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Sargento preso com 39 kg de cocaína na Espanha segue recebendo salário de R$ 8 mil

Apesar de estar detido e sem trabalhar desde junho de 2019, o militar recebe brutos R$ 8,1 mil mensais, incluindo verbas indenizatórias. Segundo informações levantadas pelo portal UOL junto ao Portal da Transparência, em novembro, o valor bruto chegou a R$ 14,5 mil, devido à gratificação natalina. Ao longo de todo esse período, seus salários somaram cerca de R$ 97,5 mil.

Ainda conforme informações do UOL, no processo em que ele é réu, não houve pedido de bloqueio. Os pagamentos dizem respeito à questão administrativa da FAB. Segundo a FAB, Rodrigues foi notificado da abertura do processo de exclusão. Mas para ser desligado administrativamente é necessário o trânsito em julgado (quando não cabe recurso) do processo judicial, que embaça o processo interno.

O caso

Rodrigues foi preso durante uma averiguação aduaneira de rotina no aeroporto de Sevilha. A aeronave da FAB que transportava o militar fazia uma escala na cidade espanhola, de onde seguiria para o Japão. De acordo com o jornal espanhol El País, ao abrir a mala de mão do passageiro, os agentes encontraram 39 quilos de cocaína.

Rodrigues, que é comissário de bordo, fazia parte de uma equipe de 21 militares que prestava apoio à comitiva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro na reunião do G-20, no Japão. O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em que estava o militar é usado como reserva da aeronave presidencial e, portanto, ele não fazia parte do mesmo voo que transportou o presidente durante a viagem.

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Bertholdo segue internado com covid-19

 

O advogado Roberto Bertholdo permanece internado em hospital da Rede D’Or, em São Paulo (SP), com covid-19. Bertholdo, alvo do MP por causa da gestão do Iabas nos hospitais do Rio de Janeiro, suspeita de superfaturamento, foi advogado de gente famosa – Luiz Antonio Paolicchi, José Borba e Ricardo Barros, entre outros – e conselheiro da Itaipu Binacional quando o PT começou a namorar o que seria o centrão.

O Ministério Público do Rio de Janeiro encontrou indícios de que o advogado, que é de Curitiba, foi um dos responsáveis pela assinatura de contratos emergenciais do governo Wilson Witzel com a Iabas, num total de R$ 835 milhões.

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SENADOR ORIOVISTO GUIMARÃES DESMASCARA O PGR AUGUSTO ARAS

O PGR Aras de repente começou com uma conversa mole de que é necessário acabar com o “lavajatismo” e patati patatá… Quer implodir a Lava Jata e como o Bolsonato segue pianinho presume-se que esteja fazendo isso para atender o big-boss. Vejam esse depoimento do senador Oriovisto Guimarães do Paraná e saibam quem é esse Augusto Aras.

Publicado por Helio Eduardo Lucas em Sexta-feira, 31 de julho de 2020

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Desembargador do TJ do Amapá aparece em sessão sem camisa e depois fez piada sexual

 Colegas do TJ do Amapá arquivaram o caso, mas o desembargador Carmo Antônio não escapou da corregedoria nacional do CNJ

O desembargador Carmo Antonio responde a investigação da corregedoria nacional de Justiça por aparecer sem camisa durante sessão virtual do Tribunal de Justiça do Amapá, e na sequência, queixou-se a colegas de que não lhe sobra tempo “nem para uma trepadinha”, segundo relato recebido pelo próprio corregedor nacional, ministro Humberto Martins. O caso foi arquivado pelos colegas do TJAP, mas não escapou da corregedoria nacional do CNJ. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O ministro Humberto Martins, corregedor nacional, abriu procedimento para contra o desembargador do Amapá adepto da pornografia.

Também virou alvo o desembargador José Manzi, que fez piadinha pornô contra uma colega no Tribunal Regional do Trabalho catarinense.

O corregedor do CNJ tem tido trabalho redobrado, durante a pandemia, em razão de ofensas ao decoro, à ética e à lei, como no caso Santos.

