a paralisação de servidores das áreas relacionadas à segurança pública, policiais federais de todo país decidiram nesta quarta-feira entrar em “estado de greve”. A Fenapf, Federação Nacional dos Policiais Federais, atribui o movimento à contrariedade dos agentes federais com a reforma da Previdência.

Os policiais se opõem à reforma que Michel Temer considera prioritária porque o projeto elimina o critério de “atividade de risco” que lhes permite requerer a aposentadoria após 30 anos de tempo de serviço para os homens e 25 anos para as mulheres. “O governo está encontrando dificuldades para aprovar o texto em primeiro turno, junto aos congressistas”, disse Luís Boudens, presidente da Fenapf. “É hora de nos unirmos, esquecermos as diferenças e qualquer outra pauta divergente.”

Os agentes da Polícia Federal programaram para 18 de abril um ato simbólico de entrega das armas e dos coletes. A Câmara programou para esse dia a leitura do relatório final sobre o projeto de reforma da Previdência.

Ironia suprema: a decisão do Supremo que proibiu a greve de servidores da segurança foi tomada a partir de um voto do ministro Alexandre de Moraes. Logo ele que, antes de ser indicado por Temer para o Supremo, comandava o Ministério da Justiça, pasta de cujo organograma pende o Departamento de Polícia Federal.

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TREZE RÁDIO PIRATAS QUE ATUAM NA FRONTEIRA TERÃO QUE SAIR DO AR

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13 rádios piratas terão que encerrar suas atividades na fronteira

Decisão tomadas por três entidades, a saber:

AERP (Associação das Emissoras de Radiofusão do Paraná)

ARPA (Asociación Radiodifusoras Privadas Argentinas)

SERT/PR ( Sindicato das empresas de Rádio e Televisão do Paraná)

Decidiram que, inicialmente, pelo menos treze (13) rádio piratas (sem registro na ANATEL) que funcionam pelo sistema rádio web em Foz do Iguaçu terão que encerrar suas atividades, devido ao risco que representam ao tráfego aéreo e congêneres. Essas rádios foram comunicadas desta decisão com um prazo para saírem do ar.
Saiba quem são elas:

Band FM/ FM CATVE/ Oeste FM/ Massa FM/ Foz FM/ 93.7 FM/ Mercosur FM/ Vida FM/ Rádio Urbana/ 95.5 FM/ Itaipu Mercosur FM/ FM Cidade/ FM Manantial

Clique no link abaixo para ver a decisão

COMUNICADO DE PRENSA IGUAZU

Veja essa outra decisão da ABERT

 

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UM DIA DE FÚRIA: Guarda persegue duas ex-companheiras, mata duas pessoas e fere três

Ricardo Leandro Felippe é procurado pela polícia.

Ricardo Leandro Felippe é procurado pela polícia.

 

Em perseguição a duas ex-companheiras, um guarda municipal, identificado como Ricardo Leandro Felippe, que já era processado por casos de violência doméstica, matou duas pessoas e feriu outras três entre o fim da tarde e a noite desta segunda-feira (3), em Londrina, Norte do Paraná.

De acordo com a Polícia Civil, o homem invadiu a empresa da primeira ex-mulher, no Parque Guanabara, e matou a sócia dela, Ana Regina do Nascimento Ferreira, de 34 anos.

Na sequência, ele roubou o carro de Ana Regina, um Ônix de cor branca, e foi até a casa de uma outra ex-companheira, Rachel Espinosa, na zona oeste da cidade, e atirou em quatro pessoas – avô, pai, mãe e filho da mulher. O filho, Vitor, de 17 anos, morreu no local. O pai da mulher foi levado em estado gravíssimo ao hospital.

De acordo com boletim do Siate, Maura Espinosa Gouveia Siena, de 57 anos, foi socorrida com um tiro na região da coluna e encaminhada à Santa Casa de Londrina. Ela é a mãe da Rachel, ex-esposa do GM.

Valdeci Siena, de 80 anos, levou um tiro de raspão na cabeça. Ele foi levado até a UPA do Jardim do Sol e é avô de Rachel.