Foi Humberto Martins quem adotou as primeiras providências contra o desembargador Eduardo Siqueira, do TJSP, que humilhou um guarda.

No caso ocorrido no TJ do Amapá, a informação inicial do corregedor do CNJ era de que o desembargador alvo do procedimento se chamava Carlos Tork, por isso esta reportagem era ilustrada com sua foto. Mas houve um equívoco: o desembargador alvo de investigação é Carmo Antônio. Pedimos desculpas ao desembargador Carlos Tork e aos leitores pela confusão.

 

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Bolsonaro do sertão

Presidente se lança em eventos de campanha; dinâmica política ameaça o erário

Editorial Folha de São Paulo

Em passagem pelo sul do Piauí e o norte da Bahia na quinta (30), Bolsonaro vestiu chapéu sertanejo, andou a cavalo e inaugurou um sistema de abastecimento de água cujas obras haviam sido iniciadas na gestão de Dilma Rousseff (PT).

Num palanque típico, saudado por um público decerto selecionado pela oligarquia local, como é típico, o presidente fez um discurso típico. Elogiou a bancada de congressistas da região, disse que “ninguém governa sozinho” e prometeu ajudar a resolver problemas da localidade em conjunto com “o Parlamento brasileiro”.

Facultada pela Carta a possibilidade da reeleição, parece natural que o incumbente, ainda mais um com elevada taxa de rejeição para o início do mandato, aja para atenuar os focos de insatisfação popular. E o Nordeste, que desde meados da década passada descarrega votos em presidenciáveis petistas, é um bastião dessa resistência.

A crise carreada pela pandemia também mostrou a Jair Bolsonaro a importância da agenda econômica inclusiva num país atravessado por uma desigualdade atroz.

A ajuda emergencial de R$ 600 atenuou a impopularidade presidencial nos estratos de renda mais baixa, e agora o governo busca desesperadamente transformar uma parte do que era auxílio transitório num programa permanente de transferência de renda mais ambicioso e custoso que o Bolsa Família.

Enquanto isso, no Congresso o jogo ficou mais denso. Uma parte dos deputados costura um bloco em torno de MDB e DEM, o que complica a tentativa do Planalto de cooptar apoio parlamentar por meio de negociações de cargos e verbas com o chamado centrão.

A aprovação de generoso aumento de gastos para a educação, via Fundeb, e as invectivas sibilinas ou escancaradas para burlar o teto de dispêndios federais indicam que uma resultante dessas movimentações de presidente e parlamentares pode ser a corrida de todos para aumentar ainda mais as despesas e o endividamento do erário.

Eis um risco a ser monitorado e evitado, até por interesse egoísta eleitoral. Afinal, a história recente já deixou clara a relação entre a gastança de hoje e a crise econômica —e política— de amanhã.

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SEROTONINA

Niilista lúcido, Michel Houellebecq constrói um personagem obsessivo e autodestrutivo, que analisa a própria vida e o mundo que o rodeia com um humor ácido e virulento. Serotonina mostra que o autor continua sendo um dos mais perspicazes analistas do século XXI.

Florent-Claude Labrouste tem 46 anos, detesta seu nome e toma antidepressivos que liberam serotonina e causam três efeitos colaterais: náusea, falta de libido e impotência.
Seu périplo começa em Almeria (Espanha), segue por Paris e depois pela Normandia, onde os agricultores estão em luta. A França está afundando, a União Europeia está afundando, a vida de Florent-Claude está afundando. O sexo é uma catástrofe. A cultura não é mais uma tabua de salvação ― nem mesmo Proust ou Thomas Mann são capazes de salvá-lo.
Nesse contexto, Florent-Claude descobre vídeos pornográficos assombrosos em que sua atual companheira aparece, e isso é a gota d’água para que ele deixe o trabalho e passe a viver em um hotel. Perambula pela cidade, visita bares, restaurantes e supermercados. Repassa suas relações amorosas, marcadas sempre pelo desastre, que transitam entre o cômico e o patético. Ao se reencontrar com um velho amigo aristocrata, que parecia ter uma vida perfeita, mas que foi abandonado pela esposa e se vê falido, Florent-Claude aprende a manejar uma arma de fogo ― que vai mudar sua vida para sempre.
Em um espiral de problemas, Florent-Claude se torna um hábil analista da contemporaneidade, de seus anseios, inseguranças e problemas. Sua vida, um reflexo do desinteresse pelo mundo, será o espelho das mais cruéis agruras da vida.