Valdir Siena, de 58 anos, pai de Rachel, levou um tiro no tórax e outro no braço e foi encaminhado em estado grave ao Hospital Evangélico.

O quarto baleado, Vitor Espinosa Gouveia Siena dos Reis, filho de Rachel, morreu no quarto, ao lado da cama, com vários tiros no peito.

Para fugir, o guarda roubou um segundo veículo, um Honda Fit. Até a manhã desta terça-feira (4) o guarda não havia sido encontrado. As duas ex-mulheres estão recebendo proteção da Polícia Civil até que ele seja localizado.

O delegado Osmir Ferreira Neves é o responsável pelo caso. Ele convocou uma entrevista coletiva para esta terça-feira para falar sobre a investigação.

Tentativa de feminicídio

As duas mulheres já haviam denunciado o homem na Delegacia da Mulher por agressões e ameaças. Ele responde a processos por violência doméstica. De acordo com a polícia, há indícios de que o suspeito estaria com intenção de matar as ex-companheiras.

“Um caso muito emblemático do que é o ciclo de violência de violência. Ninguém fala em feminicídio. Ela tinha medida protetiva e esse caso é muito claro”, disse a promotora Mariana Bazzo, do Núcleo de Proteção da Igualdade de Gênero do Ministério Público do Paraná.

Rachel Espinosa, que teve toda a família baleada e o filho de 17 anos morto pelo ex-namorado, pede ajuda de toda a população para encontrar o criminoso.

“Esse o demônio Ricardo Leandro Felippe que entrou na minha casa ontem e atirou em toda a minha família, infelizmente meu filho Vitor não resistiu. Por favor encontrem ele. Por favor divulguem. O inferno te espera”, escreveu.

De acordo com a Lei 13.104/2015, que ficou conhecida como Lei do Feminicídio, o assassinato de mulheres é considerado crime hediondo, de extrema gravidade, e ocorre quando a morte se dá por razões relacionadas à questão de gênero e envolve violência doméstica, familiar e situações de menosprezo ou discriminação. A pena prevista para o agressor é de 12 a 30 anos de prisão e deve ser cumprida inicialmente em regime fechado.

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PEZÃO RECEBEU R$900 MIL DE ESQUEMA DE CORRUPÇÃO, DIZ DELATOR

FORNECEDORES DO ESTADO PAGARAM PROPINA, DIZ JONAS LOPES NETO
Diário do Poder

Em delação premiada, o advogado Jonas Lopes Neto disse ter ouvido o subsecretário estadual de Comunicação do Rio, Marcelo Santos Amorim, afirmar que usou R$ 900 mil arrecadados em esquema de corrupção para pagar despesas pessoais do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

A informação foi divulgada nesta segunda-feira, dia 3, pela TV Globo. Segundo a emissora, o dinheiro foi entregue por empresas da área de alimentação que mantinham contratos com o Estado.

Lopes Neto é filho do conselheiro e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) Jonas Lopes de Carvalho Júnior. Em delação firmada em 2016, um ex-executivo da empreiteira Odebrecht acusou Carvalho Júnior de integrar esquema de corrupção.

Em dezembro, o conselheiro foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal. Ele e o filho passaram então a negociar as delações, que fundamentaram a operação O Quinto do Ouro.

Segundo Carvalho Filho, Pezão sabia da situação e participou de pelo menos duas reuniões para debater o esquema. Já o filho afirmou na delação que em certa ocasião “Marcelinho (como é conhecido o subsecretário de Comunicação), além dos R$ 150 mil recolhidos na (empresa de alimentação) Milano, apresentou ao colaborador uma anotação indicando que teria arrecadado quase R$ 900 mil junto às demais empresas (do setor), mas teria utilizado a quantia para pagamento de despesas do governador Pezão”.

Em nota, Pezão nega que tenha recebido valores ilícitos. O governo informou que “o subsecretário de Comunicação já prestou esclarecimentos à PF”.