“Se há qualquer um hoje em dia, não só na literatura francesa, como na mundial, que reflita sobre a enorme mutação em curso que todos nós sentimos, e que não sabemos como analisar, esse escritor é Houellebecq.” Emmanuel Carrère, Le Monde.

 

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Justiça condena dois por crime de peculato em esquema de corrupção que envolvia entidades de Curitiba e programa federa

A Justiça Federal condenou duas pessoas por apropriação indevida de dinheiro público para proveito próprio. Robert Bedros Fernezlian e Lilian de Oliveira Lisboa receberam penas de 06 (seis) anos de reclusão, no regime semiaberto, mais 150 (cento e cinquenta) dias-multa cada um pelo crime de peculato. A sentença foi proferida pelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 9ª Vara Federal de Curitiba.

Ambos já tinham sido condenados, em 2014, por crime contra a Administração Pública (peculato e corrupção ativa), além dos crimes de falsidade ideológica, lavagem de ativos, fraude em licitação e associação criminosa quando ocupavam cargos de diretores-presidentes e administradores da ADESOBRAS (Agência de Desenvolvimento Educacional e Social Brasileira) e IBIDEC (Instituto Brasileiro de Integração e Desenvolvimento Pró-Cidadão), as duas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP’s), uma modalidade de ONG.  O esquema de corrupção envolvia o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

A nova condenação se deu pelo fato do casal ter se apropriado do valor aproximado de 225 mil reais, após forjarem suas próprias Rescisões de Contrato de Trabalho. Sob o falso manto de que se tratavam de indenizações e verbas trabalhistas, Robert dissimulou a origem de R$ 107.120,15 (cento e sete mil, cento e vinte reais e quinze centavos), e Lilian de R$ 117.573,98 (cento e dezessete mil, quinhentos e setenta e três reais e noventa e oito centavos).

“Os réus estavam afastados judicialmente de seus cargos e não detinham, naquele momento, autorização legal para movimentar qualquer espécie de valores, o que obviamente inclui a impossibilidade de retirar das OSCIPs grandes somas em proveito próprio. Não poderiam à época e não poderiam hoje, havendo decretação de intervenção vigente em face da organização até então por eles administrada”, reforçou Marcos Josegrei em sua sentença.

O juiz federal estipulou que os réus não têm direito à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito e ao pagamento das custas processuais. Ambos têm direito de apelar em liberdade.

5045393-64.2017.4.04.7000

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Justiça condena Boca Aberta por propaganda eleitoral antecipada e divulgação de pesquisa sem registro

A 42ª Zona Eleitoral de Londrina condenou o deputado federal Emerson Petriv (Pros), que responde pelo codinome de Boca Aberta, por propaganda eleitoral antecipadaa e pesquisa de intenção de voto não registrada na Justiça Eleitoral.

A queixa foi feita pelo Partido Liberal.

A Justiça considerou que outodoors em que o deputado aparece ao lado da esposa e do filho Boca Aberta Júnior, que é deputado estadual, caracterizam propaganda eleitoral antecipada, disfarçada de prestação de contas de seu mandato parlamentar.

O deputado tem três dias para retirar os outdoors, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de desobediência. As empresas de propaganda foram intimadas a informar quem produziu o conteúdo e pagou a exposição dos outdoors.

Boca Aberta também terá de retirar das redes sociais e demais veículos de comunicação, no prazo de 24 horas, pesquisa sobre intenção de voto para prefeito de Londrina. Ele é pré-candidato à Prefeitura, como atestou o despacho da Justiça Eleitoral. Se descumprir a determinação, será multado – o valor pode ultrapassar R$100 mil.

As duas decisões foram publicadas no final da noite de quinta-feira.